51. Escreva Todas as Possibilidades
“Você acha que Justin realmente manja o que são coisas de bebê?” perguntou Arleena enquanto desembalava a caixa de coisas de bebê.
Na cadeira, Hugo, que tinha acabado de trocar a fralda do bebê, ficou confuso por um momento. Hugo pareceu estar pensando com uma expressão séria depois de ouvir a pergunta de Arleena. Na real, se você for pensar bem, é meio estranho se Justin souber o que precisa um enxoval de bebê. Pior, Justin deve ter comprado tudo antes de embalar e levar para o apê do Gabriel.
Se Justin é mesmo o culpado, isso é tipo um plano de stalker? Justin preparou tudo desde o começo?
Arleena pegou uma das fraldas abertas e olhou com atenção. Enquanto olhava com uma careta, Arleena se perguntou se Justin tinha estudado sobre bebês e sabia quais fraldas eram boas para os bebês que ele estava cuidando.
Por algum motivo, Arleena achou impossível que Justin soubesse sobre bebês. Porque Justin era a pessoa mais desligada. Como ele ia preparar as coisas do bebê com tanta atenção?
“Sei lá. Talvez ele já tenha planejado tudo isso”, respondeu Hugo, com uma cara de dúvida. Ele não sabia se a resposta dele estava certa ou não. Até respondendo à pergunta de Arleena, ainda tinha uma incerteza no coração dele. “Não tenho certeza se ele estudou sobre as necessidades do bebê ou não.”
“Ele sabe sobre papinhas e leite apropriados para a idade, tamanhos de fraldas, roupas de bebê…” Arleena inclinou a cabeça, sentindo que tinha algo estranho. “Meu Deus. Se for verdade que ele é o culpado que me perseguiu, então ele é muito intencional. Como o Justin, que eu sei que não entende nada de coisas de casa, de repente compra tudo isso para o bebê?”
“É”, respondeu Hugo, que se aproximou de Arleena. Hugo se abaixou com um olhar de espanto para a caixa de coisas de bebê. “Eu não sabia que Justin conseguia ser tão detalhista.”
Hugo pegou um dos pacotes de leite para bebê e olhou com uma cara de surpresa. O tempo todo, Hugo se perguntava como Justin conseguiu aprender todos os detalhes em tão pouco tempo.
“Se ele já preparou esse plano, então ele sabia sobre o bebê que estamos cuidando antes de vir ao restaurante onde você ia com suas colegas de trabalho”, disse Hugo, dando sua opinião.
Arleena franziu a testa e olhou rápido para Hugo. Ainda segurando a bolsa de fraldas, Arleena olhou para Hugo confusa.
“Ele já está me investigando?”
“Provavelmente sim. Preparar tudo isso não ia levar só algumas horas que ele te seguiu para o apê do Gabriel. Outra possibilidade é que Justin também planejou ir ao restaurante onde você estava e, depois, contar para suas colegas.”
Ao ouvir a opinião de Hugo, Arleena arregalou os olhos. Arleena parecia alguém que tinha acabado de se lembrar de algo. Arleena ficou surpresa e deu um tapinha no ombro de Hugo até Hugo fazer uma careta.
“Se for assim, então ele já sabia que eu ia estar no jantar ontem à noite? Ele já sabe minha agenda com minhas colegas de trabalho?” perguntou Arleena, que ficou preocupada na hora.
Hugo ainda estava com a cara de dor, enquanto massageava o ombro que tinha levado o tapa de Arleena. Ele tinha olhado para Arleena, irritado por ela ter batido nele de repente. Mas a irritação durou só um instante.
“Se ele é o culpado, então a resposta à sua pergunta é sim”, respondeu Hugo, com um aceno confiante. “Mas o que eu quero saber é como ele descobriu sobre a agenda do jantar de vocês? Ele não trabalha no seu escritório, Arleena.”
Arleena ficou quieta por um momento. Pensar na resposta à pergunta de Hugo deu arrepios. O cabelo dela ficou em pé. Arleena se perguntou se alguém tinha contado de propósito para Justin sobre o evento. Alguém que também a odiava em segredo.
“Arleena”, chamou Hugo, em tom sério. “Você tem algum problema com alguém além do Justin?”
O olhar de Arleena foi para Hugo, que também demonstrou preocupação no olhar. Arleena balançou a cabeça com uma expressão meio desanimada. Arleena não tinha ideia de que existia alguém que a odiava além de Justin.
“Eu sinto que não tenho problema com ninguém. Meus relacionamentos com os outros estão bons”, respondeu Arleena, com a voz meio lenta.
O coração de Hugo afundou na hora, depois de notar a expressão preocupada de Arleena. Hugo suavizou a cara séria e suspirou fundo. Mesmo que há pouco tempo Hugo tivesse visto Arleena se sentindo aliviada. Mas agora, ver Arleena preocupada o deixou desconfortável também.
“Não acho que exista outra pessoa que seja hostil com você além do Justin.” Hugo deu sua opinião. Ele tentou ajudar a acalmar Arleena.
Arleena hesitou em concordar com o que Hugo disse. Ela sentiu que tinha algo errado se pensasse se alguém era hostil com ela ou não.
“Não sei porque meus sentimentos dizem o contrário do que você disse”, respondeu Arleena, com uma expressão de dúvida.
Hugo imediatamente deu um tapinha no ombro de Arleena para acalmar a mente da mulher. Hugo não queria que Arleena ficasse muito presa em pensamentos ruins.
“Arleena, se você acha que não tem problema com ninguém, não deixe que você crie pensamentos ruins na sua cabeça”, respondeu Hugo.
Arleena olhou para Hugo por um momento. Ela não sabia o que dizer. Por um lado, Arleena ficou aliviada que Hugo estava tentando acalmá-la. Por outro lado, Arleena também se sentiu culpada por incomodar Hugo.
“Eu não esperava que ele agisse assim”, respondeu Arleena, antes de soltar uma respiração forte e colocar o pacote de fraldas de volta na caixa.
“Nós ainda não sabemos ao certo, mas -”
Antes que Hugo pudesse terminar a frase, teve o som de um bebê chorando alto. Hugo e Arleena olharam na hora para o bebê na caixa do berço. Os rostos deles ficaram em pânico enquanto olhavam para o berço por alguns segundos.
“Ué, ele está chorando!” Hugo foi o primeiro a se levantar da posição e se aproximar correndo do berço.
Arleena também se levantou com uma expressão preocupada. Ela correu para o berço e viu que o bebê já estava nos braços de Hugo.
“Ssshhh... ssshhh...” Hugo fez um som baixo enquanto dava leves tapinhas nas nádegas do bebê em seus braços. Hugo tentou acalmar enquanto movia seu corpo para a direita e para a esquerda lentamente.
Arleena ainda estava olhando para o bebê nos braços de Hugo com um olhar preocupado. O tempo todo, Arleena estava ansiosa que o bebê nos braços de Hugo não parasse de chorar.
“Ele fez xixi e cocô. Provavelmente ele está chorando porque quer ser pego no colo”, disse Arleena, que olhou para o bebê nos braços de Hugo com um olhar esperançoso.
Hugo virou a cabeça para Arleena sem parar seus movimentos. Durante esse tempo, Hugo engoliu a saliva, pois percebeu que ia ficar com dor na mesma posição enquanto o bebê estivesse confortável.
“Arleena…” disse Hugo em voz baixa.
Arleena ficou um pouco surpresa quando o choro do bebê diminuiu lentamente nos braços de Hugo. Com aquela expressão surpresa, Arleena olhou para Hugo antes que um sorriso aparecesse gradualmente.
“Hugo, aquele bebê se sente confortável perto de você”, respondeu Arleena com uma expressão chocada.
Hugo fez uma careta sem dizer nada. Ele então voltou o olhar para o bebê em seus braços. O choro do bebê tinha diminuído completamente.
Por um lado, Hugo se sentiu aliviado que o bebê em seus braços não estava mais chorando. Mas, por outro lado, Hugo se perguntou como ele poderia ficar na mesma posição por horas.
“Devo chamar isso de azar ou não?” perguntou Hugo em um tom que soava quase como um sussurro.
Arleena espontaneamente cobriu a boca para abafar o som do riso, então uma mão deu um tapinha no ombro de Hugo muito levemente. Ela realmente não esperava que Hugo pudesse acalmar um bebê.
“Nossa, você está exalando a aura de pai!” disse Arleena com um tom e olhar entusiasmados.
Hugo imediatamente fez uma expressão irritada para Arleena porque sentiu que Arleena estava provocando ele. Hugo não esperava que Arleena desse dois tapinhas em seu ombro enquanto acenava lentamente com a cabeça.
“Só continue com seu trabalho. Eu vou limpar as coisas”, disse Arleena, segurando um sorriso provocador para Hugo.
“Ei, Arleena. Como eu estou?” perguntou Hugo meio baixo.
Arleena, que já tinha se afastado da presença de Hugo, apenas encolheu os ombros. Ela não respondeu nada, mas sua expressão que sorria provocando para Hugo implicava que ela não queria saber sobre a dor de Hugo.
De repente, Hugo mostrou um olhar de aborrecimento em seu rosto. Ele sentiu vontade de beliscar Arleena se não percebesse imediatamente que estava segurando um bebê.
“Eu não sabia que ela era tão chata”, respondeu Hugo em uma voz murmurada.