49. Um Encontro Acolhedor
Nossa, Gabriel. Você nasceu pra ser mãe, viu?", comentou Hugo, chegando no apartamento do Gabriel.
Do lado do Hugo, Arleena, que tinha vindo com ele, deu uma risadinha. Os dois tinham ido no apartamento do Gabriel pra ver como tava o bebê que eles tavam cuidando.
"Tão gostando de passar um tempo juntos, né, seus safados?" respondeu Gabriel, com um tom sarcástico pra Arleena.
A Arleena, que sacou que o Gabriel só tava zoando, fez uma careta de deboche. Arleena sorriu toda orgulhosa enquanto balançava o cabelo.
"Claro que eu adoro passar um tempo sozinha com o meu marido", respondeu Arleena, com um tom de flerte e gestos provocantes.
Gabriel e Hugo se assustaram com a resposta da Arleena. Irritado, Hugo deu um peteleco na testa da Arleena, de lado.
A Arleena arregalou os olhos na hora, surpresa, e olhou pro Hugo com um olhar exasperado. Arleena suspirou fundo, fazendo beicinho pro Hugo.
"É ridículo ver como você gesticula, sabia?", disse Hugo, sem culpa e sem hesitar.
A Arleena encarou o Hugo, enquanto dava um tapinha no ombro dele, como repreensão.
"Eu já te considero meu marido. Nós somos casados de verdade, esqueceu?", perguntou Arleena, em protesto. Ela olhou pro Hugo com uma expressão feroz.
O Hugo ficou meio chocado, então olhou de volta, olhou pra Arleena com um olhar divertido e estranho. Ele sempre via o comportamento estranho e infantil da Arleena. Mas o que tava rolando na frente dele agora era realmente ridículo.
"Eu não sei porque você parece estar possuída por um espírito coquete assim", disse Hugo, balançando a cabeça.
A Arleena só zombou das palavras do Hugo, sem se importar com a ridicularização implícita nessas palavras. Arleena secretamente se sentiu satisfeita porque conseguiu provocar a irritação do Hugo com ela.
"Ei, vocês dois. Eu tenho sorte de ter a experiência de ajudar a cuidar do filho da minha irmã, por que vocês estão me incomodando tanto?" respondeu Gabriel, com um tom resmungão. Apesar de o Gabriel não estar falando sério.
Hugo e Arleena não conseguiram parar de rir um do outro. Os dois sabiam que o Gabriel só tava de brincadeira quando disse aquela resposta. Então o Hugo e a Arleena não se sentiram ofendidos de jeito nenhum.
"Você devia ter repreendido seu amigo. Ele até tirou um tempo do trabalho e, de repente, me deu a notícia de que queria vir no meu escritório", respondeu Hugo, apontando com o queixo pra Arleena.
Os olhos do Gabriel foram pra Arleena com um sorriso divertido. Ele sabia que a Arleena ia reagir com irritação às palavras do Hugo agora.
Com certeza. A Arleena bateu no ombro direito do Hugo de novo, dessa vez com força suficiente e muito de repente, pro Hugo exclamar de dor. Embora breve, o barulhão assustou a Arleena e o Gabriel.
Com um olhar preocupado pro bebê nos braços, Gabriel disse em voz quase sussurrada, "Abaixa a voz, Hugo. Você tá vendo que tem um bebê dormindo".
O Hugo cobriu a boca na hora, surpreso. Ele olhou pro bebê nos braços do Gabriel, com culpa. Ele quase acordou o bebê, mas no final o bebê não se incomodou nem um pouco.
A Arleena, que também tava irritada com o Hugo, deu um tapinha no ombro dele pra repreendê-lo. De repente, o Hugo deu um sorriso pra eles dois.
"Desculpa, foi no reflexo. Por isso que você não devia me bater sem pensar", respondeu Hugo, resmungando irritado pra Arleena.
A Arleena franziu a testa, infeliz, enquanto o Hugo culpava ela. Mas a Arleena não continuou a briga porque não queria incomodar o bebê nos braços do Gabriel.
"Olha como ele tá calmo nos seus braços, Gabriel", disse Arleena, que tinha ido até lá e olhou pro rosto do bebê nos braços do Gabriel.
O Gabriel virou o olhar pro bebê nos braços dele. Por uma fração de segundo, Gabriel olhou pro bebê fixamente. O rosto calmo do bebê instantaneamente trouxe à tona a ternura nos sentimentos dele. Gabriel, então, abriu um pequeno sorriso.
"Eu sei que, na verdade, eu sou uma fada madrinha", disse Gabriel, confiante.
Na frente do Gabriel, Arleena e Hugo perderam o sorriso na hora. Os dois olharam pro Gabriel com expressões sérias, enquanto ouviam as palavras dele.
"O que você tá dizendo?", perguntou Arleena, desaprovando. "É impossível pra uma fada madrinha parecer desajeitada. Nem dá pra uma fada madrinha gritar muito e reagir fazendo barulho".
Gabriel virou pra olhar pra Arleena com um olhar exasperado nos olhos. Ouvindo o comentário provocativo da Arleena, o Gabriel perdeu o sorriso confiante também.
"Nossa. Você não tá feliz de ver seu amigo confiante", disse Gabriel, com um tom irritado. Mas ele sabia que a Arleena só tava de brincadeira.
A Arleena riu da resposta do Gabriel, principalmente vendo a expressão irritada dele. Arleena, então, pediu pro bebê ir pros braços dela.
"Ei, tô muito curiosa. Você encontrou o Justin hoje?", perguntou Gabriel, de repente.
Assim que a Arleena olhou pro bebê que ela tava cuidando, ela virou o olhar de volta pro Gabriel. As duas sobrancelhas franzidas, confusas com a pergunta. Arleena olhou pro Gabriel por alguns segundos enquanto percebia a ansiedade implícita no olhar nos olhos do amigo dela.
"Não, não. Eu só tô com o Hugo, qual é o problema?", perguntou Arleena. A expressão facial dela já parecia desconfiada do Gabriel. Desconfiada de qualquer notícia ruim que ela pudesse ouvir.
Gabriel pareceu pensar por alguns momentos, com a expressão meio agitada. O tempo todo, o Gabriel parecia estar tentando se lembrar de algo enquanto considerava se devia ou não contar pra Arleena e pro Hugo.
Como o Gabriel ficou em silêncio por um tempão, o Hugo também percebeu que alguma coisa tinha acabado de acontecer. Hugo inclinou a cabeça um pouco pra olhar pro Gabriel com um olhar intenso.
Hugo e Arleena se olharam, surpresos.
"Qual é o problema, Gabriel?", perguntou Hugo, tirando o Gabriel do transe.
O Gabriel ficou meio assustado e pareceu um pouco nervoso. Gabriel, por outro lado, olhou pro Hugo e pra Arleena com um olhar hesitante nos olhos.
"Na verdade, algumas horas atrás, alguém tocou a campainha desse apartamento", começou a responder Gabriel.
De repente, Hugo franziu a testa, confuso, enquanto Arleena levantou as duas sobrancelhas. Eles ficaram surpresos, mas não disseram nada.
Gabriel apontou pra porta do apartamento dele. Ele ainda demonstrava uma expressão que parecia estar pensando em alguma coisa muito séria.
"Quando eu fui olhar na tela do monitor, não tinha ninguém na frente do meu apartamento. Mas quando eu abri a porta, eu vi alguns suprimentos de bebê numa cesta..."
As palavras do Gabriel deixaram Hugo e Arleena surpresos e ainda mais espantados. Hugo e Arleena não conseguiam entender porque alguém deixaria suprimentos de bebê na porta do Gabriel. Mesmo que ninguém soubesse se a Arleena tinha ido no apartamento do Gabriel. Muito menos se ela tava levando o bebê.
"Espera, eu vou te mostrar a cesta com os suprimentos pro bebê", disse Gabriel, antes de se virar e ir pegar a cesta.
Não muito longe de onde o Hugo e a Arleena estavam, tinha uma cesta de madeira. Gabriel pegou a cesta, antes de empurrá-la em direção a onde o Hugo e a Arleena estavam.
"Nossa, essa caixa tá bem pesada", reclamou Gabriel, depois que a cesta que ele tava carregando parou a alguns metros na frente do Hugo e da Arleena. "Olha aqui, dá uma olhada".
De tanta curiosidade, Hugo e Arleena se aproximaram da caixa ao mesmo tempo. Arleena sentiu o coração dela disparar, considerando que ela não tinha contado pra ninguém sobre a chegada dela no apartamento do Gabriel agora. Por outro lado, Arleena só queria saber...
"Nossa, por que o kit do bebê é tão completo?", perguntou Hugo, que ficou chocado quando viu que tinha mamadeiras, cinco roupas completas e calças, toalhas de bebê, comida e bebida pra bebês de 6 meses, até cinco pacotes grandes de fraldas.
A Arleena também não conseguiu dizer nada quando viu todas as coisas na caixa. Ela ficou chocada, confusa e com medo. Na hora, a mente dela correu por todas as possibilidades de quem poderia ter mandado esses itens.
"Arleena, você contou pra alguém que veio no meu apartamento?", perguntou Gabriel, que olhou pra Arleena sério. Naquele momento, Gabriel tinha realmente percebido a preocupação no rosto da Arleena. Por isso, o jeito que o Gabriel falou parecia quase suave.
A Arleena balançou a cabeça lentamente, ainda parecendo pasma e pensando em quem fez isso. Porque desde a noite passada, ela também não encontrou muitas pessoas. A última a falar com ela foi Katherine. Mas não podia ser a Katherine que mandou todos esses suprimentos de bebê pro apartamento do Gabriel.
"De jeito nenhum. Eu não contei pra ninguém sobre a minha chegada aqui", respondeu Arleena.
O Gabriel ficou ainda mais preocupado depois de ouvir a resposta da Arleena. Gabriel mordeu o lábio inferior e olhou pro Hugo. Como se fosse pra ver qual seria a reação do Hugo.
"Tem alguém seguindo seus passos, Arleena?", perguntou Hugo, com um tom muito sério.
A Arleena olhou pro Hugo com uma expressão hesitante no rosto. Tinha um medo que estava cada vez mais evidente no olhar e na expressão dela.
"Nada. Eu não sinto nada e confirmei que tô só andando sozinha", respondeu Arleena, com uma voz bem suave.
Hugo suspirou fundo e colocou as duas mãos na cintura.
"Eu também não sei, ou alguém tá te observando, Arleena, ou alguém tá observando você, Gabriel", respondeu Hugo, acabando por apontar pro Gabriel.
Gabriel ficou surpreso de receber uma acusação tão repentina do Hugo. Gabriel imediatamente balançou a cabeça.
"Claro que não. Eu não fui em muitos lugares ontem. Eu passei a maior parte do tempo no meu apartamento, terminando meu trabalho", respondeu Gabriel.
Hugo, então, virou o olhar de volta pra Arleena, que ainda não tinha se mexido. Naquele momento, Hugo percebeu que a Arleena tava indecisa, então o homem decidiu pegar o bebê nos braços da Arleena. Só pra o bebê não cair se a Arleena perdesse o foco de repente.
"Arleena, eu não sei se meu palpite tá certo ou não. Mas ouvindo sua história sobre o Justin ontem à noite..." Gabriel parou, enquanto Arleena virava pra olhar pra ele. Gabriel tava um pouco hesitante em expressar o que tava na mente dele naquele momento.
A Arleena levantou as sobrancelhas, como se quisesse saber o que o Gabriel ia dizer.
"O quê?", perguntou Arleena. "O Justin entregou essa caixa na frente do seu apartamento?"
"Talvez o Justin não tenha ido pra casa de verdade depois que ele saiu do restaurante onde você tava ontem à noite", respondeu Gabriel.
Hugo não disse nada. Mas ele pareceu bem curioso enquanto considerava se as palavras do Gabriel faziam sentido ou não.
"Eu não tenho certeza se o Justin foi pra casa ou ainda tá esperando em algum lugar pra me observar", respondeu Arleena. Ela se sentiu bem desconfortável naquele momento.
O Gabriel pareceu se sentir culpado por deixar a Arleena desconfortável. Infelizmente, Gabriel sentiu que não podia mais esconder isso.
Então, quem seguiu a Arleena pra descobrir que a Arleena e o bebê que ela tava cuidando estavam no apartamento do Gabriel?