Capítulo 106: Ela ainda consegue atirar?
Vendo que o Laurence é gato, ela queria puxar assunto com ele faz tempo. Faltou na aula e veio sentar com ele de manhã. Mesmo querendo chegar perto, o gelo que emanava do corpo dele a afastava.
Só quando a Mónica apareceu no café que ele soltou o primeiro sorriso do dia, e ela ficou de boca aberta agora mesmo.
Como ela não ia ficar tentada e com ciúmes da Mónica!
Pensando nas discussões sobre a Mónica nos fóruns da escola, quase nenhuma era positiva. Como aquela garota ia aguentar ele ser enganado pela Mónica, então ela se levantou com um senso de justiça.
Ela achou que o Laurence ia, com certeza, dar ouvidos a ela, e por pior que fosse, ia duvidar e se perguntar por que ela disse aquilo, mas não esperava que o Laurence nem sequer olhasse de canto de olho. Ele olhou pra Mónica com atenção, e disse numa boa: "Quer que eu coloque ela pra fora?"
A Mónica vivia cercada de fofoca e disse-me-disse o tempo todo, mas o Laurence era um sopro de ar fresco.
Ela olhou pra ele com as sobrancelhas erguidas, e disse numa boa: "Não precisa, ela vai embora sozinha."
Com certeza, a garota não aguentou a atitude do Laurence, e desabou de raiva: "É verdade na Internet, a Mónica é uma interesseira mesmo!"
A Mónica não disse nada, mas os olhos do Laurence ficaram frios na hora.
Ele olhou pra garota e disse com frieza: "Pede desculpas pra ela!"
A aura do Laurence não é algo que pessoas normais consigam aguentar, sem falar que ela é só uma estudante qualquer. Quando ele olhou pra ela, a garota berrou de medo, "Mónica, me desculpa!"
Depois ela correu pra fora do café como se tivesse sofrido uma humilhação enorme.
O Laurence franziu a testa, mas a Mónica pegou na mão dela: "Deixa pra lá."
Oitenta por cento das meninas não aguentam ser obrigadas a pedir desculpas pra uma garota por um cara que elas curtem.
O Laurence olhou pra cara indiferente dela, e uma camada de gelo foi aparecendo aos poucos nos olhos dele: "Essa é a qualidade dos estudantes de Oxford?"
A Mónica olhou pra ele surpresa, sem entender que ele estava perguntando pra ela se ela tava sofrendo bullying de forma disfarçada, e sorriu quando ouviu isso: "Não, só algumas pessoas são de baixa qualidade, e não importa se elas são de Oxford ou não."
Os olhos do Laurence suavizaram.
Ele olhou pra Mónica que tava olhando pro céu lá fora, queria dizer alguma coisa mas não disse nada, a mão da Mónica na mão dele ainda não tinha sido tirada, ele olhou pra baixo e se assustou um pouco.
A mão esquerda, que era branca como jade, não tinha nenhuma decoração, mas no dedo indicador, tinha uma tatuagem preta de letras em inglês que não eram nem longas nem curtas, que parecia estranhamente bonita.
A Mónica pareceu sentir o olhar dele, e puxou a mão de volta sem nenhuma surpresa.
Só então o Laurence desviou o olhar, ele olhou pra Mónica, e sorriu de leve: "A tatuagem é bonita, combina com você."
A Mónica balançou a mão: "Eu era ignorante quando era criança, mas não me importei de tirar quando cresci, então deixei lá."
O Laurence curvou os lábios sem compromisso, e não fez mais perguntas, querendo aproveitar o momento com ela: "Quer tomar alguma coisa."
A Mónica virou a cabeça pra olhar pra ele quando ouviu as palavras, pareceu pensar um pouco, e então disse devagar: "Eu quero tomar mocha."
O Laurence olhou pra ela quando ouviu as palavras. O gosto dela era sempre suave e amargo. Dessa vez ela realmente pediu mocha, mas ele não fez mais perguntas, só balançou a cabeça e pediu pro garçom trazer.
Logo, o café foi servido, e ele colocou Mocha na frente da Mónica, e perguntou numa boa, "Mónica, por que tem um calo na sua mão esquerda?"
A mão comum da maioria das pessoas é a direita, mas a mão direita da Mónica é muito lisa, quase perfeita, mas tem alguns calos imperceptíveis na mão esquerda que ela cobriu agora mesmo.
E a localização é muito especial, é na lateral da palma da mão e do dedo indicador.
Os olhos do Laurence escureceram mais.
Essa posição só pode ser——
"É da minha prática de tiro."
Calo de arma.
A voz no coração dele foi revelada junto com a resposta da Mónica, o Laurence levantou a cabeça e olhou pra Mónica com mais significado nos olhos.
Inesperado, a noiva dele ainda sabe atirar?
A Mónica tava tomando um gole pequeno da xícara de café dela, parecendo extremamente calma, e não parecia achar que o que ela disse era algo sério.
É só um treino normal no estande de tiro? Mas por que a habilidade dela é tão boa?
Realmente deixou ele curioso e ansioso.
Ela olhou pros olhos dele, que a estavam examinando, sentindo um pouco de receio no coração.
Esse cara, ele já não devia estar desconfiando dela?
Ela olhou pro relógio dela e contou o tempo. O Austin e os outros iam vir pra fazer as aulas de reforço, então ela ia poder escapar rápido.
Falando no diabo. A Mónica tinha acabado de pensar no Austin, quando teve um "chefe" alto da porta do café.
Não teve nenhuma alteração nos olhos da Mónica. Ela pegou a bolsa e se preparou pra subir. Antes de sair, ela disse pro Laurence, "Serve pra eles um americano, eles tão muito cansados de estudar, então eles podem se animar."
"Ainda na minha conta." Eu não sei por que não serviram café naquele dia, mas a Mónica disse dessa vez especialmente: "Não esquece dessa vez."
O Laurence olhou pras costas desapressadas dela, o ciúme reacendido nos olhos dele quase não conseguiu ser escondido, ele não respondeu pra ela, mas foi devagar pra frente da recepção e pediu de leve: "Americano, seis copos."