Chapter 28
Por volta da hora do almoço, a mãe de Adar recebeu uma ligação da mãe de Sinaan. Ela estava com a sobrancelha franzida quando terminou a chamada.
"O que aconteceu?" perguntou a avó de Adar, já que a maioria das mulheres da casa estava na sala de estar naquele momento. "A mãe de Sinaan disse que seria ela quem viria buscar Adar. Sinaan está ocupado e não poderá vir", ela disse em voz baixa.
"É um ritual, ele deveria ter vindo buscá-la", disse a avó de Adar. Adar desviou o olhar, sem saber como responder aos olhares acusadores de sua família.
"O que mais poderíamos esperar? Tal mãe, tal filha; ela deve ter feito algo errado, ele pode não ter gostado dela o suficiente para valorizá-la nem no segundo dia do casamento", disse a tia de Adar com veemência. Adar olhou para baixo, apertando as mãos, sem dizer uma palavra, sem dar nenhuma explicação.
"Talvez ele esteja realmente ocupado", disse a madrasta de Adar, não querendo que sua tia fizesse um drama desnecessário. Adar foi silenciosamente para seu quarto, sem coragem para enfrentar ninguém. Algumas lágrimas caíram enquanto ela se sentava na cama.
Ela rapidamente limpou o rosto ao ver sua mãe entrando no quarto. Sua mãe parecia preocupada. "Eu não fiz nada de errado...", disse Adar em voz baixa, tentando controlar o queixo trêmulo.
Sua mãe a abraçou. "Não leve as palavras da sua tia ao coração, você sabe como ela é", disse sua mãe, passando a mão pelo longo cabelo de Adar.
"Sim, eu sei... Como ela sempre quer apontar o quanto você e eu somos uma decepção, o quanto somos inúteis...", pensou Adar, mas não conseguiu expressar isso em voz alta.
"Adar... Não me decepcione. Faça o possível para conquistar um lugar no coração de todos lá. Seu lugar é lá agora, não aqui mais", disse sua mãe, pronunciando as palavras amargas que eram a realidade da filha naquele momento. Ela queria que Adar fizesse o possível para conquistar seu espaço em sua nova família, pois sabia que voltar não era uma opção.
Adar assentiu, abaixando a cabeça, não querendo que sua mãe visse suas lágrimas, sua impotência. A mãe, percebendo pelo leve tremor da mão de Adar que ela estava chorando, saiu do quarto, sabendo que não poderia oferecer um ombro para Adar chorar naquele momento.
À noite, os pais de Sinaan vieram buscá-la. Todos agiram normalmente, como se não fosse uma grande questão.
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Após o jantar, Chashman estava no quarto de Dada Saeen quando Miraan entrou. Ela se desculpou dizendo que queria dormir.
Miraan observou sua saída; ela nem sequer havia olhado para ele.
"Tudo bem, Miraan?", perguntou Dada Saeen, levantando uma sobrancelha. Seus olhos idosos viam mais do que Miraan estava disposto a mostrar naquele momento.
"Sim", respondeu Miraan com um encolher de ombros, mas também não tinha certeza do porquê Chashman estar agindo assim.
Depois de fechar a porta do seu quarto, Chashman ligou para Hanan: "Garota desleal! Finalmente se lembrou de mim", disse ele, como se não tivessem conversado há apenas alguns dias.
"Eu queria saber algo, Hanan", disse ela com uma voz rouca, fazendo Hanan entender que o assunto era sério.
"O que é?", perguntou ele, franzindo a testa.
"Eu queria saber sobre Miraan... Ouvi algumas coisas sobre ele e não são boas...", disse Chashman, sabendo que só poderia discutir isso com Hanan.
Ele respirou fundo: "Por que você está se interessando por isso, Chashman? Apenas mantenha sua distância", aconselhou-a.
"Eu quero saber", insistiu ela em voz baixa, mostrando a ele que estava falando sério.