Capítulo 291 Leve Embora
Sabendo que nada tinha acontecido com a Laura, o coração do Marcus, que já estava nas alturas há um tempão, finalmente voltou à real.
Ele pegou o celular, clicou nas notas, digitou umas palavras rapidinho com o dedo e depois mostrou a tela para o Wen Qingye.
O Wen Qingye olhou a frase: "Vai pra casa primeiro. Seu pai tá muito preocupado."
O Wen Qingye afastou o celular um pouco. Ele fez que sim com a cabeça com força. Quando se levantou, apontou pra Laura e piscou pro Marcus.
O Marcus começou a digitar de novo.
"Pode ficar tranquilo que eu vou cuidar dela."
Nessa hora, o Wen Qingye finalmente achou o Marcus legal. Ele concordou com a cabeça e empurrou a cadeira de rodas pra fora do avião.
O Marcus sentou do lado esquerdo da Laura e esperou quase todo mundo do avião descer antes de se levantar. O corpo alto dele se curvou um pouco e parou o braço pra pegar a Laura, que ainda estava dormindo.
"Dorme bem." Ele sussurrou.
...
A noite cai.
A Dona Taylor recebeu uma ligação do Fang Jiazhu, e ela sorriu e disse: "Fang Jiazhu, como foi a operação da Ruonan?"
"Dona Lin, me ajuda, não, me ajuda! Eu imploro..." Tinha um choro de fantasma e uivos do outro lado da linha.
A Dona Taylor ficou meio chocada, ela olhou pra tela sem querer, era mesmo o Fang Jiazhu ligando.
Aquilo... qual era a situação agora? O Fang Zhi tava pedindo ajuda pra ela? Não pode ser?!
A Dona Taylor franziu a testa: "Fang Jiazhu, você está... ?"
"Me ajuda a interceder com a Laura! Eu estava errado. Se eu soubesse que ela conhecia gente da IBI, eu não teria provocado ela..." O Fang Jiazhu estava arrependido.
A Dona Taylor só conseguia sentir descrença: "Fang Jiazhu, o que você tá falando? Como a Laura ia conhecer gente da IBI?! Eu nem disse que, se ela realmente conhecesse gente da IBI, eu ia me ajoelhar pra ela em público!"
O Fang Jiazhu não conseguia escutar nada. Ele chorava muito e dizia: "Me ajuda, Dona Lin..."
Esse Fang Jiazhu, acho que deu pane nos neurônios?
A Dona Taylor achou estranho e brincou: "Eu sei. Te ligo quando tiver novidades."
Depois de desligar o telefone, a Dona Taylor tava voltando pra sala, e quanto mais pensava, mais engraçado achava.
"Sério, você acha que o cérebro de uma pessoa pode simplesmente pifar?"
A Dona Taylor sorriu e sentou em frente à Lily e pegou as laranjas na fruteira. "Se você quer minha opinião, o dono da família Fang agora tá fora de si."
A Lily não sabia o que tinha acontecido, mas também fez coro com a Dona Taylor, soltando umas risadas: "Mãe, o que você tá dizendo?"
A Dona Taylor tava prestes a explicar quando um barulho ensurdecedor de porta quebrando veio de fora.
As duas olharam pra entrada ao mesmo tempo e disseram, descontente: "Por que essa bagunça toda lá fora?"
Depois disso, um monte de gente uniformizada invadiu, pegou algemas e algemou as mãos da Dona Taylor: "IBI. Por favor, venha conosco!"
A Lily não reagiu a essa mudança. Ela gritou por reflexo: "Alguém, bota eles pra correr!"
Os empregados em volta encolheram e se esconderam no canto. Todos ouviram o nome da IBI, e não ousaram fazer nada.
A Lily ficou tão brava que teve que segurar o líder e disse com pena: "Vocês vão deixar minha mãe ir, por favor..."
O líder olhou pra ela, soltou a mão dela no segundo seguinte e disse sem dó: "Por favor, não atrapalhe nosso trabalho!"
Como resultado, a Lily só conseguiu assistir sem poder fazer nada, enquanto a Dona Taylor se debatia e chorava, mas ainda foi colocada na viatura pelo pessoal.
Foi só quando o som do carro sumiu que o choro diminuiu.