Capítulo 5 A ironia de uma filha falsa!
Tipo, a diferença de qualidade de ensino entre a cidadezinha e a capital imperial é GIGANTE.
O Henry, ouvindo isso, não conseguiu evitar de arregalar os olhos. Tipo, qual a boa de um professor de cidade pequena, né?
O Henry suspirou fundo e largou a xícara de chá com uma cara séria, depois olhou pro Jeffrey: "Arrume uma escola pra Mónica o mais rápido possível, as notas da minha neta não podem ficar pra trás da galera."
A Mónica levantou as sobrancelhas e pensou: O Henry é mega direto e esperto. Pelo visto, era o tipo de pessoa que ela admirava.
Enquanto às notas…
Antes da Mónica falar, o Jeffrey já garantiu: "Eu sei, eu vou arrumar."
O Henry concordou com a cabeça e olhou pra Mónica de novo, "Eu sei que a qualidade do ensino na cidade não é boa, mas todos os meus netos são excelentes, estão sempre entre os cinco primeiros da turma. Você também não pode me decepcionar, tá ligada?"
O Henry tava muito preocupado com o desempenho da Mónica na escola. Ela sacou e deu um sorrisinho de quem não tem jeito, "Relaxa, vovô, eu vou dar o meu melhor."
Mesmo que não fosse pelo Henry, ela não ia se atrasar nas notas.
"Você é uma boa garota." A Mónica, em toda situação, não era nem humilde nem arrogante. Cada movimento dela tinha elegância e tranquilidade. O Henry ficou super satisfeito e mandou pro mordomo: "Eu vou voltar hoje. Preparem tudo e tragam a Mónica pra casa antiga. A gente vai jantar junto em uns dias."
Ouvindo isso, as caras do Jeffrey e da Nancy mudaram: "Eu acho… Talvez não precise juntar todo mundo pra jantar."
O Henry tinha quatro filhos. O filho mais velho era um gênio dos negócios; o segundo filho era um magnata dos negócios; o terceiro filho era um Titã bancário. Só o Jeffery, o filho mais novo, não se envolveu no trampo da Imperial Capital Co. Ltd. por causa da saúde ruim dele. Ele se mudou da casa antiga cedo e vivia sozinho. Então, a distância entre ele e os três irmãos ficou maior. Até os irmãos se viam muito pouco.
No passado, o Jeffrey e a Nancy só voltavam pra casa antiga no aniversário do Henry e nos feriados. E toda vez que se juntavam com os outros três casais; eles eram zoado por eles. A Nancy já tinha se cansado disso! Ela tava feliz que a Mónica tinha voltado, mas não queria que a filha dela passasse por essa situação difícil com ela. A Nancy se sentia péssima só de pensar na filha tendo que encontrar essas pessoas na casa antiga no futuro.
"O Henry tá certo, a Mónica acabou de voltar, e ela precisa conhecer a família." O Jeffrey disse de boas, "Além disso, eu quero que a Mónica estude em Oxford também, e eu preciso pedir ajuda pro meu irmão mais velho nessa parada."
A Oxford era dividida em universidade e ensino médio. Era a melhor escola da Capital Imperial. A qualidade da educação nessa escola era excelente, e a entrada também era difícil. Mesmo assim, o Jeffrey ainda queria dar as melhores condições pra sua filha e arrumar um jeito dela entrar em Oxford.
"Oxford… é bom mesmo?" A Mónica estreitou os olhos, pensando. Ela não sabia muita coisa sobre essa escola, mas conhecia alguém que estudava lá.
"Claro! Oxford é a melhor escola da Capital Imperial, e seus irmãos todos estudam lá. Se você entrar no Ensino Médio de Oxford, eles vão poder cuidar de você na escola." O Jeffrey disse com carinho.
"Oxford é, de fato, excelente, mas… da última vez que pedimos pro irmão mais velho se ele podia colocar o Sean em Oxford, a esposa dele achou difícil. Vai ser mais difícil dessa vez?" A Nancy disse preocupada, "E se a gente pensar em outro jeito?"
A família da Nancy também tinha uns contatos, e com certeza ela ia dar o seu melhor pela filha.
"Não, apesar do irmão mais velho e da esposa dele terem medo de problemas, eles não são pessoas ruins. Contanto que a gente consiga colocar a Mónica em Oxford, ouvir as reclamações deles não faz diferença." O Jeffrey refletiu e parecia que ia arriscar tudo.
"Querido…" A Nancy olhou pro Jeffrey com uma gratidão sincera.
Percebendo o quanto tava sendo difícil pros pais dela, a Mónica piscou e pensou: Será que eu conto pra eles que eu conheço alguém em Oxford?
Nesse momento, o Henry de repente falou, "O Jeffery tá certo, o Hale não vai ignorar. Mesmo que eles tenham medo de problemas e não queiram te ajudar, eu ainda tô aqui. Por que você tá preocupada?"
O Henry tava falando com convicção e quando olhou pra Mónica, as emoções nos olhos dele não eram nem favor, era carinho.
Tantos meninos encrenqueiros na família já tinham deixado ele cansado. Agora ele tinha uma neta comportada, claro, ele tinha que mimá-la!
A Mónica abriu e fechou a boca, sem falar nada.
Essa foi a primeira vez que ela sentiu a sensação de ser cuidada pela família. A Mónica se sentiu tão aquecida e inesquecível.
Ah, tá! É melhor resolver essa parada sozinha e não fazê-los trabalhar tanto!
O Henry explicou mais um pouco sobre a Mónica antes de sair a contragosto e não ficar pro jantar. Depois que o Henry foi embora, o Jeffrey e a Nancy também subiram pra descansar.
A Mónica então pegou o celular e mandou uma mensagem.
Ela tava prestes a subir quando alguém ficou no caminho dela.
"Mónica, eu tava descendo e ouvi a mamãe e o papai dizendo que querem te mandar pro Ensino Médio de Oxford?"
A Mónica deu um passo pra esquerda silenciosamente. Ela ficou no mesmo degrau que a Anne, mas separadas por uma longa distância. Então a Mónica concordou com a cabeça e disse: "Tem algum problema?"
A Anne fingiu estar envergonhada e disse: "Não tenho problema nenhum, mas se suas notas não forem boas o suficiente, você só vai arrastar a corrente depois que for pra Oxford. Nessa hora, você pode ficar pra trás na turma e vai se cansar de estudar. Eu tô muito preocupada com você…"
Olhando pra Anne fingindo que tava pensando nela, a Mónica disse com um sorriso frio, "É mesmo? Então, o que você acha?"
A Mónica pareceu perigosa por um momento. A Anne não esperava isso e congelou, respirou fundo e disse, "A mamãe e o papai se esforçaram tanto pra te mandar pro Ensino Médio de Oxford. Se o seu desempenho escolar não for tão bom, não vai ser um desperdício do esforço deles? Que tal você se oferecer pra ir pra outra escola…"