Capítulo 306 Taça
A voz da Bai Ruan acabou de sumir, e a Laura passou por ali. Ela olhou pra cá e falou, "O que rolou?"
Quando o garçom viu a Laura, os olhos dele arregalaram de surpresa.
Ele correu e gaguejou pra explicar, "Senhorita Lin, essa Lany gosta tanto da sua xícara. Ela, ela, ela usou sua xícara..."
Falando nisso, com medo da Laura ficar brava, o garçom olhou pra ela com cuidado, mas só viu que a última tava calma e não falava nada fazia um tempão.
"Essa xícara é sua?"
A Bai Ruan escutou por um tempão e reagiu.
Ela pegou o copo limpo e balançou na frente da Laura, abrindo um sorriso de arrogância nos lábios. "Desculpa, não foi de propósito."
A desculpa da Bai Ruan foi falsa, e até deu a entender uma provocação, o que fez o coração do garçom disparar e ele encarou a Laura com cuidado, com medo que ela descontasse nele.
No entanto, a Laura deu uma olhada na Bai Ruan, desviou o olhar rápido, e falou sem se importar: "De boa, é só uma xícara. Pode usar se quiser."
Antes que o coração do garçom se acalmasse completamente, ele ouviu a Laura dizer pra ele, "Só joga fora aquela xícara."
Assim que ela falou isso, a cara da Bai Ruan mudou muito.
"Você, você!" Ela rangeu os dentes e ficou vermelha de raiva. "Tá me humilhando?!"
A Laura olhou pra ela com os olhos semi-cerrados e tava toda feliz. "Tô te humilhando sim. Qual o problema?"
A Bai Ruan não esperava que a Laura fosse admitir na lata, e as palavras que ela queria usar pra xingar foram bloqueadas na garganta.
Se encarando, "você, você" não saiu nada da boca por um tempão. Ela viu o Marcus chegando atrás da Laura, e seus olhos se viraram pra culpar essa pessoa inocente que chegou atrasada.
"Marcus, olha pra sua noiva mal-educada! Sou sua cunhada, vai ficar olhando ela me humilhar assim?!"
Em poucos segundos, o Marcus entendeu a situação.
Com os lábios finos ligeiramente abertos, ele disse pro garçom, "Me traz a conta dessa xícara."
O garçom ficou meio pasmo, apesar de não saber o que o Marcus queria fazer, mas naquele momento fugir da cena era definitivamente a melhor opção, ele se virou e correu pro depósito como se estivesse escapando.
A Bai Ruan viu que o Marcus não ia ficar do lado dela, e mordeu os lábios com raiva: "Qin! Kuo!"
O Marcus nem olhou pra ela. Quando o garçom finalmente voltou, ele pegou a conta da mão do garçom e enfiou nos braços da Bai Ruan: "Já que a Lany gostou tanto daquela xícara, não podemos desistir do que amamos. Se você pagar a conta, te damos a xícara."
Vendo que a cara da Bai Ruan tava piorando cada vez mais, o Marcus pareceu especialmente inadequado. Ele adicionou devagar: "Seria melhor se você pudesse ligar pro dinheiro em dez minutos."
A Bai Ruan olhou pra baixo pro número na conta, uma sequência de zeros furando seus olhos, fazendo com que seus olhos ficassem vermelhos sem querer.
Levantando os olhos, ela bufou, agarrou a conta com força e jogou nos pés do Marcus: "Você me aguarda!"
Depois disso, ela não aguentou mais se sentir injustiçada. Ela se virou e chorou e fugiu.
O Marcus olhou pra trás da Bai Ruan correndo. Ele deu de ombros e falou sem sinceridade: "Ah, sem querer fiz minha cunhada chorar."
A Laura tava sem jeito. Ela pegou na mão dele e voltou. "Tudo bem, vamo descansar ali do lado. O leilão já vai começar."
...
Às oito horas, o leilão começou na hora certa.
O salão foi restaurado pra uma aparência brilhante, e o leiloeiro ficou na frente do palco, tossiu algumas vezes e falou algumas palavras pra esquentar o clima.