Capítulo 138: Darksong, sou eu!
Todo mundo tava vendo essa cena com a respiração presa. A Nadia era a representante deles e era super popular na sala. A Mónica devia ter aprontado alguma pra deixar ela tão brava.
Quase todo mundo tava torcendo pra Nadia.
Essa tapa foi bem dada, a Mónica tinha mesmo sacaneado a galera da segunda série, e os métodos dela pra seduzir os homens eram tão apelativos que ela merecia essa tapa.
Os olhos da Mónica ficaram meio frios, ela nem se deu ao trabalho de ligar pra Nadia, mas a Nadia continuou passando dos limites e desafiando a linha vermelha dela.
Vendo que essa tapa tava prestes a cair na cara da Mónica, os olhos da Nadia brilharam de alegria.
A Mónica não se mexeu, nem tentou desviar, ela só levantou a mão esquerda super rápido e segurou a mão direita da Nadia.
Depois, ela ergueu as sobrancelhas com preguiça, mas o brilho nos olhos dela era incrivelmente afiado.
"Quer aprender a dar tapa? Eu te ensino."
Então, a Mónica levantou a mão direita sem fazer esforço, acertando a cara da Nadia como um raio.
A Nadia tentou levantar a mão pra se defender, mas já era tarde, ela só conseguiu ver a tapa caindo na cara dela, sem poder fazer nada.
Claramente a Mónica não pareceu usar força nenhuma, e não doeu muito quando acertou a cara dela, mas o rosto da Nadia inchou na hora, visível a olho nu, tipo um balão inflado, o que deixou o rosto dela, que era bonito, super feio.
A Nadia ainda não tinha entendido o que tava rolando e olhou pra Mónica com desprezo: "Eu achei que você fosse boa, mas não passa disso!"
Ela tava quase falando mais alguma coisa, mas ficou chocada ao perceber que não conseguia abrir a boca de jeito nenhum.
Uma dor forte, tipo uma agulhada, invadiu a cara dela, que só veio depois. Parecia que, embora a pele de fora não tivesse sofrido nada, tinha rolado um estrago muito sério por dentro.
A Nadia passou a mão na cara, sem acreditar, parecia que ela queria gritar, mas nem gritar ela conseguia.
Ela viu os olhares estranhos dos outros, especialmente o Max, que tava lá atrás e tava olhando pra ela, franzindo a testa, a Nadia cobriu a cara com as mãos em pânico, e nem ligou mais pra arrumar briga com a Mónica, saiu correndo da sala.
Vendo a Nadia correndo apavorada, toda a galera olhou pra Mónica com um pouco de medo, como se não esperassem que o jeito dela fosse tão terrível.
A Nadia queria dar uma tapa nela, mas a Mónica deu pra ela uma aula perfeita de como se leva uma tapa.
A Mónica olhou pra Nadia fugindo sem expressão nenhuma, e a frieza nos olhos dela continuou firme.
Ela manjava da força, essa machucada parecia grave, mas no máximo em três dias ia sarar.
Perder a moral na frente da sala toda, a Nadia ia ficar na dela por um tempo.
Essa é a lição mais memorável que ela deu pra Nadia!
Depois da aula, a Mónica se recusou a ir em direção ao café. Ela não andava rápido, mas era difícil pra qualquer um alcançá-la. A cara da Mónica tava calma, como se nada pudesse afetá-la.
Justamente quando ela entrou num beco, as sobrancelhas dela franziram de repente.
O lugar tava quieto, mas a Mónica falou friamente.
"Aparece."
A outra pessoa pareceu não acreditar que a Mónica tinha descoberto ele, e ainda tava escondida em algum lugar sem se mexer.
A frieza nos olhos da Mónica sumiu rapidinho, ela virou de uma vez e deu um chute na direção da esquina, não muito longe.
A parede tremeu forte, e a pessoa que tava escondida lá dentro saiu correndo de susto, mas a Mónica foi mais rápida que ele. Ela esticou a mão pra pegar o pulso do cara e depois deu uma gravata, e a outra mão acompanhou o movimento, ela trancou a garganta do cara direto.
Cada movimento, cada movimento era pra matar o cara na hora.
O cara pareceu ter ficado assustado com a habilidade dela, ele usou a outra mão pra segurar a mão da Mónica com força na garganta dele, como se quisesse falar alguma coisa.
A Mónica percebeu que os movimentos dele não eram coordenados, ele parecia alguém que não manjava nada de briga, quem ia mandar uma pessoa dessas pra tentar assassinar ela?
Pensando nisso, ela afrouxou um pouco a mão, só pra dar uma chance pro cara falar.
"Fala, quem te mandou aqui?"
O cara respirou fundo algumas vezes. O pulso da Mónica tava visivelmente fino, mas ele não conseguia quebrar, de jeito nenhum. Antes de vir, ele pensou que a Mónica ia ser uma nerd sombria, mas não esperava que ela fosse tão forte!
Vendo que ele não falava, a Mónica, com um pouco de impaciência, queria aumentar a força.
Ele falou rapidinho: "Darksong! Não faz nada! Sou eu, o Fantasma!"
Fantasma?
A Mónica ficou parada por um segundo, coisa rara, segurando a mão do cara, mas sem soltar: "Como você prova?"
O Fantasma tossiu algumas vezes, com medo de que ela continuasse segurando ele, e falou desesperado: "A gente já lavou o país M junto antes, e você tentou consertar as brechas técnicas da Agência Espacial Convencon há três anos. As ações da Família Hall quase afetaram o banco de dados da Iceberg Investment Co. Ltd, afetando o lançamento dos produtos deles, e causando um prejuízo de 100 milhões!"
Quando a Mónica ouviu ele falar sobre isso, as dúvidas no coração dela foram sumindo aos poucos.
É verdade, só o Fantasma sabe o que ela fez.
Vendo que a Mónica tava tranquila, o Fantasma continuou falando: "Darksong, eu fugi de casa pra te achar, então você vai me dar um presente desses!"
A Mónica torceu o canto da boca sem falar nada quando ouviu isso, e soltou os punhos dele.
Quando o Fantasma se endireitou e olhou pra ela com ressentimento, a Mónica percebeu que ele parecia menor que ela, com uma cara de bebê.
Pensando no que ele fez com ela, a Mónica ficou meio com o coração apertado.
Qual a idade dele?
Parecendo entender os olhos da Mónica, o Fantasma falou bravo: "O que você tá olhando! Sou adulto, já tenho dezoito anos! Não acha que eu não sei que você tinha menos de quinze anos quando entrou no ramo!"
A Mónica ergueu as sobrancelhas e fez um sinal pra ele continuar com os olhos.
Olhando pra expressão dela, o Fantasma pareceu perceber o que ele tinha exposto, e a voz dele ficou cada vez mais baixa.
"Eu não tava a fim de te checar, mas alguém tá me rastreando ultimamente, e você não tá online, não consigo te contatar, então eu quis achar o seu endereço de verdade..."
A Mónica sabia que ele não ia mentir pra ela, olhando pra cara de bebê dele, e pensando no parceiro aparentemente maduro na Internet, ela se sentiu meio confusa sem saber o porquê.
"Mas..."
O Fantasma olhou pra Mónica, e falou sério: "Darksong, você ofendeu algum peixe grande? As pessoas começaram a me procurar desesperadamente se não te achassem. Eu não tenho sua força, então quase fui pego várias vezes!"
A Mónica estreitou os olhos um pouco enquanto pensava em vários inimigos dela, mas não se demorou nesse assunto, mas falou levemente, "Você já comeu?"
O Fantasma balançou a cabeça depressa, ele fugiu de casa, e veio pra Oxford pra ficar esperando por ela sem parar pelo caminho, como ele ia ter tempo pra comer.
A Mónica deu uma olhada pra ele e falou com preguiça: "Eu levo você pra jantar, e a gente conversa enquanto come."
Os dois foram andando um atrás do outro na rua de Oxford, a Mónica pensou no Dominating Seafood, onde os irmãos dela levaram ela da última vez. Era bem quieto e o efeito de isolamento sonoro era muito bom.
Ela decide levar o Fantasma pra jantar lá.
O Fantasma tem uma cara de bebê fofa e delicada, cheia de inocência quando não fala, o motorista do táxi olhou pras duas pessoas várias vezes, preocupado que a Mónica fosse fazer alguma coisa ruim pro Fantasma, mas quando ele viu a cara da Mónica, na hora ele ficou bobo.
Deixa pra lá, essa garota parece melhor que esse garoto, então ele não vai se preocupar com isso.