127. Reunião de Emergência!
Depois de saber que a Clarice voltou pra casa viva naquele dia, a Aurélia decide fazer uma reunião de emergência com as parceiras dela no crime na casa do Kaspar pra decidir qual ia ser o próximo passo, já que a vítima delas ainda tá viva.
A Aurélia chegou na casa do Kaspar dez minutos antes, enquanto a Viviana chegou quinze minutos depois.
Elas se sentaram num sofá no segundo andar da casa do Kaspar.
A Viviana olhou pro Kaspar com raiva. "Eu te paguei 5 milhões pra matar a Clarice, mas por que ela voltou pra casa hoje, viva e bem?" ela perguntou indignada.
"Você não conseguiu matar ela de verdade da segunda vez! Como você pode ser tão descuidado?" a Aurélia bronqueou, com os olhos brilhando de raiva e decepção. "Eu te paguei 5 milhões pra acabar com a vida dela de vez, sem chance de voltar. Por que você não garantiu que ela ia morrer no oceano? Por quê?"
O Kaspar suspirou pesado. "Meninas, por favor, não me culpem tão rápido. Eu fiz o meu melhor pra eliminar a Clarice. Joguei ela no oceano. Tenho certeza que ela nunca ia sobreviver. O cruzeiro tava navegando naquela hora, e a gente tava no meio do mar azul, sem terra à vista. Mesmo que ela soubesse nadar, ela não ia conseguir nadar muito longe e ia ter ataques de tubarão", ele disse, se defendendo.
"A Clarice viu a sua cara antes de você jogar ela no mar?" a Viviana perguntou ansiosa.
O Kaspar balançou a cabeça. "Sim, ela me conhece. Eu tive a sensação de que ela ia vir atrás da gente pra se vingar dessa vez."
A cor sumiu da cara da Viviana e da Aurélia.
"O marido dela, o Alfa Callum, ia nos matar!" a Aurélia estremeceu de medo.
"Sim, com certeza, e eu também tô em perigo", a Viviana disse, aterrorizada.
"Ela ainda não sabe que você tá envolvida com o Kaspar e comigo. Você ainda tem tempo de fugir. Vá agora, bem longe, antes que a Clarice saiba que nós três planejamos a morte dela no cruzeiro", a Aurélia falou.
"Não, não pode ser! Justo quando eu achei que tava perto de conseguir meu "Ex-marido" de volta, a Clarice ressurge de repente! Por que isso tá acontecendo? Por quê?" a Viviana chorou, desesperada, em pânico.
O Kaspar suspirou. "Eu acho que a Clarice foi protegida pela "Deusa da Lua". Eu falhei em matar ela da primeira vez, e depois da segunda vez eu também não consegui acabar com a vida dela. Agora eu tô sem tempo pra matar ela. Não vai ter uma terceira vez. Dessa vez, nós é que vamos ser caçados. Ela vai vir atrás da gente pra se vingar", ele disse desanimado. Ele tá com a sensação de que a morte tá chegando.
A Viviana ficou furiosa. "É culpa sua! Eu te paguei uma grana alta, mas você falhou. Então o que você vai fazer agora? Deixar as coisas como estão? Você não vai fazer nada pra terminar o trabalho?" ela perguntou, olhando pra ele com raiva.
O Kaspar abaixou o olhar.
"Me devolve meu dinheiro, porque você não fez o trabalho que eu te paguei!" a Viviana exigiu furiosamente.
O Kaspar balançou a cabeça com tristeza. "O dinheiro já foi. Eu perdi tudo em jogos online. Esse lugar é a única coisa que eu tenho no momento."
A Aurélia suspirou e olhou pra Viviana. "Vamos parar de culpar ele. Em vez de ficar se culpando, a gente devia começar a pensar em maneiras melhores de matar a Clarice pela terceira vez. Vamos garantir que ela não sobreviva dessa vez", ela disse, com os olhos brilhando de intenção assassina.
"Canalha!" a Viviana zombou do Kaspar. "Eu fui burra de confiar em vocês dois! Me arrependo de ter conhecido vocês! Gente inútil!" ela acrescentou indignada, com as narinas se dilatando.
A Aurélia ficou irritada, mas controlou a raiva. Essa não é hora de perder o controle e revidar. Elas têm uma crise nas mãos. Elas precisam pensar numa solução rápida pra resolver o problema delas. "Por favor, se acalma, Viviana. Essa não é hora de começar a jogar xingamentos uma na outra. A gente devia pensar numa solução pra acabar com a Clarice de vez", ela disse calmamente.
"Não! Eu não quero mais me envolver nesse grupo. Vocês tão fazendo um trabalho horrível em matar a Clarice. Eu vou achar outra pessoa pra fazer o trabalho, e vou garantir que ela morra dessa vez! Eu tô fora!" a Viviana disse furiosamente, indo em direção à porta. Ela olhou pra cúmplice dela pela última vez antes de sair da sala. "Nossa comunicação acaba nesse exato minuto. Não me contatem de novo!" Ela avisou.
"Boa sorte!" o Kaspar disse, irritado.
A Viviana saiu da sala, batendo a porta com força total.
A Aurélia balançou a cabeça, parecendo perturbada e incomodada. "Eu tô preocupada que o Alfa Callum e a Clarice cheguem de repente na casa do meu "Marido" e exijam que eu seja executada por ser a mente por trás da queda da Clarice. Meu "Marido" vai descobrir meus segredos sombrios! Eu não posso permitir que isso aconteça!" ela disse com um tom horrorizado. "O que a gente faz agora?" ela perguntou, em pânico, olhando pra sua parceira no crime em busca de uma solução.
"Se a Clarice viesse sozinha, eu podia matar ela fácil, porque ela não passa de uma mulher fraca. Mas se ela vier com o marido e os homens dele, eu não posso mais garantir a vitória. Então eu sugiro que você fuja agora. Se salve", o Kaspar disse pra ela.
"E você? Você não vai fugir também?" a Aurélia perguntou, se levantando, pronta pra sair.
"Eu não vou a lugar nenhum. Eu vou ficar aqui nesse lugar que eu chamo de lar. Eu vou esperar aqui a Clarice pra encarar a fúria dela", o Kaspar respondeu calmamente.
"Por que você não vem comigo? Vamos fugir juntos pra um lugar bem longe", a Aurélia sugeriu.
O Kaspar balançou a cabeça. "Não. Você vai sozinha. Eu vou ficar aqui. Se eu morrer, que seja. Depois de perder meu dinheiro com jogos online, eu não tenho mais forças pra continuar vivendo. Eu tô acabado. Eu vou encarar a minha morte com coragem quando ela finalmente bater na minha porta", ele disse, com o rosto envolto em profunda tristeza e derrota.
A Aurélia balançou a cabeça. "Eu odeio te ver assim, já desistindo da vida."
"Eu não tô desistindo ainda, porque eu ainda tenho minha casa, meu negócio ainda tá bombando, apesar de ter perdido muita grana com meu vício em jogos online. Eu consigo sobreviver mais um dia. Mas se a Clarice e o marido dela vierem com tudo, eu posso não sobreviver. Então fuja agora, enquanto você ainda tem chance. Vá!" ele diz urgentemente.
A Aurélia se levantou e foi em direção à porta. "Adeus, meu amigo."
"Adeus", o Kaspar respondeu suavemente.
A Aurélia já tinha ido.
O Kaspar agora estava sozinho no sofá. Sua parceira no crime já tinha deixado ele. O que fazer agora?
"A vida tem que continuar!" ele disse, se levantando. Ele desceu as escadas e reabriu sua loja, esperando novos clientes pra buscar sua experiência em leitura de mãos e previsões.
Enquanto isso...
A Viviana pode ser vista dirigindo seu carro em uma rodovia movimentada, indo em direção à sua propriedade à beira-mar. Ela quer ver o oceano pra clarear a névoa na mente dela, pra que ela possa pensar numa solução melhor pro problema atual dela.
A visão do mar sempre acalma os nervos dela.
Depois de meia hora de viagem, ela finalmente chegou na sua propriedade à beira-mar. Ela viu os homens ocupados com a construção da casa.
Em três meses, a nova casa dela vai estar pronta. Ela queimou a casa antiga dela porque queria voltar com seu "Ex-marido", mas isso é um sonho distante agora que a Clarice voltou viva, louca pra expulsá-la da mansão.
Ela queria que a Clarice tivesse morrido no oceano.
Ela sonhava em se casar com seu "Ex-marido" pela segunda vez.
Mas é impossível agora!
Ela tá brava porque a Clarice não morreu depois de pagar 5 milhões pro Kaspar!
Uma perda de dinheiro!
Tão chato!
GRRR! Ela quer destruir alguma coisa, qualquer coisa! Ela tá frustrada e irritada.
Ela se aproximou do "Cuidador" e pediu a chave do seu barco.
Ela entrou no barco e foi pro mar em alta velocidade, cortando a água calma de forma selvagem pra satisfazer a raiva crescente dentro dela.
Depois de alguns minutos de direção que bomba adrenalina, ela finalmente se acalmou. Ela tentou parar o barco, mas pra sua surpresa, ele continuou indo, cada vez mais longe da praia. "O que tá acontecendo?" ela perguntou em horror, porque ela não conseguia mais mexer as mãos. Ah, não! O corpo inteiro dela tava congelado!
"Continue indo, Viviana. Não pare até morrer!" uma voz de mulher sussurrou no ouvido dela.
"Quem é você? Onde você tá?" a Viviana perguntou em horror depois de ouvir uma voz familiar. A voz parecia com a da rival dela. "Clarice, é você? Por que eu não consigo te ver?"
"Sim, sou eu, a Clarice, na sua frente, vadia! Então você pagou 5 milhões pro Kaspar pra me matar? Pra você poder voltar com meu "Marido"? Você é tão má! Você tá disposta a matar uma mulher inocente pra satisfazer sua ganância e inveja. Graças a Deus, você não conseguiu. Eu tô aqui agora pra me vingar. Você vai morrer no oceano hoje como punição!"
"Não! Por favor, me perdoe. Eu não posso morrer hoje! Eu tenho uma filha pequena que precisa de mim! Eu não posso morrer ainda! Por favor, me perdoe. Me dê uma segunda chance. Eu não vou te machucar de novo! Por favor, poupe minha vida dessa vez", a Viviana implorou. Lágrimas de arrependimento e desespero encheram seus olhos.
"Desculpa, vadia. Sem segundas chances pra você. Sua alma é muito escura. Eu acho que você nunca vai mudar, mesmo que te deem várias chances. Você vai morrer hoje. Não se preocupe, eu vou cuidar da sua filha por você. Eu vou garantir que ela não siga os seus passos. Eu vou criá-la bem junto com meu "Filho". Agora é hora de você morrer. Descanse em paz!" a Clarice disse, com a voz fria e sem coração.