Capítulo 27 Quase se Revelou
Ashley ficou sem graça, mas conseguiu estender a mão pro Laurence pra se apresentar, 'Oi, Presidente Hall, sou Ashley Moore, prima da Mónica. Já ouvi falar tanto de você.'
A Ashley ajeitou o cabelo sorrindo, se esforçando pra mostrar todo o charme que tinha. Os garotos da escola dariam tudo por esse jeito dela, então ela achou que o Laurence ia ser igual.
Só que o Laurence só balançou a cabeça de leve, 'Oi.'
A Ashley e a Annette ficaram MUITO frustradas com a resposta. As duas ficaram de cara feia.
A Anne voltou a si, lembrando de logo botar a Mónica pra baixo, 'Espero que não se importe. A gente tava falando sobre os grãos de café que você serve na loja. A Mónica fez uma suposição. Por favor, não leve a mal as bobagens que ela falou.'
A Anne parecia boazinha defendendo a Mónica, mas que hipocrisia!
A Mónica achou a atitude dela tão nojenta, que quase vomitou.
Mas pra surpresa delas, o Laurence falou, 'A Mónica tá certa. O grão de café é mesmo da minha plantação na França. Até a técnica de torra que ela mencionou tá correta.'
De repente, todo mundo ficou chocado.
O dono do café apareceu pra confirmar de onde vinha o café. Claro, o que ele disse tava certo.
Surpreendentemente, o que a Mónica falou tava certo. Eles olharam pra Ashley e pra Annette com nojo. As duas não faziam ideia do que tavam falando!
As duas irmãs sentiram que foi tipo um tapa na cara depois que o Laurence falou a verdade. Elas queriam sumir, abrindo um buraco ali no chão.
Só que o Laurence não quis continuar com elas, 'Não vou incomodar vocês mais. Sra. Moore, posso falar com você um minutinho?'
Um convite de um cara tão gato deixou as outras com muita inveja. Todas olharam pra Mónica com admiração.
A Mónica ficou surpresa. Da última vez ele foi bem frio com ela, mas por que de repente ele tava pedindo pra ter uma conversa a sós?
Mas ela percebeu que não era simples...
Ela sabia sobre o café porque o padrasto dela tinha ganhado de presente de alguém. Como ela gostou, o padrasto deu pra ela.
Será que isso significava que o Laurence conhecia o padrasto dela?
O coração dela disparou só de pensar nisso. Então, quer dizer que ela revelou a identidade dela?!
Enquanto ela pensava nisso, ela foi pra sala VIP, com as outras garotas olhando com inveja.
Depois de sentar, o Laurence olhou pra ela com um olhar misterioso e perguntou, curioso, 'Estranho, o grão de café da minha plantação nunca foi vendido no mercado. A gente só manda pra alguns parentes e amigos de presente. Como você ficou sabendo disso?'
Na última vez, ele não perguntou sobre a origem dela, já que ela era só do interior. Parecia que a origem dela devia ser simples, tipo uma folha em branco.
Mas o vinho e o café produzidos na plantação dele só eram dados pra alguns figurões especiais. Como uma garota do interior ia ter uma informação tão detalhada?
Ela se esforçou pra lembrar e perguntou, 'Não sei se você conhece o Diretor Williams?'
O Laurence não sabia por que ela perguntou, mas concordou depois de pensar, 'O Diretor William era amigo do meu avô e a gente se conhece há muitos anos.'
A Mónica se sentiu aliviada depois do que ele falou, e continuou, sem medo, 'Eu também conheço o Diretor William. E tive a honra de tomar esse café uma vez.'
A Mónica achou que essa podia ser a resposta mais certa, já que não era segredo que ela conhecia o Diretor.
Mas isso deixou os olhos dele ainda mais sombrios, 'Você conhece ele bem?'
Se ela parecesse sincera e falasse a verdade, ele ia achar que ela tava se gabando.
Que status social alto o Diretor tinha!
Ele era o velho mais famoso da Capital Imperial.
Mesmo tendo se aposentado e entrando no ramo da educação, ele tinha MUITAS conexões. O status e a origem dele deixavam os outros pra trás. Ele era o mais prestigiado no mundo dos negócios.
Quem tinha alguma ligação com ele eram todos os figurões da cidade.
O avô dele e o Diretor passaram por dificuldades juntos. Ele até apresentou o velho Sr. Moore pro Diretor.
Mas essa garota do interior tava se gabando de como conhecia bem o Diretor.
'Dá pra dizer que sim. Recentemente, ele ajudou a resolver os conflitos com os Watermans e também a minha matrícula na escola.' A Mónica continuou sem pensar muito, como se fosse algo normal e comum.
Mas isso chocou o Laurence. A forma como ele olhou pra Mónica mudou, de dúvida pra interesse.
Quem era ela? Essa garotinha do interior conseguia tanto apoio do Diretor? Ele até ajudou ela a resolver os conflitos com os Watermans?
Mas o relacionamento dele com o velho Sr. Moore não era forte o suficiente pra ele fazer tanto esforço.
Será que ela tava falando a verdade?
A Mónica tomou um gole de café. O celular dela tocou. Ela atendeu e soube que o Motorista tinha chegado.
Ela se levantou na hora e lembrou de colocar uma nota de 100 dólares do lado da xícara de café, 'Meu Motorista chegou. Tenho que ir. Obrigada pela hospitalidade.'
O Laurence não quis a nota, 'Se o nosso noivado fosse válido, você ainda seria minha noiva. O café aqui é de graça pra você.'
A Mónica ficou paralisada por um segundo. Que baita negócio!
Os grãos de café da plantação dele eram limitados e ela podia beber de graça o quanto quisesse?