33. Você Quer Ter um Filho? (2)
Arleena deu um tapa nas costas do Hugo, tipo, na moral, surpresa com o que ele tinha acabado de falar.
Quando o Hugo virou, fazendo uma cara de dor e surpresa pra Arleena, ela só olhou pra ele com uma cara de poucos amigos. Mas o Hugo achou que não tinha nada de errado com o que ele falou. Ele tava mais tipo, 'ué, por que ela me bateu só por causa disso?'.
"Pai, ele pira às vezes quando fala, né?" perguntou a Arleena, rindo sem graça pro Sr. Bernard, Quinn e Albrack.
Enquanto o Hugo ainda tava passando a mão no lugar onde a Arleena tinha batido nele, o Sr. Bernard tava com uma cara meio emburrada, mas com um sorriso de canto. Os três da família do Hugo se olharam e deram uma risadinha, sacando que a situação da Arleena tava meio tensa.
A real é que a Arleena só não queria ter essa conversa. Ela não tava preparada pra encarar um pedido que era mais responsa. Mas o Hugo, pá, mandou a pergunta e fez ela pensar no lance dos filhos.
"É, ele gosta de falar besteira mesmo", respondeu o Sr. Bernard, concordando com a cabeça.
Quinn e Albrack, que perceberam que a Arleena tava meio tímida, também riram. Mas não falaram muito sobre isso.
"Qual é, qual o problema do jeito que eu falo?" perguntou o Hugo, com uma cara de bobo, olhando pra todo mundo da família com a maior inocência.
A Arleena suspirou na hora. Mesmo parecendo calma, a Arleena deu uma beliscada na cintura do Hugo. A reação dela fez o Hugo gritar, tipo, de dor e surpresa.
"Ai, meu Deus. Por que você..." As palavras do Hugo pararam na hora que ele viu a cara da Arleena, tipo, mandando ele calar a boca. Era como se a Arleena tivessem falando pro Hugo não falar mais sobre filhos. "...tá tão brava? Eu sei que você tá brava comigo por ter tocado no assunto dos filhos, né?"
Arleena soltou um suspiro forte e revirou os olhos, tipo, nojo. Ela não conseguia parar de se irritar com o Hugo. No final, a Arleena decidiu não responder nada e não dar mais bola pro Hugo.
"Se você não parar de falar, como que a comida que tá na sua frente vai acabar?" disse o Albrack, apontando pro prato do Hugo com o queixo.
O Hugo olhou pro prato, e aí soltou um suspiro forte. "Caramba, é verdade. Afinal, eu e a Arleena almoçamos e comemos depois do trabalho."
Quinn levantou as sobrancelhas. Com uma expressão suave, Quinn respondeu, "Ah, é? Vocês tão comendo juntos desde cedo?"
O Hugo olhou pro Quinn com uma cara de interrogação. Mastigando, o Hugo respondeu, "Por que a mamãe tá perguntando isso? Parece que é novidade a gente comer junto."
Quinn riu. "Nossa, claro que é novidade, já que vocês começaram a comer juntos depois que casaram."
De novo, a Arleena engasgou com a brincadeira do Quinn. Ela virou o rosto rapidinho, cobrindo a boca pra esconder a cara de vergonha.
A reação da Arleena fez o Hugo virar a cabeça na hora, com uma cara de espanto. No meio da tosse, o Hugo tava dando tapinhas nas costas da Arleena.
"Você se assustou de novo, por que tá reagindo tanto?" resmungou o Hugo depois. Com a mão esquerda dando uns tapinhas nas costas da Arleena, o Hugo ainda tava comendo a comida dele de boa.
"Ei, tira a mão", disse a Arleena, irritada, tirando a mão do Hugo e endireitando a postura. "Eu não tô reagindo demais. Só me assustei. Mãe... caramba, por que a mamãe e o papai têm que ser tão estranhos só porque a gente casou?"
Vendo a cara de espanto da Arleena, Quinn e Sr. Bernard se olharam. Eles não conseguiram evitar de rir mais forte do que antes. Sei lá, tava engraçado ver a reação tímida da Arleena.
"Arleena, não precisa ser tão tímida", retrucou Albrack.
Naquele momento, a Arleena tentou com todas as forças esconder a cara de tímida. Além disso, ela tentou fazer com que os gestos dela não mostrassem tanto nervosismo. A Arleena tentou focar na comida.
"Ela sempre faz isso na frente de todo mundo. Sabe, a original, Arleena-ai!" Hugo soltou um grito de surpresa de novo. O olhar dele mudou na hora, pra ver a mão da Arleena, que tava beliscando a mão direita dele de novo.
A Arleena fez um sinal pro Hugo não falar nada. O olhar da Arleena tava tão afiado que o Hugo entendeu na hora o que ela queria dizer.
Depois de um gemido de exasperação, a Arleena virou o olhar pro Sr. Bernard.
"Hugo, você é muito ignorante com a Arleena", comentou o Sr. Bernard. "Desse jeito, parece que meu desejo não vai ser realizado tão cedo."
Os movimentos da Arleena e do Hugo pararam na hora. Os dois olharam pro Sr. Bernard enquanto mastigavam, curiosos.
"O que o papai pediu?" perguntou o Hugo.
A Arleena ficou quieta, esperando o Sr. Bernard responder.
"Na verdade..." O Sr. Bernard fez uma pausa na frase, porque de repente ficou hesitante. Naquele momento, o olhar dele caiu na Arleena. "Papai imaginou que vocês teriam filhos. Mas, vendo como vocês sempre tão discutindo, parece que isso não vai acontecer tão cedo."
A Arleena deu uma olhada surpresa. Como ela tava preocupada antes, o Sr. Bernard tocou no assunto dos filhos. A suposição dela não falhou, já que ela sabia muito bem que um casal que se casa com certeza seria questionado sobre filhos.
Não tinha resposta que a Arleena ou o Hugo pudessem dar. Os dois na hora fizeram que estavam ocupados e não queriam mais falar sobre nada.
"Pai, não fala besteira. É verdade que o desejo vai ser difícil de realizar", respondeu o Hugo, depois apontando pra ele e pra Arleena, um de cada vez. "É só olhar pra gente, não para de brigar."
A Arleena não quis responder nada, escolhendo ficar muda o máximo possível.
"É, eles vão ter dificuldade pra fazer isso."
***
"Ai, meu Deus..." A Arleena jogou o corpo no sofá na hora, soltando um suspiro longo.
Finalmente, a Arleena e o Hugo voltaram pro apartamento que o Hugo tinha dado pra eles. Depois de passar pelo jantar com uma conversa dominada pelo assunto dos filhos, a Arleena conseguiu sair de fininho e escapar.
Ela não queria ser rude. A Arleena só tava desconfortável. Vendo o Sr. Bernard e a Quinn, que pareciam estar falando sério sobre querer um filho da Arleena e do Hugo, a Arleena se sentiu culpada.
"E aí, como foi a conversa do jantar ontem à noite?" O Hugo, que tinha acabado de sair do banheiro, perguntou de repente.
A Arleena ainda tava de olhos fechados, deitada no sofá. Por alguns segundos, ela só queria botar pra fora todo o cansaço do corpo dela. O coração dela tava irritado com a pergunta do Hugo, porque ela sabia exatamente do que ele tava falando.
"Ei, Arleena..."
"Cala a boca. Não fala, tô cansada", respondeu a Arleena rápido, num tom de voz grosseiro. "Eu não quero discutir sua pergunta de jeito nenhum. Você é ridículo de trazer o assunto dos filhos."
Logo depois, a Arleena sentiu o sofá do lado direito balançar um pouco. Indicava que alguém tinha acabado de sentar do lado dela.
A Arleena gemeu de irritação, tipo, fazendo um barulhinho com a boca. Ela mudou a posição do corpo, pra ficar de frente pro Hugo.
"Você pode calar a boca? Por que você tem que sentar do meu lado?" perguntou a Arleena, num tom de voz resmungão.
O Hugo observou a Arleena, que tava com os olhos fechados, como se não quisesse ver ele. O Hugo fez um sorriso ignorante e virou a cabeça pra poder ver o rosto da Arleena com mais intensidade.
"Você é tão sensível, tá sempre resmungando", respondeu o Hugo. "Tô pedindo pra você conversar sobre algo importante."
"O quê? Que discussão?" O tom de voz da Arleena soou irritado quando ela abriu os olhos e endireitou a postura.
O Hugo se assustou quando a Arleena sentou de repente, virada pra ele. Além disso, os olhos da Arleena olharam pra ele com firmeza.
"Ai, meu Deus. Não reaja assim de repente", respondeu o Hugo, com uma cara de horror pra Arleena. A voz dele quase chiou de medo. "Eu só queria conversar com você sobre os desejos do pai. Não tem como a gente continuar fugindo."
"Então o que você quer?" perguntou a Arleena.
O Hugo fez silêncio na hora, sem conseguir dizer nada. Vendo a figura feroz da Arleena pra ele, como se estivesse se preparando pra matar ele ali, o Hugo ficou sem palavras.
"Você quer que a gente faça um bebê agora?"