Chapter 33
Chashman e Miraan saíram após o café da manhã. Ele a levou primeiro à praia e depois a alguns outros lugares. Um sorriso estava no rosto dela durante toda a excursão, e Miraan podia ver a alegria em seu rosto. "O que você mais gostou?", ele perguntou no caminho de volta para casa.
"Mazaar e Quaid", ela respondeu após pensar por um momento.
"Não foi a praia?" Miraan perguntou, levantando uma sobrancelha.
"Não, foi lindo e tranquilo, mas percebi que sou mais do tipo de pessoa de montanha. Gosto mais de colinas", ela o informou, lembrando-se de todas as áreas do norte que havia visitado com Amna e Hanan.
"Tenho algumas cabanas em diferentes pontos do norte. Acho que você vai gostar lá", Miraan disse pensativamente. Eram lugares aos quais ele ia quando queria um tempo, quando não queria entrar em contato com ninguém. Mas ali estava ele, pronto para compartilhar seu isolamento com ela.
"Eles vão nos seguir por todos os lados?" Ela perguntou, observando o carro que a seguia com guardas.
"Sim", Miraan respondeu, concentrado na estrada.
"Por quê? Já te vi saindo sozinho em Jamshoro", ela questionou.
"Essa área é completamente nossa, ninguém pode nem respirar sem nossa permissão. Aqui tem muita gente, muito risco. Não posso correr esse risco, especialmente quando você está comigo. O Baba Saeen é muito insistente em relação à segurança", Miraan explicou a ela e viu seus lábios se contraírem.
"Existem lugares onde tanta segurança não será necessária. Apenas aguente aí", Miraan disse com um piscar de olhos. Chashman gostou de como ele estava brincalhão com ela.
"Jante, voltarei à noite", Miraan disse enquanto a deixava.
"Tudo bem", Chashman respondeu, saindo do carro. Miraan a observou entrar. Ele queria mais do que qualquer coisa cancelar a reunião e passar o dia inteiro com ela.
Miraan saiu do assento do motorista, deixando Irtaza se acomodar no lugar do motorista. Um guarda abriu a porta de trás. Miraan entrou no banco de trás enquanto o guarda fechava a porta e corria em direção ao banco do passageiro.
"Saeen, houve alguns sussurros sobre Bilal Rao novamente", Irtaza falou sobre um político de um partido de oposição, vendo que Miraan estava de bom humor.
Uma ruga apareceu na testa de Miraan. "Reúna informações, não quero mais perder tempo com esse assunto", ele disse.
Chashman almoçou e depois ligou para casa em Jamshoro e Lahore. Estava de muito bom humor.
---------------------
Sinaan voltou à tarde, após verificar algumas coisas e encontrar muitas pessoas que queriam conversar com ele sobre alguns problemas. Ele se sentou com sua mãe na sala de estar. Adar colocou o chá na mesa e depois voltou para a cozinha.
Sinaan pegou sua xícara. Um sorriso estava no rosto de sua mãe enquanto via Adar ir embora.
"Ela é uma garota muito boa. Esperava que fosse um pouco infantil, considerando sua idade, mas ela é muito sensata e tem uma alma doce", sua mãe disse olhando para ele. Sinaan apenas assentiu, curtindo seu chá.
"Sinaan, espero que esteja cuidando dela. Não quero que ela encontre nada faltando aqui", sua mãe suspirou, vendo a indiferença no rosto do filho.
"O guarda-roupa dela está cheio de roupas, tem dinheiro na gaveta, ela pode comprar o que quiser. Não a estamos maltratando aqui. Qual seria o problema dela aqui?", Sinaan perguntou com uma careta, realmente não entendendo por que sua mãe continuava falando como se ele estivesse fazendo algo errado. Ele nem era exigente como a maioria dos maridos de sua família, nunca pedia que ela fizesse nenhum de seus trabalhos. Ela fazia as coisas como bem entendia.
"Você está tratando bem ela?", sua mãe perguntou com um longo suspiro. Não sabia o que fazer com ele. Era completamente como a avó queria que fosse: dominante, frio e focado no trabalho. Suas palavras não tinham efeito diante de sua criação. Não queria que ele vivesse uma vida sem verdadeira companhia, sem sentir amor. E pelo jeito que ele estava agindo, parecia ser esse o futuro próximo.
"Estou cumprindo todos os meus deveres, por que está me questionando assim? Ela reclamou?", Sinaan perguntou com as sobrancelhas franzidas. Ele nem sequer conseguia perceber como sua frieza poderia estar a machucando. Em sua mente, não era um marido ruim, não a maltratava ou abusava dela.
"Não, não. Ela não reclamou, estava me perguntando a mim mesma", sua mãe disse rapidamente, encerrando o assunto.
"Vá se refrescar, vou verificar o jantar", ela disse e se levantou.
Jantaram cedo, Sinaan voltou para o quarto e começou a verificar seus e-mails. Adar sentou-se na cama, apenas olhando para ele enquanto se sentava no sofá. Toda sua atenção estava no telefone. Ela não estava com sono, apenas ficou ali, focada nele.
Sinaan olhou para cima, sentindo o calor do olhar dela. Ela rapidamente desviou o olhar, mas seu rosto ficou vermelho por ter sido pega.
Quando olhou para ele novamente, seus olhos estavam de volta ao telefone. Adar se sentiu confusa, não conseguia decidir se havia imaginado ele olhando para cima ou se realmente o havia feito.
Ela se levantou e começou a guardar as roupas lavadas no armário. Depois foi ao banheiro, escovou os dentes e se preparou para dormir.
Quando saiu, ele já estava na cama. A puxou para si quando ela se aproximou para desligar a luz de cabeceira, pensando que ele já estava dormindo...