38. Um Bebê?!
Ué?
Arleena ficou chocada, tipo, com os olhos arregalados. Vendo a zona na mesa, cheia de embalagens de salgadinhos e marcas de água com gás e bebidas alcóolicas, a Arleena ficou toda confusa de repente.
Por um segundo, a Arleena só ficou olhando pra bagunça. Ela não fazia ideia do que tinha rolado na noite anterior. Com a cabeça doendo, a Arleena tentou se lembrar do que aconteceu ontem à noite.
"Que parada é essa?", murmurou a Arleena. Mas, né, a cabeça dela tava doendo demais pra pensar direito.
De novo, a Arleena ficou na dela. Naquele momento, a única coisa que ela tava fazendo era massageando as têmporas de leve. Sei lá o que rolou pra Arleena estar tonta daquele jeito.
"Ai, meu Deus... será que eu bebi demais?", resmungou a Arleena pra ela mesma. Os olhos dela ficaram fechados por um tempinho, e aí, ela se lembrou de uma parada.
"Espera aí", a Arleena abriu os olhos, travou, e virou pro lado. "Uau! Que cara é essa?! Ei, você... ah, droga, por que você invadiu a casa de alguém aleatoriamente?!"
O grito e o chute da Arleena fizeram o cara que tava do lado dela pular na hora. A Arleena ficou tão desesperada que recuperou a energia na hora. O medo dela acordou o cara do lado.
"Uou, uou, o que foi?! Um cara?! Cadê?!"
A Arleena parou de chutar na hora. Depois de ver bem a cara do cara, que tava sentado todo chocado, a Arleena ficou em silêncio de repente.
"Hugo?", perguntou a Arleena, toda confusa. A cara dele, naquele momento, tava muito inocente. "Espera, ei, você tá aqui? Desde quando você entrou na minha casa do nada?"
O Hugo parou de gritar e ficou olhando pra tudo, desesperado. Quando ele olhou pra Arleena, ele também ficou confuso.
"Eu? Entrando na sua casa sem mais nem menos?", repetiu o Hugo, confuso.
A Arleena fez que sim com a cabeça.
Demorou uns segundos pros dois, incluindo o Hugo, entenderem a confusão. Os efeitos do álcool que eles tinham bebido na noite anterior tinham feito eles esquecerem a vida nova na hora.
Até que, finalmente, depois de ficar sóbrio, o Hugo deu um tapa na testa da Arleena. A boca do Hugo fez uma careta de diversão.
"Como assim, eu já sou seu marido, você esqueceu?", respondeu o Hugo, com a voz irritada.
A Arleena, que tava querendo xingar o Hugo, cancelou na hora a ideia. Fazendo uma careta, segurando a testa que tinha recebido o tapa do Hugo, a Arleena processou os acontecimentos por um tempinho.
"Nossa, você bebeu tanto ontem à noite que esqueceu que eu era seu marido", retrucou o Hugo. "Eu já tava em pânico, achando que um cara estranho tinha entrado aqui."
A Arleena ainda tava confusa com ela mesma. Enquanto ela tentava se livrar da tontura, o Hugo já tinha começado a juntar as embalagens de salgadinhos.
"Eu não tinha percebido que o cara do meu lado era você", retrucou a Arleena, levantando do sofá e limpando os pedaços de salgadinhos que tinham caído no chão.
O Hugo só olhou pra Arleena com uma cara de divertido. Depois disso, o Hugo olhou pros ladrilhos cheios de salgadinhos espalhados.
"Por que a gente comeu tanta coisa ontem à noite?", disse o Hugo, olhando pros ladrilhos com frustração.
A Arleena fez uma careta. Tendo acabado de se lembrar que tinha um saco guardado no canto da sala, a Arleena foi pegar. Depois de voltar pra área bagunçada da sala, a Arleena foi direto pro Hugo.
"Joga o lixo aqui, eu vou jogar fora", disse a Arleena.
Com o tempo passando, a Arleena e o Hugo limparam a bagunça dos salgadinhos da noite anterior. Tudo foi jogado num saco médio na mão da Arleena, menos a seloki e a garrafa de cerveja.
"Você tem certeza que quer guardar essas duas garrafas?", perguntou a Arleena, segurando uma das garrafas de cerveja.
Na frente da Arleena, o Hugo tinha parado de varrer. O Hugo fez uma cara feia e estendeu a mão, como um gesto pra impedir as ações da Arleena.
"Não joga no saco. Você sabe que é muito caro", disse o Hugo, com uma cara de suplica.
A Arleena olhou pra garrafa na mão dela. Pra Arleena, essa garrafa era muito normal. Não era nada especial que precisasse ser guardado – principalmente quando tava vazia.
"Tem certeza? Por que você precisa guardar isso?", a Arleena ainda tava tentando convencer o Hugo. "Essas duas garrafas tão até vazias. Não tem sentido guardar."
O Hugo não respondeu. Só fez um gesto com a mão pra cima e pra baixo, como se estivesse dizendo pra Arleena colocar a garrafa no chão.
Finalmente, a Arleena não insistiu na ideia de convencer o Hugo. Parecia que o Hugo tava muito decidido a guardar a garrafa de cerveja na mão dele. Mesmo que a Arleena não entendesse por que o Hugo tava guardando, ela obedeceu o pedido dele.
"Eu vou limpar o resto da sujeira invisível ali. Você só joga o lixo fora", disse o Hugo, sem olhar pra Arleena, porque a atenção dele tava toda na limpeza da sala.
A Arleena obedeceu de novo. Na verdade, ela também tava com preguiça de limpar a sujeirinha nos ladrilhos.
Levantando o saco médio na mão, a Arleena se levantou da posição dela. A Arleena foi direto pra entrada principal do apartamento pra sair.
O código da porta do apartamento tocou. A Arleena abriu a porta e ia passar pela porta do apartamento. Mas um dos pés dela, sem querer, esbarrou em alguma coisa do lado direito.
A Arleena abaixou a cabeça e franziu a testa, vendo uma caixa coberta com um pano branco. A caixa tava do lado direito, perto da parede da porta do apartamento. Infelizmente, como tava coberta com um pano branco, a Arleena não conseguia ver o que tinha dentro da caixa.
Mas a Arleena sentiu um desconforto. Ela ficou parada um tempinho, olhando pra caixa com espanto. A Arleena se lembrou que não tinha pedido nenhum pacote. Não era pra ter chegado nada. Além disso, o pacote da mudança deles só ia chegar três dias depois, porque tava sobrecarregado hoje.
"Será que o Hugo comprou alguma coisa online?", perguntou a Arleena pra ela mesma, baixinho.
A Arleena olhou pra esquerda e pra direita pra ver a situação no corredor. Não tinha ninguém por perto. Parecia muito estranho alguém deixar as coisas de propósito – e seria mais estranho ainda se um pacote fosse entregue no endereço errado.
"Aish... por que eu tô me sentindo tão mal?", resmungou a Arleena de novo.
Finalmente, sem aguentar a preocupação, a Arleena se virou na hora e voltou pra dentro. A Arleena decidiu ir até o Hugo, que ainda tava ocupado limpando.
"Hugo", chamou a Arleena. "Você acabou de pedir alguma coisa na loja online?"
O Hugo parou de se mexer e virou o olhar pra Arleena. As duas sobrancelhas dele se juntaram, surpreso.
"O quê?", perguntou o Hugo. Ele ficou confuso com a pergunta da Arleena. "De jeito nenhum. O que foi?"
A Arleena ficou confusa. Com uma expressão estranha, ela apontou pra fora do apartamento.
"Então, na frente da porta, de quem são as coisas que chegaram?"
Ouvindo a pergunta da Arleena, o Hugo ficou com uma sensação estranha. O Hugo não tinha pedido nada desde ontem. Nesses dias, ele não precisava comprar nada.
"Mas eu realmente não comprei nada", respondeu o Hugo, se levantando devagar. "Tinha coisas lá fora? Sem a descrição do dono?"
"É... eu não tive a chance de ler quem é o dono. Tô com um pressentimento ruim. Tinha uma caixa coberta com um pano branco", explicou a Arleena, com um tom meio nervoso. Dentro dela, ela sentia ansiedade e medo de que o item colocado na frente da porta fosse perigoso.
O Hugo ficou em silêncio, com o olhar fixo do lado de fora do apartamento. Os dois se olharam surpresos por alguns segundos.
Sentindo a curiosidade começar a surgir e atrapalhar a concentração dele, o Hugo finalmente desligou a ferramenta de limpeza da casa. O Hugo foi em direção à Arleena, mas passou por ela sem dizer uma palavra.
A Arleena foi atrás do Hugo. Chegando na porta do apartamento, o Hugo já tava agachado e olhando pra caixa na frente dele.
"Se fosse uma entrega, deveria ter uma carta de endereço no pano", comentou o Hugo.
A Arleena não respondeu. Ela tava olhando com um olhar ansioso.
Depois que o Hugo parou por um tempinho, o Hugo abriu o pano branco que cobria a caixa inteira. O Hugo abriu a trava da tampa da caixa na hora.
"Acho que não pedi nada, e se for um pacote entregue no endereço errado..."
Naquele instante, o Hugo parou de falar. Os olhos dele se arregalaram de surpresa e pânico. Um momento depois, o Hugo de repente cambaleou pra trás, chocado.
"Meu Deus! Por que tem um bebê nessa caixa?!