Capítulo 64 Salvar
A atmosfera tava tensa. A Laura, tipo, botou o arquivo na mesa sem pensar. Ela pensou duas vezes antes de guardar o arquivo na bolsa e seguir o pessoal. Ela tinha acabado de achar algo "interessante" no arquivo, e não podia largar.
Depois disso, a Laura correu rapidinho na direção da sala de cirurgia.
A sala de cirurgia.
Tinha um cara, tipo, jovem, deitado na mesa de operação, magro que nem um graveto, com a cara branca e respirando tão fraquinho que parecia que ia morrer a qualquer segundo. Os instrumentos eletrônicos do lado dele continuavam apitando, o que deixava todo mundo nervoso.
"Doutor, você chegou!" A chegada do chefe da clínica médica fez os olhos do médico plantonista brilharem de surpresa. Ele correu e explicou, tipo, sem jeito, "Eu tentei de tudo, mas o paciente não melhora..."
O diretor deu um tapinha no ombro dele e tentou acalmá-lo, "Relaxa, a gente tem tempo..."
Esse gesto gentil e as palavras fizeram o médico plantonista se acalmar e soltar o choro, "Se a gente não pensar em mais nada, vamos ter que avisar a família dele pra se preparar pro enterro." Mesmo trabalhando no hospital há muitos anos, em frente à vida e à morte, aquele sentimento de impotência que vinha do fundo do coração era difícil de lidar.
O diretor suspirou e olhou para o rapaz na mesa de operação, ficando cada vez mais sério. Ele se virou pra enfermeira que estava esperando do lado e falou, "Avise a família do paciente, que ele..."
"Ele pode ser salvo." A Laura respondeu de repente.
Diante dos olhos confusos das pessoas na frente dela, ela repetiu com a voz calma, "Eu estou aqui, então ele pode ser salvo."
A cara do diretor mudou, primeiro de surpresa, depois de raiva.
"Você sabe o que está falando? Como adulta, você deveria ser responsável pelas suas próprias palavras! Você conseguiu vantagens com um empurrãozinho. Como você vai salvar?"
A Laura percebeu que ele estava chateado com ela porque achava que ela entrou ali por causa de grana. Sem dizer mais nada, ela se preparou para a operação. O diretor gritou, "Para com isso! Quer fazer ele morrer mais rápido?"
"Diretor," nesse momento, o médico plantonista agarrou a mão dele correndo e falou em voz baixa, "Por que você não deixa ela tentar?" O médico plantonista sabia muito bem como era improvável que a vida do cara fosse salva. Mas era melhor tentar do que não fazer nada.
A Laura falou com tanta confiança, que talvez ela pudesse ter sucesso. Ele pensou com uma pontinha de esperança.
O diretor zombou e desistiu da ideia de impedir a Laura, cruzando os braços e observando friamente, "Tentar? Desde quando a vida das pessoas depende disso? Eu ouso jurar que se ela realmente salvar o paciente, eu vou renunciar na hora!"
As palavras estavam cheias de desconfiança em relação à Laura.
Mas naquele momento, a Laura não estava preocupada com essas coisas e começou a operação sem se distrair.