Capítulo 27 (Final) Finalmente Esperando a Felicidade
Uma manhã, uns dias depois, eu recebi um telefonema do Departamento de Segurança Pública pedindo pra eu levar umas coisas pra ajudar na investigação.
Depois de desligar, eu corri pra encontrar o Cris.
Ele não ficou nada surpreso, mas me olhou com um sorriso: “Já? Achei que ia demorar uns dias.”
Então o Cris já sabia.
No dia seguinte depois de mandar o anúncio, o Cris recebeu uma ligação de um cara.
No telefone, o cara ficou confirmando se ele ia mesmo pagar aquela grana toda.
“Lógico, eu cumpro minha palavra. Se você tiver a prova concreta, pode pagar e entregar a mercadoria.” o Cris falou.
O cara ficou aliviado e encontrou o Cris naquele dia e entregou um pendrive pra ele.
“Tá tudo bem claro lá dentro, relaxa.” o cara falou animado, “Eu tinha medo de me meter em confusão, mas não tava dando certo. Agora é diferente.”
Tem um vídeo no pendrive, que mostra bem a cena toda daquele dia.
Helena tava parada de frente pro parapeito, tipo esperando alguém.
Quando a Nora chegou, ela olhou pra trás, mas virou a cabeça rápido.
A Helena, aparentemente, não sabia que o perigo tava chegando devagarzinho, e ela claramente não tava levando a chegada da Nora a sério.
Daí, a tragédia aconteceu. A Nora deu um empurrão na Helena por trás, e a Helena caiu em pânico.
Logo, eu cheguei correndo. Com uma cara de confuso, eu nem percebi que a Nora tava escondida atrás de uma pilha de caixas perto da entrada!
Quando o Cris veio correndo me questionar como um louco, a Nora fugiu quietinha de trás da caixa.
Naquela confusão toda, o Cris e eu nem percebemos nada disso.
“Eu fui lá várias vezes depois que você caiu.” o Cris falou: “Eu sempre encontro um aeromodelo voando no telhado naquela área.”
“Um tempo atrás, eu lembrei de repente que eu tinha visto a Helena no dia que ela caiu. Então eu tive a ideia de tentar ver se eu conseguia encontrar o dono do aviãozinho.”
“Como você sabe que o aviãozinho tava com uma câmera?” Minha voz tá meio rouca: “Foi por acaso?”
“Mais ou menos.” o Cris falou: “Claro que não foi exatamente. Eu olhei pros lugares perto de mim a olho nu e não achei essa pessoa, então ele deve ter controlado o aviãozinho pela câmera que tava nele.”
Entendi.
“A única coisa que eu não tenho certeza é se ele vai conseguir apagar as provas do assassinato da Nora depois de tanto tempo.” O rosto do Cris mostrou uma expressão de alegria: “Sorte que não.”
O Cris pegou na minha mão. Ele esfregou meu dedo com cuidado. O tom de voz tava bem tranquilo: “Eu sei que sempre teve um nó no seu coração. Era um pesadelo sobre a Nora, então eu preciso te ajudar a acabar com isso!”
Eu fiquei olhando pra ele esperando um pouco, as lágrimas escorrendo dos meus olhos.
É sério, ele sempre soube! Ele nunca desistiu de tentar!
“Não chora.” O Cris obviamente entrou em pânico. Ele tava louco pra secar as lágrimas que tavam rolando no meu rosto: “O que foi?”
Eu abracei ele e pulei e pulei: “Eu tô feliz, demais! Cris, você é demais!”
O Cris respirou aliviado, mas pareceu deprimido: “Cris, eu não quero ser uma pessoa demais. Tudo o que eu quero ouvir são aquelas três palavras.”
Eu ri e saí correndo: “Até logo, eu vou na delegacia.”
“Que crueldade!” A voz sorridente do Cris veio de trás: “Não corre, presta atenção pra não cair!”
Como todas as provas eram certezas, a Nora foi logo presa.
Depois, falaram que quando a polícia achou a Nora, a mulher tava puxando o cabelo dela e dando tapas com força. . . . . . .
Porque ela se envolveu em assuntos de família de outras pessoas, ela foi descoberta pela esposa.
Sorte que a polícia chegou, senão. . . . . .
Durante o julgamento, eu levei o Joãozinho e o Cris comigo.
A Nora parecia acabada, o cabelo comprido dela cortado na altura das orelhas, e ela parecia bem mais velha.
Diante das provas fortes, ela não continuou tentando justificar o fato de ter matado a irmã, e admitiu tudo claramente.
Quando a Nora foi escoltada pelo oficial de justiça depois que o tribunal declarou e sentenciou, ela olhou pra cima e olhou em volta.
Aparentemente, ela tá procurando a família dela.
Mas porque a Nora matou a irmã dela, toda a família dela perdeu contato com ela e ninguém foi.
A expressão dela ficou mais solitária.
Mas a Nora logo me viu e viu o Cris.
Ela ficou meio agitada e parou de andar de repente.
“Cris, você tá com câncer! Eu vou primeiro, e você vem depois!” A Nora riu e foi levada pelo oficial de justiça.
Eu não senti nada quando ouvi isso. Eu só virei a cabeça pro Cris com emoção e falei: “O amor transformou ela numa louca.”
O Cris sentou lá, parado.
A cara dele tava pálida, as mãos dele apertavam forte o apoio do assento, e os dedos estavam esbranquiçados.
Eu levei um susto: “Cris, o que foi?”
“Eu queria mesmo matar essa mulher com minhas próprias mãos!” o Cris rangeu os dentes e falou, “É muito pouco pra ela.”
“Tudo bem.” Eu consolei o Cris: “Já passou.”
A expressão do Cris não é nada gentil.
Daquele dia em diante, eu claramente senti que o Cris tava com alguma coisa na cabeça. Ele ia direto pra varanda no meio da noite pra fumar sem parar, e a testa dele tava fechada com uma preocupação pesada.
“O que foi?” Finalmente, eu não quis ficar preocupado o tempo todo, então eu perguntei pra ele direto.
“Cris.” o Cris hesitou e falou, “Eu quero que o médico faça um exame completo em você. Se seu corpo permitir, faz a cirurgia.”
Depois de ouvir o que ele falou, eu finalmente entendi o que ele tava preocupado esses dias.
“Depois da cirurgia, eu vou ficar aliviado.” o Cris sussurrou, “É suficiente pra gente ter o Joãozinho. De qualquer forma......”
Eu sabia o que ele queria dizer e levantei a mão pra impedir ele de continuar: “OK, faz o que você quiser. Eu também quero ficar com você mais uns anos.”
O Cris ficou tão animado que não acreditou que era tão simples me convencer.
A cara dele ficou vermelha, enquanto ele esfregava as mãos, ele gaguejou sem parar: “Eu... eu vou cuidar de você......”
Ah, qual é, o que isso significa? É um pedido em casamento?
Eu olhei pro Cris sem acreditar. “Não me diga que você tá falando de casamento?”
Ele congelou: “Não....... não pode?”
Eu levantei a mão e passei a mão na testa: “Por favor, meu primeiro casamento foi muito apressado. Desta vez eu quero que meus pais e amigos me vejam casando com estilo! Por isso, todos os procedimentos não podem ser simplificados! Incluindo o pedido de casamento!”
Os olhos do Cris estavam vermelhos. Ele me puxou pra perto e me abraçou. “Obrigado, Cris, por me dar uma chance como pecador!”
Daí ele tentou se levantar, mas não conseguiu por causa das pernas dele.
A tristeza subiu na cara dele: “Eu sou um aleijado inútil.”
Eu só queria confortá-lo, mas ele tava brilhando de novo: “Ainda dá tempo, eu preciso me ajoelhar e te pedir em casamento!”
Nos dias seguintes, o Cris mergulhou na sala de treinamento de reabilitação todos os dias como se estivesse com adrenalina.
Eu vejo ele cair forte no chão com frequência.
Em várias ocasiões, eu queria muito correr pra ajudar ele a levantar e anunciar em voz alta pra ele: “Não precisa praticar, eu caso com você.”
Mas eu me controlei porque eu sabia que ele não ia ficar feliz.
Até que um sábado de manhã normal, o Joãozinho sentou na cama e fez cócegas na sola do pé do Cris pra brincar.
“Haha, que coceira.” O Cris sorriu e parou o Joãozinho.
Eu olhei pra trás pra eles sem querer, só pra descobrir que o pé que o Joãozinho fez cócegas era a perna machucada do Cris!
O Cris obviamente descobriu. Ele riu e pegou o filho no colo, beijando ele e gritando.
“Eu sou a pessoa mais feliz do mundo!” o Cris gritou.
E eu fiquei ali do lado e quase chorei de alegria.
Todos os esforços finalmente valeram a pena nesse momento, a perna do Cris sentiu!
Daquele dia, o Cris trabalhou mais duro.
“Eu quero te levar pra casa logo, pra não fugir.” Ele enxugou o suor que escorria da cabeça dele e sorriu pra mim.
Numa noite linda, quando eu finalmente peguei o anel brilhante da mão do Cris ajoelhado na minha frente, eu soube que eu finalmente consegui a felicidade que eu sempre sonhei!
Porque eu preciso fazer a cirurgia, a data do meu casamento foi marcada pra três meses depois.
Depois de ser empurrado pra sala de cirurgia, eu não tava mais com tanto medo e assustado como antes, porque meu coração tava rodeado de carinho.
Por trás daquela porta, tem um amante que ama meu coração.
Cris, ele sempre vai me esperar, sempre vai ficar atrás de mim, e me dar força e amor suficientes.
A cirurgia foi muito bem sucedida. Mesmo que eu não esteja mais completo, eu não tô chateado nem um pouco. Eu posso viver muitos anos e ficar com meus entes queridos dia e noite, e acompanhar o Joãozinho crescendo aos poucos.
A propósito, eu ainda não contei pra todo mundo sobre o meu casamento!
Foi um casamento grandioso e sonhador, e toda a minha família e amigos que eu amo estavam presentes.
Zheng Zehui também veio, mas dessa vez, ele não veio sozinho. Ao lado dele, tava uma menina bonita e delicada com olhos curvados.
Parece que o Cris e eu podemos zoar com ele no futuro.
Depois que a gente casou, o Cris e eu ficamos mais próximos e amorosos do que casais normais. Talvez por causa da minha doença, a gente aproveita cada minuto e segundo; Talvez todas essas experiências tenham nos dado um entendimento tácito e uma confiança mais forte.
A gente tá mergulhado num amor quente e vive feliz.
A vida pode ser bem difícil por enquanto, mas se você persistir, você pode ter um milagre!
Não é?