Capítulo 5
Que vista maneira, né?
Ontem eu não tive chance de admirar a beleza dessa natureza, mas hoje eu vou curtir a vista... ooooh, parece que não mais.
Na minha frente, os estudantes curiosos estavam se juntando na entrada. Sei lá por quê, mas eu também fiquei curiosa. Eu só passei no meio da galera e meus olhos arregalaram de choque quando eu vi o que tava rolando na minha frente.
A curiosidade pode matar um gato, é o que tá acontecendo aqui. Ele tá batendo em alguém com força, tirando a vida do coitado. Mas ninguém tomou nenhuma atitude pra parar ele, em vez disso, tão gravando vídeos e curtindo o show.
Uns caras sem coração.
O cara tava sangrando muito, mas ele não parou o ataque. Deu uma dó dele. Se eu não fosse o alvo dele ontem, eu ajudaria esse pobre coitado. É! E em pouco tempo eu ia virar o alvo dele hoje. Não falei pra vocês que o destino sempre tá do meu lado?
De repente, o Diretor(a) da faculdade e a correspondência entraram na entrada, mas eles não falaram nada, em vez disso, foi ele quem deu a ordem.
"Suspenda ele." Ele rosnou antes de sair do lugar com o corpo cheio de raiva, não sem antes dar uma olhada pro meu lado. Se alguém tivesse ficado na frente dele, ele ia queimar essa pessoa com a raiva dele.
Quê? Mas não é a faculdade dele pra tomar a própria decisão do jeito que ele quer, né? Afinal, o Pai de Karl Parker é dono desse lugar, não ele. Alguém, por favor, lembra ele.
Um por um, a galera toda foi embora e minhas tripas caíram completamente.
O nome do cara é Paulo, que era o aluno do último ano aqui. Paulo foi na cantina e pediu um chá pra tomar, mas o Karl Parker pegou o chá dele e mandou ele pegar outro.
Como veterano, o Paulo ficou bravo e levantou a voz contra ele, falando: "Se você quer um, vai pegar pra você." Parece uma má ideia, né?
Foi só isso. Ele jogou o chá na cara dele e bateu a xícara na cabeça dele. Não satisfeito, ele começou a bater nele. O resto da história é história, que a gente já sabe.
Graças a Deus! Que bom que pelo menos eu não tava no lugar dele. A ideia do que teria acontecido se eu tivesse executado meu plano maligno pra cima dele me deu um arrepio na espinha.
Ele com certeza ia me processar pra fora desse país se eu fizesse o que eu tinha planejado. Então eu só paguei 9975 rúpias pra caixa e pedi uma xícara de café com o troco e sentei sozinha na cantina pensando em como evitar confronto com ele.
"Sheila, você tá num momento crítico, até o tempo não tá te ajudando. Todo mundo tá de olho em cada passo seu, então se comporta." Eu me avisei pro meu próprio bem.
Mas como eu esperava, ele não apareceu perto de mim nesses dias.
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O tempo voou rápido do seu jeito. Eu não tô reclamando, só tô feliz. Porque hoje é sexta, então o fim de semana vai beijar minha testa.
Eu sei que todo mundo gosta de fim de semana e eu não sou exceção, porque eu só consigo dormir em paz nesses dias. Não sei o que as outras pessoas normalmente fazem.
Enquanto eu tava viajando nos meus pensamentos, eu não ouvi quem tava chamando meu nome. Veio como um sussurro fraco, então eu ignorei o som.
"Sheila!" Alguém chamou meu nome com uma força pra desligar todo o meu sistema. Quem tava me chamando dessa vez? Eu franzi as sobrancelhas e percebi que o Professor(a) tava me encarando.
Eu só forcei um sorriso e fiquei ali. Que momento constrangedor. Mas o que eu ouvi dele me deixou confusa. O Professor(a) disse: "Alguém quer me ver e tá esperando por mim na sala de espera."
Quem será? Eu não tenho amigos aqui por causa daquele menino, o Karl Parker, idiota e desajeitado.
Por lembrar dele, nesses últimos quatro dias, eu não vi ele ou, pra ser mais simples, não encontrei com ele. Bom, eu tô feliz porque toda vez que eu via ele, eu praticamente me metia em problemas.
Eu não sei se eu que sou a causadora dos problemas ou se é ele que só me mete em enrascada.
Eu me desculpei e fui pra sala de espera pra ver quem tava me querendo ali. Bom, eu não sou tão popular na faculdade.
E quando eu cheguei na sala de espera, a bomba atômica pesada explodiu na minha cabeça. O diabo, o meu Satanás todo-poderoso, tava parado bem na minha frente com um sorrisinho enorme estampado na cara dele.
Nossa!! Como eu queria tirar esse sorriso da cara dele.
Espera... primeiro de tudo, por que ele tá aqui?
Meu Deus!! Ele quer me encontrar? Mas por quê? Eu não fiz nada de errado.
"Você tá aí?" Ele perguntou irritado.
"Hã!!" Eu respondi com um tom seco.
"Escuta, boneca. Eu nunca me repito. Hoje eu tenho um jogo de futebol. Então você vai comigo pra coordenar o jogo e não esquece de trazer uma bebida e água pra todo mundo e lembra de mais uma coisa, não se atrasa. Eu geralmente odeio esse tipo de gente. Entendeu?!" Ele fez uma pergunta.
Eu só balancei a cabeça em resposta. "Bom! Pode ir agora e não esquece o que eu te falei." Com isso ele foi embora.
Ele tá falando sério? Por que ele me quer lá? Eu não sou escrava dele pra trazer bebida e água pra ele. Se ele quiser, ele compra sozinho.
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Eu tô quase aqui parada na última hora com bebidas em uma mão e água na outra. É! É! Seja lá o que você tá pensando, tá certo. Eu só falei que eu não ia fazer isso, mas eu tenho medo da minha vida. E se ele me morder? Não tem remédio pra mordida de humano.
Como ele exigiu, eu cheguei no campo na hora certa. Mas o que me irrita é que ele nem veio pegar a bebida dele comigo, em vez disso, ele pegou a água e bebeu do grupo de garotas que tavam do meu lado, usando só as roupas mais reveladoras.