Capítulo 44 Sua noiva era muito misteriosa!
Ele levantou as sobrancelhas, tipo, nada feliz, quando pensou nisso e chamou o Kevin pra cochichar no ouvido dele.
Kevin fez que sim com a cabeça.
Daqui a pouco, o pedido dela chegou. A Mónica percebeu que tinha dois cafés.
Ela olhou pro Kevin, que tava servindo, e pediu pra ele explicar com os olhos.
O Kevin olhou pra ela, mas, sei lá porquê, tava com a sensação de tá encarando a própria chefe.
Ele enxugou o suor da testa e falou todo educado, 'Mónica, é a nossa especialidade nova. Porque você manja muito de café, o gerente mandou me pedir pra te oferecer por conta da casa pra você dar sua opinião.'
Seu gerente?
Ela virou pra olhar. Como esperado, o Laurence tava brincando com uma xícara de café na mão, tipo, sem fazer nada. Quando ele cruzou os olhos com ela, botou aquele sorriso de quem tá aprontando e fez um sinalzinho com a mão, tipo 'vai em frente'.
A Mónica entendeu que ele queria que ela experimentasse o produto novo.
Então ela pegou a xícara e tomou um gole, de boa. O gosto era forte, mas suave também. Era pesado, diferente do café normal. Ela já sabia disso.
Depois que ela tomou o gole, o Laurence ficou olhando pra ela.
A Mónica falou, devagar, 'Se eu não tô enganada, deve ser o grão de café que você planta na sua fazenda na França. E a amargura foi trocada por um doce amargo depois de um tempo guardado. Foi feito com uma tecnologia nova de contração a frio pra manter o sabor original em temperaturas extremas, e a espuma lisinha ao mesmo tempo. Por isso, o café é cheiroso, e o gosto não é azedo nem amargo, mas doce e cheiroso.'
Antes que o Kevin falasse qualquer coisa, o Laurence, que tava ali do lado, bateu palmas e foi pra perto dela, 'Você tá totalmente certa. Mónica, você tem bom gosto! Você tá 100% certa.'
Ele tava esperando por ela há uns dias, e finalmente valeu a pena.
Essa garota não só sabia onde era a fazenda dele, mas também tinha experimentado a marca mais nova.
'Mónica, esse grão de café foi plantado agora e eu ainda não mandei pro Diretor Williams. Onde você tomou isso antes?'
De repente, teve uma leve mudança na expressão dela.
O Laurence ainda tava tentando descobrir mais sobre ela pra botar uma armadilha!
Tipo, ele não acreditava nela desde a última vez!
Percebendo o nervosismo dela, ele sentou na frente dela, esperando a resposta com a maior curiosidade.
'E, tipo, desculpa perguntar, como você conhece tanto os grãos de café que eu cultivo na minha fazenda, e ainda sabe do processo de produção?'
Só pra quem visitava a fazenda dele que ele contava a técnica de torrefação, mas ele só tinha amigos muito poucos e todos eram gente importante.
Não importa onde ela tinha provado o café dele, a pessoa que podia dar o café pra ela significava que a Mónica era muito especial pra ele.
Sempre que ele pensava nisso, ficava mais curioso sobre a história dela.
Já que não tinha como esconder mais, a Mónica decidiu não arrumar nenhuma desculpa.
Ela olhou pra ele direto, com um sorriso de canto de boca, 'Eu sei porque eu bebi o café que o dono da fazenda me deu, e faz muitos anos.'
O Laurence ficou ainda mais surpreso. O café dele só era dado pra gente importante e a produção era limitada.
Ela falou que bebia há muitos anos.
A noiva dele era muito misteriosa.
'Da última vez você falou que bebeu na casa do Diretor, o que obviamente não é verdade. Você pode me dizer quem te mandou os grãos de café? Quem é ele?'
'Desculpa, não posso.' A Mónica sorriu. O sorriso dela era elegante e educado, mas firme o suficiente pra calar a boca dele.
Mas foi a primeira vez que ele recebeu um 'não' assim. Os olhos dele ficaram meio frios.
Já que ele não sabia a posição dela ainda, não podia ser grosso.
'Ok, então eu vou ter que descobrir sozinho.' O Laurence fez um biquinho com os lábios e trancou o olhar com o dela no ar, sem piedade.
O Kevin viu que as duas pessoas igualmente poderosas tavam em um impasse, e não conseguiu deixar de engolir seco.
'Como quiser.' Mesmo que a Mónica tivesse um pouco de medo do poder do Hall, a identidade dela não era fácil de ser revelada por qualquer pessoa, então ela não tava com medo.
O Laurence percebeu que ela tava calma, então não conseguiu deixar de respeitá-la um pouco.
Nenhuma garota do interior ou estudante aleatória podia enfrentar o poder dele com essa calma.
Interessante, muito interessante.
Depois de mais um gole de café, a Mónica falou de novo devagar, 'Como vai a saúde do Sr. Hall? Queria saber se eu posso encontrar com ele em breve?'
Ele nunca imaginou que ela ia falar isso de novo. Os olhos dele ficaram mais atentos com um sorriso maior nos lábios.
'Desculpa, ele não pode.' Ele respondeu friamente.
Ele jogou a frase dela de volta pra ela.
A Mónica levantou as sobrancelhas. O Laurence era do tipo que guardava rancor.
'Deixa pra lá, então eu vou fazer uma visita quando ele tiver tempo. De qualquer jeito, eu ainda sou jovem, espero que não atrase nenhum dos eventos importantes do seu tempo, Presidente Hall.' Ela sorriu lindamente e depois abaixou a cabeça pra ler.
A expressão no rosto do Laurence, de repente, congelou.
Essa garotinha sabia como deixar os outros malucos.