Chapter 29
"Eu ouvi muitas coisas em sussurros baixinhos. Não tenho certeza se são verdadeiras ou não..." Hanan disse.
"Só me conte!!!" Chashman disse, agitada.
"Dizem que a família Rohero tem ligações com a máfia... Na verdade, eles comandam todo o negócio subterrâneo. Miraan é aparentemente a cabeça atual", Hanan disse em um tom incerto. Chashman sentiu sua respiração parar; ela já estava preocupada com um aspecto e agora algo ainda pior estava se desenrolando.
"Garotas?" Ela perguntou em um sussurro.
Hanan franziu a testa com a pergunta: "Diferentes modelos, atrizes são vistas com ele o tempo todo. Não há dúvida de que ele é um playboy!!!!" ele disse, também ficando agitado.
"Chashman! Fique longe dele!!! Não importa se os rumores da máfia são verdadeiros ou não, você não precisa desse tipo de confusão na sua vida. Aproveite a visita e volte!", Hanan disse.
Chashman concordou, assegurando-o de que não havia nada com o que se preocupar. Ela adormeceu sabendo que precisava manter distância. Já fazia parte dessa confusão, mas não queria que as coisas piorassem.
------------------
Sinaan voltou para casa tarde da noite; ele tinha ido caçar com alguns primos.
"Jantar..." ela perguntou assim que ele saiu para se refrescar.
"Já comi", Sinaan disse enquanto se sentava na cama. Adar também se sentou, olhando para as mãos trêmulas, esperando que ele dissesse algo, pedisse desculpas por não ter ido buscá-la. Mas ela não ouviu nada, nem uma única palavra.
"Apague as luzes", Sinaan disse deitando-se. Adar sentiu seu coração partir um pouco; ele definitivamente não se importou em pedir desculpas. Ela apagou as luzes e deitou na cama; apenas uma lâmpada lateral estava acesa. Sinaan a puxou para mais perto e deu um beijo no nariz dela. Adar ficou vermelha em segundos.
"Gostou do seu tempo lá?" Sinaan perguntou, esfregando sua bochecha.
Adar assentiu, fechando os olhos. Sua simples pergunta, sua pequena atenção a deixavam feliz. Seu machucado, sua decepção foram esquecidos há muito tempo...
Quando finalmente estavam prontos para dormir, Adar estava deitada no lado dele, mas apenas sua testa tocava o lado dele. Ela adormeceu, encantada com o quão bonito seu marido era; ele era a perfeição masculina, músculos sólidos.
Na manhã seguinte, novamente Sinaan foi quem a acordou. Ela se arrumou rapidamente; Sinaan estava ocupado no celular. Como no primeiro dia, ele desceu sem esperar por ela.
Mesmo durante o café da manhã, ele nem sequer se incomodou em dizer uma palavra a ela. Sua sogra fazia pequenas conversas com ela. Alguns parentes ainda estavam lá, planejando partir à tarde.
Sinaan saiu de casa após o café da manhã, informando que precisava ir a Karachi a trabalho.
"Sinaan, mal faz três dias desde o seu casamento", sua mãe disse com uma careta.
"Ammi, isso precisa da minha atenção. O casamento já aconteceu, agora qual é o problema?" ele disse, passando a mão pelo cabelo macio.
"Leve Adar com você", sua mãe disse esperançosamente.
"Ammi, estou indo a trabalho, não de férias", ele disse com exasperação nos olhos.
Adar olhou para baixo, sem coragem de olhá-lo ou ver suas expressões frias. Ele foi para o quarto buscar suas coisas; o voo já estava reservado.
"Adar, minha filha, não fique triste. Deve ser importante", sua mãe disse fracamente.
Adar assentiu, dando a ela um pequeno sorriso, escondendo rapidamente suas emoções.
"Vá ver se ele precisa de alguma coisa", sua mãe a incentivou a ir.
Adar foi ao quarto; não havia sinal de tristeza em seu rosto; ela se convenceu de que deve ser muito importante.
"Apko kuch chahiye saeen?" (Você precisa de algo?) ela perguntou em sua doce voz.
Sinaan se virou para ela; ele já tinha terminado de arrumar as malas.
"Não", ele disse enquanto se aproximava dela. Sinaan olhou nos olhos dela ao tocar seu rosto. Ele se despediu e foi embora.