Capítulo 224 Volte para Doar Sangue
A voz do outro lado do telefone tá mega calma: "Em vez de ficar com raiva agora, que tal pensar um pouco. O que você vai fazer quando o motorista te entregar?"
E desligou na hora.
A Kimberly se acalmou na mesma hora. Ficou puxando o cabelo, e o coração dela disparou: "Sim, o maldito motorista ainda tá nas mãos do Qin Shao..."
Era óbvio, a expectativa dela era que quando o caminhão atropelasse a Laura, gente e carro fossem pro espaço, e o motorista morresse limpo, sem deixar rastros. Mas...
Em pânico, a Kimberly prendeu o cabelo com pressa e correu escada abaixo.
Achou a Vovó Lin, que tava ocupada na cozinha. Ela é mimada como sempre e a voz dela é fraquinha: "Vovó, de repente não tô me sentindo bem. Ultimamente, queria fazer uma viagem longa pra relaxar, pode ser?"
A Vovó Lin ficou na família Lambert o dia inteiro, e não sabe de nada sobre os shows, divórcios e tals do mundo lá fora.
Ela sacou a conversa e largou o bolo que tava no forno na hora. Falou com aflição: "Querida, o que aconteceu? Quer ir no hospital?"
...
Depois de cuidar do machucado na clínica, a Laura sentou direitinho na cama do hospital, deixando o Marcus, que tava cortando as faixas na frente dela, tagarelar: "Lembra de se cuidar no futuro. Um monte de gente tá preocupada com você, tipo meu avô e o Vovô Mu..."
"Ouvi dizer que o Vovô Mu soube do seu acidente de carro e tava planejando vir te ver."
Quando ele falou no diabo, a voz dele caiu, e a porta do quarto se abriu. O Mu entrou, preocupado: "A Sheng Sheng se machucou? É grave? Precisa de cirurgia?....." Perguntou mais exagerado que o normal.
A Laura ficou sem palavras e achou engraçado. Virou a cabeça pra olhar o Mu e balançou o braço de leve: "Não perdi nada. Que cirurgia que nada."
O Mu pareceu não ouvir. Correu pra ser carinhoso e atencioso por um tempão, até que o Marcus falou, "Vovô Mu, preciso falar com você", e ele, a contragosto, soltou.
"O que foi? Fala logo. É sobre o acidente da Sheng Sheng?" Do lado de fora do corredor, o pai do Mu tava sério.
O Marcus falou, "Não."
"Só quero perguntar, pode ajudar a Sheng Sheng e a família Lambert a cortar relações. Quanto ao motivo..." Ele não falou mais nada.
O Vovô Mu entendeu tudo: "Entendi, entendi. Depois de ver a Sheng Sheng, vou fazer isso na hora."
...
Já tava escuro.
O Lin Fu chegou em casa cansado física e mentalmente. Antes que ele pudesse trocar os sapatos, a Vovó Lin o cumprimentou e falou preocupada: "A Yaya não tá se sentindo bem de novo hoje. Pode pedir pro Lin Sheng voltar pra doar sangue rapidinho?"
A cabeça pesada do Lin Fu ficou mais dolorida ainda. Ele colocou a mão na testa: "Mãe, eu sei que você não gosta da Laura, mas ela também é sua neta, e ela é mais ou menos legal com ela..." Um pouco.
Antes que ele terminasse a frase, a porta da mansão foi chutada e aberta, e o Lin Fu olhou pra trás, chocado. Viu um monte de homens vestidos com uniformes da polícia invadindo, pegaram a Kimberly no sofá e puxaram: "Por favor, venha conosco!"
A Kimberly não reagiu na hora. Quando se tocou, lutou desesperadamente e chorou triste, "Vovó, eles querem me prender! Me ajuda!"
A Vovó Lin ficou furiosa: "O que vocês estão fazendo, invadindo minha casa? Vou chamar a polícia e prender vocês! Soltem ela logo!"
"Bom dia, senhor." O único homem que não foi prender ninguém ficou de lado, calmo e tranquilo, e obviamente era o chefe de todos.
"Sou o capitão da equipe de aplicação da lei. Essa equipe está prendendo pessoas. Se tiver alguma objeção, pode pedir pra Kimberly um advogado a qualquer momento."