53. CCTV (1)
A Arleena apertou os olhos com uma expressão séria enquanto olhava para a tela do computador. Estava passando uma gravação das câmeras de segurança que rolou na noite em que a Arleena voltou pro apê pra pegar umas coisas de bebê. A Arleena tinha acabado de chegar na sala de segurança onde dava pra monitorar as filmagens.
— Espera, preciso ver o minuto anterior a esse — a Arleena falou pro supervisor das câmeras de segurança do apê dela.
O supervisor das câmeras de segurança do apê da Arleena balançou a cabeça em silêncio. Ele seguiu o que a Arleena pediu. A filmagem que apareceu na tela voltou uns segundos. O supervisor das câmeras de segurança do apê parecia super sério enquanto rebobinava, até que finalmente a Arleena apontou pra tela toda empolgada.
— Para nesse segundo aí — a Arleena falou, fazendo o cara que tava supervisionando as câmeras de segurança do apê dela parar a gravação. — Começa a tocar essa filmagem um pouquinho mais pra frente. Tem alguém que eu quero encontrar por perto do prédio.
A filmagem voltou a rodar. Só por uns cinco segundos, a Arleena apontou pra tela como um sinal pro cara da segurança pausar a gravação mais uma vez. Naquele momento, o olhar da Arleena tava focado numa das caixas de gravação da câmera de segurança que brilhava na frente do prédio dela. Mais precisamente, a direção pra entrada do saguão do prédio.
A Arleena apertou os olhos pra clarear a visão.
— Dá um zoom, por favor — a Arleena pediu.
O cara que tava assistindo a filmagem da câmera de segurança deu um zoom na tela mostrando as pessoas prestes a entrar no prédio. Daquele ponto de vista da filmagem, a Arleena não conseguia ver direito os rostos das cinco pessoas que iam entrar. Mas, no meio delas, tinha alguém parado sem parecer que ia dar um passo.
Alguém que era mulher ou homem tava coberto por um moletom. O moletom cobrindo a cabeça não mostrava a cara. Além disso, a tela da gravação da câmera de segurança só mostrava de lado, de cima.
— Essa pessoa de moletom aí é a pessoa que você tá procurando? — o cara da segurança perguntou pra Arleena.
A Arleena ficou quieta por um tempo. A Arleena tentou adivinhar se alguém que tinha acabado de parar e olhado em silêncio pra dentro do prédio podia ser alguém que ela suspeitava.
— Não tenho certeza. Na verdade, não sei como é o rosto da pessoa que me seguiu. Por isso tô vendo essa filmagem, pra ver se tinha alguém suspeito quando fui pro apê ou não — a Arleena respondeu calma, sem tirar os olhos da tela.
O cara da segurança sentado na frente da Arleena ficou quieto por um tempo. Ele tava pensando nas palavras da Arleena.
— Não percebi que tinha alguém suspeito ontem. É que... lembro um pouquinho de ver alguém indo pro posto de segurança quando tava querendo tomar café com o segurança. Acho que essa pessoa não é morador do prédio que você tá — respondeu o cara da segurança, com a cara séria enquanto explicava pra Arleena.
Naquele momento, a Arleena olhou pro cara da segurança que parecia estar pensando bem. A Arleena queria sentir que o cara do lado dela tava falando sério.
— Você viu alguém suspeito ontem? — a Arleena perguntou.
O cara da segurança do lado da Arleena balançou a cabeça.
— É verdade. Não consegui ver bem a cara dele. Mas ele tava com uma camisa de flanela de manga curta. Não um moletom — o cara da segurança explicou de novo.
A Arleena ficou imediatamente quieta e pensou no que o cara da segurança falou. Por outro lado, a Arleena começou a ficar curiosa sobre quem o cara da segurança tava falando.
— Que tal você olhar as outras filmagens? — o cara da segurança perguntou.
Ao ouvir a pergunta, a Arleena concordou. A Arleena não conseguiu evitar descobrir de quem o cara da segurança tava falando.
No fim, a Arleena foi olhar outras filmagens. A Arleena e o cara da segurança do lado dela tavam procurando filmagens perto do posto de segurança. Até que, pouco depois, o cara da segurança encontrou a filmagem e aumentou a tela.
— Tenta prestar atenção nessa parte da filmagem — o guarda da câmera de segurança falou.
A Arleena também prestou atenção na tela que brilhava bem do lado do posto de segurança do prédio. A Arleena também se inclinou um pouco pra tela, querendo ver melhor.
A tela tava mostrando a filmagem de quando alguém se aproximou do posto de segurança. A filmagem da câmera de segurança foi imediatamente pausada quando a pessoa suspeita parou e conversou com o segurança atrás do posto.
— Ele é a pessoa que você suspeita? — a Arleena perguntou sem tirar os olhos da tela.
— É verdade. Eu vi que ele não parecia ser morador do prédio. Mas na hora não tive muita certeza das minhas ideias. Senti que podia estar errado. Então só fiquei assistindo televisão no posto de segurança.
A Arleena franziu a testa. Por uns segundos, a Arleena não falou nada. Naquele momento, a Arleena só prestou mais atenção nas roupas que a pessoa suspeita tava usando perto do posto de segurança. O cara ali parecia estar usando uma camisa de flanela, mas a cor não tava muito clara na filmagem da câmera de segurança. Infelizmente, a filmagem mostrava o lado do rosto, ainda mais porque o cara tava usando uma espécie de gorro e máscara.
— Você consegue descrever como é o rosto dele, por favor? — a Arleena perguntou enquanto assistia em detalhes.
— Não vi muito o rosto dele, porque, como você pode ver nessa filmagem, ele tava bem coberto. Acho que tava doente e queria ir pra casa de algum parente. Porque ele tava perguntando se ali era mesmo o Green Living Choices Apartment ou não — respondeu o guarda da câmera de segurança do lado da Arleena.
Ouvindo essas palavras, a Arleena ficou meio chocada. A Arleena ainda tava tentando adivinhar a altura da pessoa vista na filmagem da câmera de segurança. Pra falar a verdade, a Arleena não sabia direito quem era a pessoa que sempre usava camisas de flanela por perto dela. Se lembrava, o Justin quase nunca usava camisas de flanela.
— Mas lembro que ele tinha olhos marcantes, meio azul escuro. Tipo a cor azul marinho. Aí o formato das sobrancelhas caía um pouquinho perto do nariz. Ele tem um formato de rosto bem definido — o cara da segurança continuou a frase.
As sobrancelhas da Arleena franziram automaticamente. A Arleena não sabia mesmo quem tinha o formato de sobrancelhas e olhos como o cara da segurança descreveu. A Arleena congelou de novo e pensou em quem se encaixava na descrição exatamente como o guarda da câmera de segurança descreveu.
— Você conhece alguém assim por perto de você? — o guarda da câmera de segurança perguntou.
A Arleena soltou um chiado suave e breve. Ela pensou um pouco antes de balançar a cabeça. Ela não tinha certeza se tinha alguém com essa descrição.
— Não tenho certeza se alguém que conheço tem essa descrição — a Arleena respondeu. — Posso conseguir dizer quem é pela forma como ele usou pra vir pra essa área do prédio. Posso ver a filmagem da frente do portão principal?
— Ah, certo. Não vi essa pessoa entrando de carro. Ele só andou. Parece que ele só estacionou o carro do lado de fora da área do prédio — respondeu o guarda da câmera de segurança do lado da Arleena.
A Arleena estalou os dedos, sentindo na hora que tava empolgada pra confirmar pessoalmente o que o guarda da câmera de segurança tinha explicado. A Arleena balançou a cabeça pro guarda de segurança do lado dela, como um sinal de que concordava com o pedido de ver a outra filmagem da câmera de segurança.
Porque recebeu um sinal de instrução da Arleena, o guarda de segurança finalmente mudou a filmagem da câmera de segurança. Quando a filmagem da câmera de segurança foi pra frente do portão principal do prédio, os olhos da Arleena automaticamente se estreitaram, enquanto o rosto dela ficou sério. A Arleena assistiu a tela com mais intensidade.
Na tela da filmagem que dava zoom na frente do portão principal do prédio, a Arleena viu um carro estacionado a alguns metros de distância. Tava do lado da rua, do outro lado do portão principal do prédio. Era um carro azul luxuoso.
Depois de ver a aparência do carro que tava estacionado de forma bem descuidada, a Arleena franziu a testa. Por um momento, a Arleena não conseguiu descobrir direito como era o carro, quanto mais o número da placa.
— Nossa... de novo não consigo ver direito a câmera de segurança — respondeu a Arleena, soltando um suspiro de resignação.
A Arleena imediatamente endireitou a postura do corpo enquanto soltava uma respiração forte. A Arleena não esperava que toda a filmagem da câmera de segurança não desse pistas claras. Só fragmentos de pistas que ainda precisam ser descobertas.
— Na minha opinião, essa pessoa provavelmente já sabe onde ficam os lugares que não são muito acessíveis pras câmeras de segurança — o guarda da câmera de segurança explicou a confusão da Arleena.
— Hã? — a Arleena ficou meio surpresa, aí olhou pro lado. — Como assim?
O guarda de segurança sentado do lado da Arleena olhou de volta pra Arleena. A expressão no rosto dele era bem séria.
— O que eu quero dizer é... ela já tinha pesquisado esse prédio antes. Ela decorou as partes 'seguras' pra não ser vista nas filmagens da câmera de segurança — respondeu o segurança.
Ouvindo aquela explicação, a Arleena ficou chocada de surpresa. A Arleena não imaginava que tinha a possibilidade da pessoa suspeita estar observando ela desde ontem. Isso significava... que essa pessoa realmente tinha a intenção de planejar o stalking da Arleena.
— Então, tô sendo seguida desde o dia anterior — a Arleena falou antes de suspirar pesadamente.
O guarda da câmera de segurança balançou a cabeça.
— Não tenho certeza se minha opinião tá certa ou errada. Mas o mais importante é que você precisa ficar esperta com as pessoas ao seu redor, Srta. Arleena. Podem ser possíveis criminosos te seguindo — falou o guarda da câmera de segurança do lado da Arleena.
A Arleena não respondeu às palavras do segurança antes de suspirar mais uma vez. A Arleena deixou os ombros caírem sem força. Ela não esperava que os pedaços de pistas que ela tava recebendo agora mostrassem pra ela que o criminoso que tava seguindo ela tinha decorado a área ao redor do prédio dela.
A Arleena se sentiu muito desconfortável. A Arleena não tinha medo de enfrentar a pessoa que tava seguindo ela. Mas a Arleena tá mais preocupada porque não tem nenhuma pista pra descobrir quem é o criminoso que tá seguindo ela.