Chapter 18
Na manhã seguinte, eles partiram para Jamshoro bem cedo. Todos já sabiam da situação pelas notícias. Daem rohero convenceu o Sr. ahmad de que não era um grande problema.
A raiva, o desgosto eram claros em seu rosto, mas ninguém tentou impedi-la enquanto ela ia em direção ao seu quarto.
"Café da manhã..." começou a mãe de Miraan, mas ela já estava fora de vista.
Miraan colocou a mão no ombro de sua mãe e disse: "Não se preocupe com isso. Preciso conversar com o tio." Ele olhou para Daem rohero, que estava ali, sério como sempre.
Ele foi em direção à sala de estudos, com Daem ao seu lado.
"Como isso aconteceu? Foi você quem fez?" Daem perguntou, franzindo a testa.
"Não, eu não fiz nada..." Miraan respondeu, olhando diretamente para o tio.
Daem rohero levantou uma sobrancelha e disse: "Eu apenas não me incomodei em parar a mídia..." Miraan continuou, colocando a mão no rosto do tio de forma travessa. E era verdade, eles eram uma família política forte, e os repórteres sempre tentavam criar notícias com eles. Era só que Miraan não deixava vazar nada que não quisesse.
Daem suspirou: "Você não deveria ter deixado isso acontecer... ela não quer ficar aqui." Ele disse, sentando-se.
"Ela também não quer dar chance a ninguém... deixe-me lidar com ela, tudo ficará bem", Miraan disse, colocando a mão no ombro do tio.
Daem viu algo no rosto de seu sobrinho naquele segundo, que o fez piscar duas vezes. "Tudo bem...", Daem disse, sem fazer mais perguntas.
Miraan se refrescou e então pediu a um servo que preparasse o café da manhã. Chashman não havia jantado nem comido nada pela manhã, ele precisava verificar como ela estava.
Ele entrou no quarto depois de bater na porta. Chashman estava sentada na cama com uma expressão dura no rosto. Ela definitivamente não estava pronta para seguir em frente tão rápido.
"O café da manhã está pronto, vamos." Miraan disse, aproximando-se dela.
"Não quero comer", Chashman respondeu, sem nem olhar para ele. Ela estava com muita fome, mas a raiva não a deixava cooperar ou concordar com nada que Miraan dissesse.
"Pare de se punir. Qual é o ponto de não comer?" Miraan perguntou, com as sobrancelhas franzidas.
Chashman ficou em silêncio. "Posso levá-la de volta a Lahore, posso até colocar segurança ao seu redor, mas seus movimentos serão muito restritos, você não poderá sair como quiser, e isso até causará problemas para o seu tio", Miraan explicou de forma manipuladora, e seus ombros caíram.
Miraan segurou sua mão e a fez levantar. "Vamos", ele disse. Chashman rapidamente puxou sua mão, olhando feio para ele. Ela não estava com vontade de conversar com ele ainda, mas saiu antes dele.
Miraan sorriu enquanto a seguia. Eles tomaram café da manhã em silêncio, e depois Chashman foi ver Dada saeen. Ele não perguntou nada sobre seu retorno, apenas a recebeu com todo o amor. Chashman se sentiu um pouco em paz com ele, mesmo no meio de toda aquela confusão.
À noite, Chashman conversou com Amna, dizendo para ela não se preocupar. Ela não queria causar problemas para eles, quando eles nem podiam fazer nada sobre isso. Depois de encerrar a ligação, deixou as lágrimas rolarem. Todo aquele ódio, toda aquela frieza a estavam sufocando por dentro. Ela queria voltar para Lahore, ser feliz, amar sem pensar. Chorou até dormir, pensando em quanto tempo teria que sobreviver assim.