48. Como Cuidar Deste Bebê?
“A gente não precisa ficar pensando em como o Justin apareceu, Hugo. O importante é a gente garantir que o bebê que a gente tá cuidando não seja afetado pelas atitudes do Justin”, falou a Arleena no meio do silêncio entre ela e o Hugo.
“No fim das contas, a gente ainda precisa descobrir por que o Justin veio e espalhou boatos sobre o bebê que a gente tá cuidando”, respondeu o Hugo, ainda defendendo a opinião dele. “Se a gente souber por que o Justin ainda tá te seguindo, tipo... ele ainda tá meio que te vigiando, a gente com certeza vai ter uma pista do que ele tá planejando.”
A Arleena observou o Hugo com uma expressão surpresa no rosto, mas também esboçou um sorriso zombeteiro.
“Ah, olha você todo pensativo, Hugo. Parece que você quer aprender a ser detetive de improviso”, retrucou a Arleena, num tom que provocava o Hugo de propósito. “Sabe, não vai ser tão fácil pra gente descobrir quais são as intenções do Justin. Não seria melhor descobrir como proteger o bebê? Ou como evitar que os boatos se espalhem entre meus colegas de trabalho?”
O Hugo concordou com a cabeça, apontando pra Arleena com os palitinhos de hashi na mão. Ele não ligou muito pra provocação que a Arleena tinha feito antes.
“É verdade, mas já que a fonte do problema é o Justin, então a gente precisa descobrir mais detalhes”, respondeu o Hugo com um olhar sério.
A Arleena assentiu com a cabeça. “Devo tentar me aproximar do Justin?”
O movimento do Hugo, que ia levar comida à boca, parou na hora. O Hugo hesitou por um momento e olhou pra Arleena com uma expressão confusa no rosto. A pergunta da Arleena soou ridícula aos ouvidos dele. Por isso, a expressão do Hugo franziu pra Arleena.
“Não sei por que você pensaria numa coisa tão ridícula. Não tem como você querer se aproximar do Justin só pra descobrir por que ele se aproximou de você”, respondeu o Hugo, num tom um tanto agressivo.
A Arleena franziu a testa com um sorriso ingênuo. Depois de ouvir as palavras do Hugo, a Arleena sentiu que o Hugo parecia alguém que estava segurando a onda do ciúme. A Arleena não conseguiu se conter e começou a rir logo depois que o Hugo terminou de falar.
Porque a Arleena riu, o Hugo imediatamente olhou pra ela com um olhar estranho. A irritação no rosto do Hugo foi sumindo aos poucos, enquanto sua expressão mudava pra mostrar confusão.
“Por que você tá rindo?”, perguntou o Hugo, olhando pra Arleena de forma estranha.
A Arleena ainda estava cobrindo a boca, no meio da risada e balançando a cabeça. Ela não esperava que o Hugo fosse parecer alguém com ciúmes. Os dois eram amigos desde criança, e a Arleena ainda sabia muito bem como o Hugo se sentia quando tinha ciúmes dela. Mesmo que o Hugo parecesse orgulhoso e não quisesse demonstrar muito seus sentimentos de ciúme, a Arleena ainda conseguia perceber.
“Você tá com ciúmes?”, perguntou a Arleena depois que ela parou de rir.
O Hugo ficou imediatamente surpreso ao ouvir a pergunta da Arleena. Na hora, ele se sentiu estranho. Ele não sabia se respondia com sinceridade ou não. Embora, no fim, o Hugo só tentasse pigarrear pra esconder o nervosismo.
“Como assim?”, perguntou o Hugo com um olhar um pouco atordoado. O Hugo não queria olhar nos olhos da Arleena.
A Arleena esboçou um sorriso, e então acabou soltando um sorriso zombeteiro.
“Ah, meu Deus. Acontece que você ainda consegue sentir ciúmes se eu me aproximar de outro cara. Mas, infelizmente, você não quer demonstrar muito seu ciúme.” A Arleena deu um sorriso significativo no final da frase, e também um olhar meio enviesado. Provocando o Hugo de propósito pra causar ainda mais nervosismo no homem.
Porque ele recebeu um monte de provocações da Arleena, o Hugo imediatamente soltou uma risadinha. O Hugo não queria demonstrar muito se ele realmente estava nervoso na frente da Arleena.
“Cala a boca, Arleena. Você é tão chata. Eu tô te perguntando sério”, disse o Hugo, que fingiu de propósito mostrar uma expressão séria.
A Arleena ainda sorria pra segurar a risada, e então assentiu várias vezes, devagar. A aura de seriedade do Hugo fez com que ela sentisse arrepios. Por isso, a Arleena tentou segurar a risada, mesmo que seu rosto ainda parecesse que ela estava rindo do Hugo.
“Desculpa. Eu só não esperava que você fosse parecer que tava com ciúmes de mim”, respondeu a Arleena com uma risadinha. “Se você soubesse, eu não tinha intenção nenhuma de me aproximar do Justin. Por que eu ia me aproximar de alguém que não merece estar na minha vida? Que ridículo.”
O Hugo ainda estava encarando a Arleena com irritação, mas, na verdade, estava secretamente aliviado. A preocupação dele de que ele não queria que a Arleena se aproximasse do Justin sumiu na hora. O Hugo tinha se acalmado, então a irritação no rosto dele foi sumindo aos poucos.
“Quem tá com ciúmes de você?”, perguntou o Hugo com uma expressão que fingia ser cínica. Ele fez isso de propósito pra que a Arleena não soubesse dos sentimentos nervosos dele. “Eu só tô tentando te proteger de gente como o Justin. Eu conheço sua família muito bem. Não tem como eu te deixar escapar da minha responsabilidade.”
“Que responsabilidade você tá falando?”, perguntou a Arleena com uma risadinha. Essa foi a primeira vez que ela ouviu o Hugo ser tão gentil com ela. “Você nem é meu pai ou minha mãe. Por que você tá tão preocupado em cuidar de mim?”
O Hugo suspirou pesadamente. Ele esperava que a Arleena continuasse o pressionando com perguntas assim.
“Ah, eu te deixei pra ir pra algum lugar bem longe e não pude ficar de olho em você. Vê o que acontece quando ninguém te protege como eu? Você conheceu e teve um relacionamento com o Justin em vez disso, você deveria ter terminado o relacionamento quando descobriu que aquele idiota te traiu na primeira vez. Você ainda continuou no relacionamento mesmo depois que aquele babaca te traiu cinco vezes.”
Enquanto ela ouvia o Hugo falando um monte de conselhos, a Arleena não conseguiu evitar um sorriso. Foi tão bom perceber o quanto o Hugo se importava com ela. Pra ser sincera, a Arleena tava com saudade do Hugo, que tinha ido pra fora a trabalho há três anos. A Arleena sentia que ninguém tinha a protegido tão fortemente quanto o Hugo.
Agora, a Arleena sentia aquele cuidado e proteção fortes de novo, vindos do Hugo. A Arleena ficou comovida e aliviada. Ela nunca tinha tido alguém com um olhar tão carinhoso nos olhos como o Hugo, mesmo que ele muitas vezes parecesse irritado com ela. Mesmo assim, a Arleena entendeu que o Hugo só queria garantir que nada de ruim acontecesse com ela.
“Ah, a gente se conhece desde criança e você deveria saber como eu sou. Eu tô no relacionamento porque quero ver como aquele babaca vai se desenvolver”, respondeu a Arleena. “Eu não sou burra. Eu não sou uma mulher burra. Por isso, eu o humilhei na hora na frente de todos os membros da minha família e dele.”
O Hugo olhou pra Arleena, que respondeu com um tom de voz entusiasmado. O Hugo não disse nada. Ele deixou a Arleena se defender, mesmo sabendo que devia haver dor que a Arleena sentia.
Depois de soltar um suspiro de alívio, a Arleena sorriu amplamente e encostou as costas na cadeira. A Arleena cruzou os braços e assentiu com a cabeça, devagar.
“Ah... esse foi um momento muito satisfatório pra mim, sabe? Se você sentisse como meu coração tava disparado...” A Arleena fechou os punhos e bateu no próprio peito. A expressão dela parecia tanto entusiasmada quanto aliviada. “Foi uma sensação emocionante! Ver a expressão do Justin, que parecia mole e incapaz de fazer nada porque foi humilhado na frente de tanta gente, ah, meu Deus!”
Vendo a Arleena que realmente parecia muito entusiasmada, o Hugo não conseguiu evitar um sorriso. O Hugo sabia o suficiente pra saber que a Arleena já estava muito feliz, mesmo que fosse só humilhando o Justin na frente de muita gente. Por outro lado, o Hugo também sentiu a mesma satisfação.
Desde que os dois eram amigos, o Hugo sabia que a Arleena era alguém com um caráter muito corajoso. O Hugo não se importava com as atitudes e ações da Arleena, que muitas vezes eram inesperadas e ultrapassavam os limites normais.
“É verdade. Eu sinto o que você sente”, respondeu o Hugo com uma risadinha e um breve aceno de cabeça. “Você tem que fazer coisas que ultrapassam o limite como punição pra quem te machuca. Não se deixe ser pisoteada.”
A Arleena assentiu com a cabeça enquanto ouvia as palavras do Hugo. Naquele momento, a Arleena não sentia mais o nervosismo da aura de seriedade do Hugo. Tudo já estava mais apagado e calmo do que antes.
“Eu não esperava que fosse experimentar uma sensação tão agradável. Por isso, escolhi ganhar tempo pra terminar com o Justin. Eu queria encontrar mais evidências pra poder envergonhá-lo ao máximo.”
“Sim, você não é uma mulher burra. Eu não tô dizendo que você é uma mulher burra, só que você não se ama. Mas ouvir seu raciocínio agora... eu tô bem aliviado. Pelo menos você não tá presa num relacionamento que é uma perda de tempo, Arleena.”
Ouvir as palavras do Hugo aqueceu o coração da Arleena. A Arleena assentiu com a cabeça com um olhar calmo nos olhos e um sorriso.
“Sim, tudo bem. Eu entendo, Hugo”, respondeu a Arleena.
O Hugo só suspirou suavemente, sem perder o sorriso caloroso que curvava seu rosto. O Hugo observou a Arleena, que ainda estava contando continuamente os eventos durante a ausência dela. O Hugo não tinha intenção de desviar os olhos da Arleena.
Por alguma razão, enquanto ouvia a história da Arleena, o Hugo só conseguia sorrir. A irritação dele com o Justin se dissolveu na hora. Era como se o Hugo sentisse uma sensação antiga surgindo no peito dele. Era uma sensação de cócegas que vinha com um movimento estranho, mas o Hugo achou tudo agradável.
O Hugo apoiou o queixo com as duas mãos fechadas. Enquanto mastigava, o Hugo, de vez em quando, assentia em compreensão à história da Arleena. De vez em quando, o Hugo também ria quando a Arleena usava gestos bem bobos aos olhos dele.
“Eu não esperava que ela fosse acreditar que eu não fiz nada. Ele acha que eu sou uma mulher que só se submete quando sou maltratada? Claro que não. Se ele pode me humilhar com o comportamento dele de mulherengo, então eu posso humilhá-lo também”, contou a Arleena com grande entusiasmo.
“Sim, você não é uma mulher burra. Eu não tô dizendo que você é uma mulher burra, só que você não se ama. Mas ouvir seu raciocínio agora... eu tô bem aliviado. Pelo menos você não tá presa num relacionamento que é uma perda de tempo, Arleena.”
Ouvir as palavras do Hugo aqueceu o coração da Arleena. A Arleena assentiu com a cabeça com um olhar calmo nos olhos e um sorriso.
“Sim, tudo bem. Eu entendo, Hugo”, respondeu a Arleena.
O Hugo só suspirou suavemente, sem perder o sorriso caloroso que curvava seu rosto. O Hugo observou a Arleena, que ainda estava contando continuamente os eventos durante a ausência dela. O Hugo não tinha intenção de desviar os olhos da Arleena.
Por alguma razão, enquanto ouvia a história da Arleena, o Hugo só conseguia sorrir. A irritação dele com o Justin se dissolveu na hora. Era como se o Hugo sentisse uma sensação antiga surgindo no peito dele. Era uma sensação de cócegas que vinha com um movimento estranho, mas o Hugo achou tudo agradável.
O Hugo apoiou o queixo com as duas mãos fechadas. Enquanto mastigava, o Hugo, de vez em quando, assentia em compreensão à história da Arleena. De vez em quando, o Hugo também ria quando a Arleena usava gestos bem bobos aos olhos dele.
“Eu não esperava que ela fosse acreditar que eu não fiz nada. Ele acha que eu sou uma mulher que só se submete quando sou maltratada? Claro que não. Se ele pode me humilhar com o comportamento dele de mulherengo, então eu posso humilhá-lo também”, contou a Arleena com grande entusiasmo.
O Hugo soltou uma risadinha, enquanto apontava pra Arleena e concordava com a cabeça em apoio.
“É verdade. Eu concordo com a sua opinião. Ela não sabe com quem tá lidando”, disse o Hugo, que entrou na conversa, com a voz soando muito entusiasmada em apoio à Arleena.
“Certo?”, a Arleena bateu palmas uma vez, enquanto sorria com orgulho. “É, mas a gente não pode ficar só nisso. A gente ainda não acabou com o Justin. Ah, droga... eu me pergunto o que ele vai fazer em seguida.”
“Eu tô sentindo a mesma coisa”, respondeu o Hugo.
A Arleena e o Hugo fizeram expressões sérias. Os dois ficaram sérios por alguns segundos. Nada tinha passado pela cabeça deles sobre os possíveis planos do Justin.
Por que era tão difícil adivinhar o Justin?