16- Um Vislumbre do Seu Abismo
Eu estava a olhar para o meu marido, Sebastian, a ser aquele monstro perigoso, o que ele era, e eu estava de volta à nossa linda casa.
"Você vai estar bem, meu amor?" Sebastian questionou-me.
"Sim", respondi.
"Eileen Lior, é uma pena que tenhas que lidar com isso, mas a senhora precisa de ver o que há de melhor para si."
"Eu sei", respondi.
Eu precisava contar a história do meu Pai, Albert Stellios.
Ele deu-me um tapa forte.
"Você é um desastre!" meu Pai gritou.
"Pai, por favor, não!"
"Cale-se! Você tem um irmão, Ruben, para cuidar."
"Eu sei!"
"Você não sabe!" ele repreendeu-me.
Eu apenas vi a minha mãe, Mamã, a falar com o meu marido, Sebastian.
"Precisa de ir agora", disse ela.
"Não", eu argumentei.
"Eileen, você precisa ir. Você precisa de se proteger", disse ela.
"Eu sei."
"Porque?" perguntei.
"Porque você é especial, minha querida. Você é a única."
Eu estava apenas a olhar para ela.
"Vou voltar em breve!" prometi.
"Não, você não vai", disse meu marido, Sebastian.
Então, eu desapareci.
Agora eu estava na minha casa.
"O que vai fazer?" uma mulher perguntou.
Eu não conseguia ver o rosto dela.
"Eu preciso ver o meu irmão, Ruben."
"Ele não é seu irmão", respondeu ela.
Eu estava confusa.
"Como?"
"Você vai ver o que acontece."
Então, eu entrei no meu carro e fui à procura dele.
Eu conhecia muito bem o caminho.
Quando cheguei lá, vi-o.
O meu irmão, Ruben.
Estava no chão.
Alguém tinha-o ferido.
Eu corri até ele.
"Ruben!" gritei.
Ele olhou para mim.
"Eileen..." ele murmurou.
"Estou aqui, Ruben. Vou ajudar-te."
"Não... não pode."
"Porquê?" eu perguntei.
"Eu fiz coisas más."
"Não importa. Eu amo-te."
"Mas você... você precisa de estar segura."
"Eu estou segura, Ruben."
Ele sorriu.
"Você é a melhor."
Ele fechou os olhos.
Eu balancei-o, mas ele não se mexeu.
Ele estava morto.
Eu gritei.
Um homem aproximou-se de mim.
"Você precisa ir."
"Não!" eu gritei.
"Você não pode ficar aqui. É muito perigoso."
Eu levantei-me.
"Eu preciso vingá-lo."
"Não", ele disse.
"Eu vou, eu vou vingá-lo."
Eu andei e andei.
Eu tinha que saber quem fez isto ao meu irmão, Ruben.
"O que você vai fazer?" a mulher perguntou novamente.
"Vou matá-los", eu disse.
"Eileen, você precisa de se acalmar."
"Eu estou calma!"
"Você não está, e não é assim que você é. Você é a minha mulher."
Eu estava chocada.
"Meu marido, Sebastian?"
"Sim."
"Onde está o meu marido, Sebastian?" perguntei.
"Eu sou o seu marido", disse ele.
"Não. Você não é. Você não é o Sebastian."
"Eu sou", disse ele.
"Não!"
Eu corri.
"Eileen!" ele gritou.
Eu não parei.
Eu tinha que ir.
Eu tinha que encontrar o meu marido, Sebastian.
Eu tinha que me vingar.
Eu tinha que fazer tudo isso pelo meu irmão, Ruben.