Capítulo dezessete a vida está em jogo
No comecinho da manha, no dia seguinte, o/a Zheng Zehui apareceu. Ele nao trouxe a mala dele. Parece que ele so ia levar o/a Joãozinho e eu para o aeroporto.
"Voce nao vem com a gente?" Eu olhei pra ele.
O/a Zheng Zehui cresceu comigo. Ele eh orfao. Nao devia ter nada pra se preocupar aqui.
Ele sorriu e me ajudou a abrir a porta do carro: "A pessoa que comprou a passagem falou que so sobrou uma passagem hoje, e eu vou voltar em dois dias."
Entao, eu assenti e entrei no onibus.
Nao tem so o motorista no carro, mas tambem um cara no banco do carona e dois caras atras.
Vendo eu entrar, eles se cumprimentaram com um sorriso.
"O/A Cris mandou.", o/a Zheng Zehui falou: "So quando voce estiver segura no aviao que ele fica tranquilo."
Depois que eu sentei com o/a Joãozinho no meu colo, nao tinha mais espaco pro/pra Zheng Zehui.
O/a Zheng Zehui olhou pra dentro e falou pra mim, "Se for assim, entao eu nao vou poder ir. Voce e o/a Joãozinho tem que tomar cuidado e a gente se ve em uns dias."
Nao sei porque, mas meu coracao ficou meio chateado.
So tava pensando em falar mais alguma coisa, quando eu vi o/a Zheng Zehui conversando com o cara no banco do carona. Obvio que eles se conheciam.
"Os dois guarda-costas de tras sao novos? Por que nao vejo o/a Xiao Wang?", o/a Zheng Zehui falou.
O cara do banco do carona respondeu, "Nem me fale. Eu falei que comi demais e passei a manha inteira correndo pro banheiro. Nao teve jeito. Eu chamei mais uma pessoa. Pode ficar tranquilo que o/a Sr. Gu me falou mil coisas."
Pensei comigo: Devo ter ficado assustada com o que o/a Zheng Zehui falou ontem, por isso fiquei tao assustada.
O/A Zheng Zehui falou pro motorista prestar atencao na estrada, e depois acenou pra mim: "Boa viagem."
O carro comecou a andar devagar.
Eu olhei pra tras pro/pra Zheng Zehui. O celular dele pareceu tocar. Ele atendeu.
Entao, ele comecou a gritar e correr atras do carro.
Meu coracao disparou, e minha premonicao ruim ficou mais forte.
"Dirige mais rapido!" Um cara perto dele fez um barulho.
O carro comecou a acelerar. Eu nao falei nada, porque nao adianta gritar agora, e ainda vai assustar as criancas.
O cara sentado no banco do carona virou e olhou pra mim: "Ah! Nao eh a mulher do/da Cris, calma ate demais."
Eu abracei o/a Joãozinho com forca e falei friamente, "Por favor, preste atencao no que voce fala. O/A Cris e eu estamos divorciados ha muito tempo e nao temos nada a ver um com o outro!"
O cara parou de falar e o carro ficou quieto.
No momento, eu to calma por fora, mas na verdade, meu coracao ja virou uma bagunca.
O que o/a Zheng Zehui falou ontem ecoou nos meus ouvidos. Essas pessoas querem se livrar de mim e do/da Joãozinho! O que eu faco?
Depois de dirigir por mais de uma hora, quase ninguem podia ser visto aos poucos.
Eu to ficando cada vez mais com medo. Eles querem nos levar pra um lugar deserto antes de comecar a trabalhar?
Depois de uns 20 minutos, o celular do cara na frente tocou de repente. Depois que ele atendeu, a outra pessoa pareceu falar alguma coisa, e ele ficou respondendo.
Finalmente, ele desligou o telefone e falou pro motorista, "Volta pro chefe."
"O que?" O tom do motorista foi de surpresa: "Nao era pra falar......"
"Tudo bem, faz o que te mandaram.", O tom dele foi extremamente impaciente.
Ouvindo isso, eu respirei secretamente aliviada no meu coracao. Isso quer dizer que estamos seguros por enquanto?
"Isso eh bom, senao uma crianca tao pequena ia ser dificil.", O cara sentado na minha direita falou de repente.
Um suor frio escorreu na minha cabeca. A gente e o/a Joãozinho realmente tava na linha agora mesmo!
"Cala a boca!" O cara na frente gritou, "Chega de besteira!"
O carro virou e voltou pela estrada por onde veio.
Depois de um tempao, na frente de uma mansao, o carro finalmente parou.
"Mae, to com fome.", o/a Joãozinho olhou pra cima e olhou pra mim com os olhos brilhando.
Eh, a gente nao comeu nada desde cedo.
Eu falei as pressas com angustia: "O/A Joãozinho eh bom, e minha mae vai achar comida pro/pra Joãozinho logo."
O/A Joãozinho nao continuou a fazer barulho. Ele pareceu sentir que algo estava errado, mas so balancou a cabeca inteligentemente.
Tem dois caras sentados na sala.
Um eh o/a Cris, que ta encostado no sofa grande e parece muito fraco. O outro eh o/a Gu Wenhao, que ta encarando minha cara firme, como se estivesse pensando em alguma coisa.
O/A Joãozinho ficou muito feliz quando viu o/a Cris. Ele estendeu a mao e queria que o/a Cris pegasse ele no colo.
Eu vi o/a Cris ficar um pouco palido. Pensando no ferimento de bala dele, eu sussurrei no ouvido do/da Joãozinho, "O/A Joãozinho, o papa ta falando sobre alguma coisa. Nao vamos atrapalhar ele."
O/A Gu Wenhao se levantou. Ele veio ate mim, se abaixou e olhou pra baixo pro/pra Joãozinho com um pouco de interesse. "O/A Cris, seu filho?"
Eu dei um passo pra tras e protegi o/a Joãozinho com cuidado.
"Ok, fica longe do meu filho e da minha mulher.", A voz grave do/da Cris veio: "Eu te dei tudo que voce pediu."
O/A Gu Wenhao comecou a rir: "Se eu soubesse que era tao simples, por que eu ia fazer tanta volta? Eu realmente nao esperava...... Agora......"
"Vem ca!" O/A Cris interrompeu ele e acenou pra mim, e eu fui rapido ate ele.
O/A Cris estendeu a mao e me puxou pra perto, e os olhos preocupados dele percorreram meu corpo inteiro: "Voce ta bem?"
Eu balancei a cabeca.
"Pai.", o/a Joãozinho se mexeu no meu colo de novo, tentando encontrar ele.
Eu tava prestes a impedir quando o/a Cris pegou a crianca da minha mao e falou, "Eu vou fazer isso. Voce nao ta com boa saude. Tenta nao se cansar."
Essas palavras, pra mim agora, soam um pouco duras.
Eu olhei pro/pra Cris sem expressao, e ele tava me olhando com olhos escuros e preocupados, mostrando um sorriso um pouco agradavel.