Capítulo 14 Eu ainda sou o irmão de Anne
Sean ficou encucado por um segundo e depois se ligou, na hora, que não devia ter falado nada quando viu a Mónica chegando. Ficou mórrido e mudou de assunto na correria: 'A Mónica é muito bonita. Você deve ser super popular na escola.'
A Anne virou pra Mónica, cheia de inveja, quando ouviu o que o Sean falou. Não podia negar que a Mónica era, tipo, muito gata. Era uma beleza natural, pele clara, e tinha um corpo bom. Só que ela, né, era meio sem graça perto dela...
O Jeffery notou a solidão na cara dela, pensou um pouco e, com a testa franzida, falou: 'Não fala enquanto come. Ninguém vai te confundir com uma muda.'
'É.' O Sean abaixou a cabeça depois da bronca e se focou na comida.
Depois de um tempo, o Jeffery virou pra Anne: 'Anne, no fim das contas, você não é irmã deles. Você devia manter uma distância social dos seus irmãos. Não devia agir como antes, sem limites.'
A cara da Anne ficou branca com a bronca, e ela abaixou a cabeça, com um tom magoado: 'Eu sei... Não vou agir sem limites no futuro.'
As palavras dela doeram no Sean: 'Pai, mesmo a Anne não sendo nossa irmã de sangue, a gente viveu junto por tanto tempo. Na minha opinião, se ela me considerar como irmão, eu sempre vou ser irmão dela.'
Ele falou tão sério que deixou o Jeffery e a Nancy chocados por um instante.
O Winston não conseguiu evitar de passar a mão na testa. Esse irmão bobão tava bobo de novo.
'Sean...' A Anne olhou pro Sean, super tocada. Talvez o Sean fosse o único que ainda lembrava dela nessa família.
O Jeffery tava quase falando alguma coisa, mas a Nancy o interrompeu, balançando a cabeça pra ele. Aí ela virou pro Sean: 'Você tá certo. A Anne viveu com a gente por tanto tempo. Ela é sua irmã, mesmo não sendo de nascença.'
'Mãe...' A Anne se emocionou até as lágrimas, o que até o Winston deixou abalado.
No fim das contas, a Anne não fez nada de errado, né?
Ela não fingiu ser a Mónica antes. Aconteceu tudo por causa da pinta atrás da orelha dela ser parecida.
'Pai, mãe, já enchi.' A Mónica não tava nem aí pras questões da Nancy e ia sair depois de umas garfadas.
'Sean, Winston, espero vocês na sala. Me avisem quando terminarem.' Aí ela virou e saiu na hora que acabou a frase.
O Sean não conseguiu evitar de olhar pro Winston, pra dar uma dica com os olhos: 'Como ela pode ser tão indiferente?'
O Winston também achou que a Mónica era muito calma pra uma garota de 18 anos. Ela não tava sentindo nada em relação à Anne.
Depois que o café da manhã acabou, a Anne começou a zoar com os irmãos gêmeos de novo, já que tinha o apoio do Sean e da Nancy.
Eles tavam conversando felizes e os três foram pra porta com as mochilas nos ombros.
Normalmente, a Anne ia de ônibus sozinha pra escola. Já que o Sean e o Winston vieram hoje, com certeza ela ia pegar uma carona com eles.
Quando o carro chegou, ela entrou e sentou no banco de trás com o Sean e o Winston.
Ela queria ver a cara de inveja da Mónica, mas a Mónica nem olhou pra eles quando entrou. Obviamente, ela não tava nem um pouco preocupada com a Anne perto dos gêmeos.
Ela falou de propósito, pensativa: 'Mónica, por que você tá tão quieta? A gente te negligenciou?'
Ela fez uma cara de coitada, como se fosse culpa da Mónica não estar falando.
'Não tenho nada pra falar.' A Anne se achava sempre certa.
Ela não tava interessada em nada que envolvesse a Anne.
O Winston achou que ela tava infeliz e tentou ajeitar a situação estranha: 'Mónica, não leva pro pessoal. O Sean tem uma ligação especial com a Anne desde criança. Eles não te ignoraram de propósito.'
'Não, a gente não ignorou.' O Sean concordou na hora, sentindo que ele também não tava agindo direito. 'Mas vou ser legal com você também. Ouvi dos nossos pais que você sofreu muito por estar longe da gente antes.'
No começo, a Anne queria deixar a Mónica com inveja dela, mas não esperava que o Sean realmente mostrasse simpatia pela Mónica. Um traço de relutância apareceu nos olhos dela.
A Mónica não se virou, mas as mãos dela apertaram ainda mais forte. Ela falou calmamente: 'Entendi.'
Ninguém realmente ligava muito pra ela e ela não sabia como responder ao Sean também.
Mas ela se sentia íntima desse irmão inocente no fundo do coração.
O Winston ficou aliviado de ver o Sean dar uma explicação decente. 'Viu, a Mónica não é uma pessoa mesquinha. Vocês dois não deviam ficar imaginando coisas.'
A Anne se sentiu deprimida por ser considerada 'imaginando coisas'.
Mas pensando no silêncio da Mónica, a Anne sentiu que o que ela fez foi simplesmente uma piada!
A Mónica não tava nem um pouco com inveja dela. Mas ela tinha uma inveja da Mónica do caramba.
No carro tava um silêncio. O Sean falou de repente: 'Mónica, a mãe disse que você conheceu o Gavin e a Justine, mas não conheceu o Clinton, nosso terceiro irmão mais velho.'
A Mónica concordou na hora: 'Não.'
O Sean ficou mais interessado em ver que ela ainda não conhecia o Clinton: 'O Clinton é demais. Ele é o presidente do grêmio da faculdade, e sempre ficou em primeiro lugar em todos os testes...'
O Sean falou o tempo todo sobre o Clinton, então a Mónica teve uma ideia geral dele. Ela já sentia curiosidade pelo Clinton.