Chapter 44
Como a maioria dos dias, Sinaan foi o primeiro a acordar. Ele foi correr depois de verificar a hora. Eram apenas 7 horas quando ele voltou e Adar ainda estava dormindo. Sinaan balançou a cabeça, sem entender como ela podia dormir tanto. Não era como se tivessem ido dormir tarde; ela até tinha tirado uma soneca à tarde.
Sinaan decidiu acordá-la depois que terminasse o banho. Ele se aproximou dela com a intenção de acordá-la como sempre fazia, mas hesitou quando estava ao lado da cama. Seu rosto estava um pouco inchado por causa do sono, e ela continuava dormindo tranquilamente como um bebê.
Sinaan sentou na cama e disse: "Adar, acorde" enquanto tocava sua bochecha. Os olhos de Adar se abriram rapidamente ao sentir seus dedos. Ela se sentou rapidamente, vendo-o sentado ali.
"Se arrume", disse Sinaan, tocando o topo da cabeça dela. Ele se levantou e começou a se preparar. Adar olhou para a hora e saiu da cama às pressas. Ela se arrumou rapidamente, deixando as coisas espalhadas pelo quarto. Sinaan ouvia a bagunça enquanto verificava sua agenda.
Adar deixou o pente cair no chão novamente. "Qual é a pressa? Relaxa", disse Sinaan. Adar virou-se para ele: "Café da manhã... Preciso ver na cozinha", murmurou, puxando alguns fios de cabelo para trás da orelha.
"A empregada vai cuidar disso, ela sabe gerenciar as coisas sem ninguém ficar verificando. Relaxa", disse Sinaan, balançando a cabeça.
Adar desceu com Sinaan, e como ele havia dito, a empregada já tinha arrumado a mesa. Adar se sentou, um pouco envergonhada por seu hábito de dormir demais. O café da manhã foi comido em silêncio, e Sinaan saiu para o trabalho. Adar olhou pela casa e passou um tempo conversando com a empregada que serviu o café da manhã.
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Ao meio-dia, quando Saem e Daem Rohero chegaram, ele estava na sala de estar, esperando por eles. Sua mãe o observava, sem entender o que estava errado com ele. Por que ele estava sentado ali, olhando para o relógio repetidamente?
"Dada Saeen pediu para todos irem ao quarto dele", disse Miraan com uma expressão vazia, mal conseguindo conter suas emoções.
"Tudo bem?", perguntou Daem Rohero com uma sobrancelha levantada. Seu sobrinho estava agindo de forma estranha, e ele podia sentir que algo estava sendo tramado, mas não tinha certeza do que poderia ser.
"Sim", respondeu Miraan sem dar mais informações. Todos foram para o quarto de Dada Saeen, e Miraan também foi, mas sentou-se do outro lado da cama e começou a agir como se nem estivesse presente. Dada Saeen sorriu ao ver sua indiferença forçada.
"Pai Saeen, você pediu a presença de todos", disse Saem Rohero.
"Sim! Queria falar sobre Miraan. Seu filho já tem 30 anos, e você deveria pensar seriamente em seu casamento agora", disse Dada Saeen com voz firme.
Uma pequena ruga apareceu na testa de Saem enquanto olhava para seu filho; todos sabiam que Miraan ainda não era casado porque ele sempre negava, não querendo se comprometer ainda. "Ele escolheu alguém?", perguntou Saem Rohero ao pai, mantendo os olhos no cabeça baixa do filho.
"Escolhi a garota para ele, e ele se casará com ela o mais rápido possível", afirmou Dada Saeen.
"Quem é a garota?", perguntou a mãe de Miraan.
"Chashman Daem Rohero", respondeu Dada Saeen com sua voz mais firme, não deixando espaço para objeções.
"Então... a garota foi escolhida pelo noivo e você está cobrindo por ele, pai", disse Daem Rohero pensativo, e Miraan levantou a cabeça com um sorriso travesso no rosto.
Dada Saeen também sorriu enquanto todos expressavam suas opiniões sobre o quão ótima essa decisão era.
"Vocês devem ir a Lahore para pedir formalmente sua mão ao tio dela. Mesmo que ela seja nossa filha, foi ele quem a criou, e ele tem o direito", disse Dada Saeen.
"Podemos ir no fim de semana que vem", franziu Saem Rohero, tentando se lembrar quando teria um dia livre.
"Fim de semana que vem?!!! Amanhã soa melhor para mim", não conseguiu se conter Miraan. Uma gargalhada ecoou pelo quarto.
"Não incomode meu filho! Vocês vão amanhã", disse Dada Saeen, dando uma palmada no ombro de Miraan, e Miraan lhe enviou um sorriso grato.
Todos começaram a sair do quarto, enquanto a mãe de Miraan já pensava nas coisas que levariam à casa do Sr. Saeer no dia seguinte. Daem Rohero parou Miraan no corredor: "É uma decisão dela também? Ou estão mandando pedir sua mão sem o conhecimento dela?", questionou. Ele não pretendia deixar nada acontecer contra os desejos de sua filha.
"Falei com Dada Saeen apenas depois de obter a permissão dela. Você está esquecendo que ela também é sua filha", colocou Miraan, colocando a mão no braço do tio. Ele entendia a preocupação de Daem de que Chashman talvez não quisesse essa vida. Essa ideia também o preocupava um pouco, mas ele a amava; tinha confiança de que a faria feliz.
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Sinaan voltou à tarde, finalmente tentando delegar mais trabalho aos funcionários em vez de fazer tudo sozinho para ter tempo para Adar e para si mesmo. Ele havia começado a pensar seriamente nisso.
Adar estava na sala de estar quando ele entrou. Sinaan a cumprimentou, mas recebeu apenas uma resposta sussurrada. Sinaan suspirou internamente, mas então sorriu, acreditando que melhoraria tudo.
Sinaan foi para seu quarto se arrumar, e Adar o seguiu. Ele esperou que ela falasse com ele ou fizesse algo, mas sua frieza continuava. "Vamos jantar fora", tentou Sinaan chamar sua atenção.
"O jantar já está pronto...", disse Adar, mal olhando para ele.
Sinaan se aproximou dela e colocou os braços nos ombros. "Você cozinhou algo?", perguntou com uma voz brincalhona enquanto a encarava.
"Sim... biryani", respondeu Adar, acenando suavemente; seu coração acelerou ao sentir seus olhos sobre ela. Ele estava sendo charmoso, e Adar olhou para baixo, sem saber como lidar com isso.