CHAPTER 15
Miraan franziu a testa com a súbita exigência. "Tudo bem?", perguntou ele, percebendo que ela estava perturbada.
"Você disse que me levaria de volta depois de alguns dias! Já se passaram três dias, quero ir embora hoje. Cumpa sua palavra!!!", disparou Chashman, visivelmente irritada.
Miraan absorveu o tom agressivo dela, percebendo que ela não estava nada bem naquele momento. "Tudo bem, vou te levar de volta, relaxa", disse ele calmamente, tentando acalmá-la. Chashman respirou fundo algumas vezes.
"Vou arrumar minhas coisas...", ela disse, um pouco mais suave, e saiu do cômodo.
Miraan ficou ali por alguns segundos, tentando entender o que poderia ter acontecido, mas logo se dirigiu ao quarto de seu tio. Ele precisava informar Daem sobre a exigência de Chashman. Após bater na porta, entrou no quarto. Daem rohero não parecia estar em boas condições.
Não demorou muito para Miraan juntar os pontos. "Ela quer voltar para casa", disse ele em voz baixa.
Daem rohero o olhou com olhos vermelhos e tristes, assentindo com a cabeça.
"Por que ela nos odeia tanto? Por que está morando com o tio?", finalmente perguntou Miraan, intrigado com as perguntas que o atormentavam. Ele queria entender o motivo dela viver longe, o motivo de seu ódio.
"Hamna (a mãe de Chashman) e eu nos conhecemos na universidade. Foi amor à primeira vista para mim...", começou Daem rohero com um sorriso triste, mas logo a expressão desapareceu de seu rosto, dando lugar a uma profunda tristeza. Miraan, após ouvir tudo, conseguiu entender as razões dela.
"Não posso forçá-la a ficar aqui... Terei que aceitar o que ela quer...", disse Daem rohero, fechando os olhos. A dor em seu rosto era evidente.
Miraan colocou a mão no ombro do tio em apoio e depois se levantou. Precisava começar os preparativos para levar Chashman de volta.
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Várias mulheres podiam ser vistas sentadas na sala de estar. Diferentes vestidos estavam espalhados por ali. A felicidade pairava no ar, "Nada deve faltar, quero que tudo esteja à altura deles", disse a avó de Adar, sentada um pouco distante.
"Todos vão se lembrar deste casamento por anos, Ammi", disse uma tia com um sorriso arrogante. Ela usava braceletes de ouro e outras joias, assim como as outras mulheres da casa.
Uma garota estava no topo das escadas, observando tudo enquanto mordia o lábio nervoso.
"Adar, o que você está fazendo aqui?", perguntou sua mãe, colocando a mão na cabeça dela.
Adar ficou vermelha de vergonha em segundos.
"Eu... eu...", gaguejou ela, olhando para todos os lados.
"Você pode descer e ver as coisas que compramos para você", disse sua mãe com um sorriso adorável, passando a mão pelas bochechas vermelhas de Adar.
"Meri pyari beti! Allah tumhary naseeb achy kre (minha filha querida! Que você tenha um bom futuro)", disse sua mãe, repetindo as mesmas palavras que várias tias já haviam dito. Mas, vindo dela, soou diferente. Adar deu um sorriso trêmulo e abraçou sua mãe.
Ela se lembrou de tudo o que sua mãe costumava dizer sobre casamento, como seria para ela. Ao se afastar, um sorriso mais genuíno e ligeiramente tímido surgiu em seus lábios. "Amém", disse ela com um sorriso travesso e foi em direção ao seu quarto. Havia muitas esperanças e sonhos em seus olhos sobre sua vida futura. Ela ainda não havia visto seu marido, mas ouviu de várias pessoas que ele era muito bonito.
"Agha Sinaan Haider...", murmurou ela, sorrindo timidamente enquanto tentava pronunciar o nome dele. Só de pensar no futuro marido, sentia-se toda animada.