Capítulo 272 Dar uma Volta
Na real, tem umas paradas que a Ke Ya não explica pra ela, e a Ke Hui sabe no fundo do coração.
Só de pensar que um dos fatores que pode fazer o Arthur ser o herdeiro cai na própria cabeça dela, a Ke Hui fica inevitavelmente chateada: "Mana, eu sei, vou resolver isso o mais rápido possível."
A Ke Ya se virou e saiu.
Quando ela fechou a porta, viu de relance o Daniel conversando no canto, no final do corredor.
Ao passar pelo Daniel, a Ke Ya ouviu umas palavras da conversa, mas o tempo foi muito curto, ela tava muito nervosa, e só ouviu vagamente as palavras "Laura", "investigação" e "herdeiro".
Quando o assunto é herdeiro, é muito importante, e a Ke Ya não ousa ser descuidada.
Quando chegou em uma esquina, ela parou, ponderou o nome "Laura" várias vezes e discou o telefone do Arthur.
"Xiaozhou, você ainda mora na família Lambert?"
O Arthur achou que a mãe dele tava checando se ele tava sendo obediente. Ele disse, obediente: "Sim, qual é?"
"Você lembra de prestar mais atenção na Laura esses dias. Se ela fizer alguma coisa, lembra de contar pra mamãe, tá?"
O Arthur coçou a cabeça e pensou: "Por que prestar mais atenção nela? O que tem pra prestar atenção?"
A Ke Hui hesitou: "Você acha que a Laura não tem nada pra prestar atenção?"
"Aham." O Arthur zombou. "Ela é uma caipira, só tem uma carinha boa. Acho que é por causa disso que ela subiu no Marcus, achando que tem um protetor e tá se achando."
A Ke Hui confia muito no filho dela. Já que o filho dela falou, ele deve só ter pensado demais.
Ela relaxou e mudou o discurso: "Deixa pra lá, não presta atenção nela. A mamãe vai ficar aliviada se você comer e beber bem na família Lambert."
...
"Sheng Sheng, o que você tá procurando? A gente já rodou tudo."
A Wu Yue é gente boa por natureza. Depois de trocar os nomes com a Laura, ela logo arrumou um apelido.
Ela seguiu a Laura passo a passo, e quando viu que a outra tinha que continuar, ela ficou pra baixo: "Me diz o que você tá procurando, senão vão ficar te seguindo o tempo todo, que saco."
A Laura se virou e olhou pra Wu Yue.
A Wu Yue depois percebeu que as palavras dela foram ambíguas e explicou: "Não é chato te seguir, mas é chato correr pra todo lado sem ter um objetivo!"
A Laura olhou pra trás. Ela olhou pras barraquinhas do lado esquerdo e direito. "Eu tô procurando ervas medicinais."
"Que remédio?" A Wu Yue ficou esperta. "Meu irmão e eu montamos uma barraca aqui faz meio mês. Se você falar o nome, eu posso te ajudar a achar!"
"Lua de Lótus." A Laura informou os nomes das ervas medicinais.
A atenção dela foi pra segunda metade da frase da Wu Yue: "Vocês só montaram uma barraca faz meio mês?"
"Aham." A Wu Yue não se importou em responder, "A gente não é pobre de dinheiro, ah, não", ela pensou e corrigiu a forma. "Não era pobre de dinheiro antes, mas tava muito pobre no último meio mês."
A Laura ficou curiosa: "Vocês não são daqui, são? Por que vieram pra cá montar uma barraca?"
"Nós somos do país Z." A Wu Yue respondeu, "Nós não queríamos vir pra cá montar uma barraca, mas a gente acidentalmente deixou o Vovô bravo e ele cortou a nossa fonte de renda. É conhecido como 'Exercício'…"
Quando a Wu Yue falou isso, ela suspirou e mostrou uma expressão miserável na hora certa: "Mas a gente tá aqui faz meio mês e não ganhou o suficiente pra pagar as taxas… Se a gente continuar assim, ih…"
A Laura segurou o riso: "O problema não é grande. Quando eu voltar pra casa, eu posso dar uma carona pra vocês."
"Sério?!" A Wu Yue pulou de alegria. "Sheng Sheng, você é muito gentil, você tem o amor do amor!"