CAPÍTULO SETENTA E OITO
Visão do Vladimir
Eu tava contente e feliz, mas eu sabia que precisava fazer alguma coisa pra levar ela comigo pra conhecer o meu pai.
Avilla era a minha felicidade no pouco tempo que eu conhecia ela, ela era gentil, atenciosa e muito doce. Todos os atributos que uma rainha deveria ter e muito mais. Mas algo me perturbava nela, eu não conseguia mais sentir a loba dela, mas conseguia sentir algo mais sinistro nela, tipo eu. Ela nunca me contou nada sobre o passado dela e, pra falar a real, não me incomodava porque eu não contei pra ela que eu ia governar o meu reino quando ela fosse comigo pra casa.
Então eu quero adiar o máximo que eu puder pra não estragar as coisas, tem sido uma maravilha entre a gente e eu não queria que isso mudasse. A loba parece ter dado pra trás, mas eu ainda sentia que a treta tava por perto e eu queria evitar isso o máximo que eu pudesse.
Eu não queria que uma guerra explodisse entre os dois mundos e, no meu primeiro reinado como rei, não ia pegar bem com os anciãos, mas eu não ia ser tão bonzinho quando ele aprontasse alguma coisa comigo e com a minha.
Eu vim aqui pra passar um tempo e me conectar com a minha parceira antes de levar ela pro meu reino, não pra continuar a guerra sem fim com os lobisomens.
Eu tava contente e feliz, mas eu sabia que precisava fazer alguma coisa pra levar ela comigo pra conhecer o meu pai.
Avilla era a minha felicidade no pouco tempo que eu conhecia ela, ela era gentil, atenciosa e muito doce. Todos os atributos que uma rainha deveria ter e muito mais. Mas algo me perturbava nela, eu não conseguia mais sentir a loba dela, mas conseguia sentir algo mais sinistro nela, tipo eu. Ela nunca me contou nada sobre o passado dela e, pra falar a real, não me incomodava porque eu não contei pra ela que eu ia governar o meu reino quando ela fosse comigo pra casa.
Então eu quero adiar o máximo que eu puder pra não estragar as coisas, tem sido uma maravilha entre a gente e eu não queria que isso mudasse. A loba parece ter dado pra trás, mas eu ainda sentia que a treta tava por perto e eu queria evitar isso o máximo que eu pudesse.
Eu não queria que uma guerra explodisse entre os dois mundos e, no meu primeiro reinado como rei, não ia pegar bem com os anciãos, mas eu não ia ser tão bonzinho quando ele aprontasse alguma coisa comigo e com a minha. Eu vim aqui pra passar um tempo e me conectar com a minha parceira antes de levar ela pro meu reino, não pra continuar a guerra sem fim com os lobisomens.
Ele tava sempre me encarando quando eu tava com a Avilla e parecia tá planejando alguma coisa na cabeça dele e eu não confio nem gosto nem um pouco disso. Eu ia proteger a Avilla com a minha última respiração e mesmo assim, eu não ia hesitar em acabar com tudo imediatamente.
Avilla me convidou pra casa dela e eu fiquei feliz que ela confiava em mim o suficiente pra fazer isso.
Eu tava indo pra casa dela depois de resolver as minhas paradas pra encontrar com ela, levei flores e comida do lugar favorito dela, a amiga dela, Camilla, me deu um pouquinho também e eu agradeci ela por isso.
Eu tava com as mãos cheias quando cheguei na porta, apertei a campainha com o cotovelo, torcendo pra que alguém atendesse a porta. Ouvi passos enquanto esperava pacientemente. Eu tava com o meu melhor sorriso pronto pra encantar ela, mas congelou um pouco quando a porta abriu e não era ela, mas uma mulher mais velha com uma cara de reprovação.
"Quem é você?", ela perguntou.
Eu olhei pra ela com atenção, já tinha visto ela antes. Tentei forçar o cérebro pra ter uma imagem clara dela na minha memória, mas não tava vindo.
"Meu nome é Vladimir, eu tô aqui pra ver a Avilla", eu disse educadamente.
"E por que você tá procurando…" ela foi interrompida quando a Avilla desceu as escadas correndo, ofegante, enquanto recuperava o fôlego.
"Tia Beatrice. Ele tá aqui por minha causa", ela disse, interrompendo a tia dela, que me olhou com os olhos semicerrados.
Beatrice, onde já ouvi esse nome antes?
Soava muito familiar e algo sobre ela mexeu com a minha memória.
"Com licença, a gente já se conheceu?", eu perguntei pra ela.
Ela ficou pálida e algo me diz que ela sabe quem eu sou ou o que eu sou.
"Você não lembra? A gente tava junto na praia", a Avilla disse.
A tia dela assentiu rapidamente, mas eu fiquei encarando ela com atenção, ela me encarou de volta com uma expressão vazia no rosto, mas eu sabia que não, ela tava com medo de alguma coisa.
"Sim, eu lembro", eu disse, sorrindo pra Avilla.
"Vem! Deixa eu te mostrar o meu quarto", ela disse animada.
Eu segui ela escada acima enquanto ela me puxava pro quarto dela como uma criança que queria me mostrar os brinquedos dela, ela era tão adorável. Sorri pra mim mesmo.
"Devagar!", eu avisei gentilmente.
Eu não queria que ela se machucasse e desperdiçasse tanto do sangue delicioso dela.
"Desculpa, eu tô tão animada. Nunca tive um menino no meu quarto antes", ela disse quando me puxou pra dentro.
O quarto dela era bem organizado, não tinha fotos de garotos adolescentes como a maioria das meninas ia ficar caidinha. Ela tinha uma mesinha de estudos no canto mais distante do quarto dela, o quarto dela tava super limpo.
"Gostei do seu quarto", eu comentei.
"Obrigada e pela comida também, como você sabia do que eu gostava?", ela me perguntou.
"A sua amiga, Camilla, me contou e eu corri pra pegar isso junto com essas flores", eu mostrei.
Ela me deu um sorriso que me deixou sem fôlego e derreteu meu coração gelado. Ela era linda.
"Obrigada, eu vou colocar isso na água", ela disse antes de sair do quarto.
Eu observei o quarto dela, prestando atenção em como ela guardava as coisas dela, eu mal sentei quando ela voltou de novo, mas dessa vez com uma carranca no rosto.
"O que aconteceu?", eu perguntei pra ela, me levantando instantaneamente de forma defensiva.
"Ah, nada, minha tia tá agindo estranho, mas isso é ela sendo normal", ela disse de forma casual.
Hmmm, isso é algo pra pensar. Ela tava definitivamente agindo estranho e eu devia investigar isso.
Não era normal pra uma lobisomem ficar pálida ao ver um vampiro. Quer dizer, a gente não tava em guerra agora e a gente chegou em um acordo, então o medo no rosto dela não era resultado de me conhecer.
"Bem, qualquer tia normal ficaria preocupada com um cara estranho aparecendo na casa dela", eu respondi.
"É, isso é verdade, ela é sempre cética com os meus amigos", ela disse.
"Seus amigos? Ai! É isso que a gente é? Amigos?", eu disse, colocando a mão no meu peito dramaticamente.
Ela riu muito forte "sua mão tá no lado errado, o seu coração tá no lado esquerdo", ela apontou, ainda rindo.
Eu olhei pra baixo e, de fato, minha mão tava fechando no lado direito, eu abaixei ela, mas continuei olhando pra ela rir com um sorriso no rosto.
A gente ficou junto por um tempão antes de eu decidir voltar, ela se despediu de mim na porta depois de um abraço apertado. Eu quase não queria ir embora, mas eu tinha que ir.
Eu caminhei pelo caminho da casa dela, era um caminho solitário, cheguei na clareira e fiquei chocado com a pessoa que tava me esperando…