33. Estou Preocupado!
Uma mulher desceu da escada de madeira e olhou para os visitantes. "O que posso fazer por você, senhor?" ela perguntou, olhando para a mulher inconsciente em seus braços. "O que aconteceu com ela?" ela perguntou.
"Minha 'esposa' desmaiou de repente", respondeu Alfa Callum.
"Oh, vamos levá-la para cima, para a minha casa, para que eu possa ajudá-lo a reanimá-la", ofereceu a mulher gentilmente.
"Está tudo bem?" Alfa Callum perguntou. Ele não queria se impor ao dono da casa.
"Sim, por favor. Minha casa está sempre aberta para quem precisa da minha ajuda", disse a mulher gentilmente.
"Obrigado", Alfa Callum pegou o corpo inconsciente de Clarice e a carregou para cima, para a sala de estar da casa de madeira.
"Leve-a para o meu quarto, senhor, e coloque-a na cama", ordenou a mulher.
Alfa Callum obedeceu e gentilmente abaixou o corpo de Clarice na cama de madeira.
"Por que ela desmaiou?" a mulher começou a fazer perguntas. "Vocês não são daqui, certo?" ela perguntou.
"Sim. Viemos da cidade. Estamos aqui para visitar nosso 'filho' e trazê-lo de volta para a cidade. Mas quando chegamos à casa perto do rio, ela já estava deserta. E quando perguntamos ao 'velho' sentado na cadeira de balanço do lado de fora da sua casa sobre o que aconteceu com as pessoas que viviam nas casas perto do rio... ele nos disse que todos morreram quando o rio transbordou e inundou as casas, matando todos", explicou Alfa Callum, sombriamente.
"Oh, isso não é verdade..." disse a mulher, corrigindo a informação falsa dada por seu pai que sofria de demência.
"O que você quer dizer?" Alfa Callum perguntou, confuso.
"Sim, é verdade que há pessoas que morreram durante as fortes enchentes, mas muitas pessoas sobreviveram", explicou a mulher.
A esperança surgiu no coração de Alfa Callum. "Posso saber os nomes dos sobreviventes?" ele perguntou, animado.
"Hum, quem são essas pessoas que você está procurando? Diga-me seus nomes. Talvez eu as conheça", perguntou a mulher curiosa.
"Os nomes do casal são Marina e Carlos, e o nome do menino é Caden", disse Alfa Callum.
A mulher sorriu. "Eles estão vivos. Eles sobreviveram à enchente!"
Alfa Callum sorriu de alegria. Seu coração estava transbordando de felicidade. "Posso saber onde eles estão?" ele perguntou, animado.
"Os sobreviventes estão atualmente hospedados na quadra de basquete, enquanto os funcionários da vila ainda estão debatendo para onde realocá-los. Eles não podem voltar para suas casas perto do rio porque as enchentes podem ocorrer novamente no futuro", elaborou a mulher.
"'Senhora', você pode nos levar à quadra de basquete, por favor?" ele perguntou educadamente.
"Claro!" respondeu a mulher. "Sinto muito pelo alarme falso. O 'velho' lá fora é meu pai. Ele tem demência. Por favor, perdoe-o. Ele não quis dizer isso", ela se desculpou.
"Está tudo bem. Não é culpa dele", Alfa Callum finalmente entendeu a razão pela qual o 'velho' lhes deu informações falsas.
Clarice se mexeu, e seus olhos se arregalaram. Lembrando-se do que havia acontecido, ela voou para os braços de Alfa Callum e começou a soluçar histericamente. "Por favor, me diga, nosso 'filho' ainda não está morto. Eu não posso aceitar que Caden já esteja morto! Eu simplesmente não consigo!" ela soluçou. Sua voz perturbada encheu a sala.
Alfa Callum esfregou as costas de Clarice gentilmente. "Shh, pare de chorar. Tenho boas notícias para você. Marina e seu marido, incluindo nosso 'filho', ainda estão vivos. Eles estão atualmente alojados na quadra de basquete, esperando a realocação", disse ele alegremente.
"Isso é verdade?" Os olhos de Clarice se arregalaram de surpresa e choque. "Nosso 'filho' ainda está vivo?" ela perguntou, não querendo se decepcionar novamente.
"Sim, senhora, eles estão seguros e vivos", interveio a mulher.
Clarice finalmente notou seus arredores. Ela estava atualmente deitada em uma cama em um quarto desconhecido. "Onde estamos? De quem é esta casa?" ela perguntou, olhando para a mulher.
"É a casa da 'Senhora'. O 'velho' do lado de fora da casa era seu pai, que sofria de demência. Ele não estava nos dando a informação correta. Foi a 'Senhora' quem me disse que Marina, Carlos e Caden são um dos sortudos que sobreviveram à enchente", explicou Alfa Callum. "E ela está disposta a nos acompanhar até a quadra de basquete para vê-los", acrescentou.
Clarice sorriu para a mulher. Um enorme alívio a inundou. "Muito obrigada, 'Senhora'. Estou aliviada agora", disse ela em um tom grato. Lágrimas de felicidade brilharam em seus olhos.
"Não mencione isso. Fico feliz em poder ajudar vocês", disse a mulher com um sorriso.
Aos poucos minutos, a 'irmã da mulher' chegou para cuidar de seu pai. A mulher entrou no carro e acompanhou o casal até a quadra de basquete, onde o centro de evacuação temporário estava sendo realizado para abrigar os sobreviventes das enchentes.
A quadra de basquete estava lotada de barracas e um pouco barulhenta.
O casal se aproximou do 'oficial' encarregado do centro de evacuação e perguntou sobre Marina e Carlos.
O 'oficial' os acompanhou até a barraca nº 5.
Alfa Callum e Clarice entraram na barraca e viram Marina, segurando um menino com aparência fraca em seus braços, que era Caden. Seu coração estava batendo rapidamente de medo. O que está acontecendo com seu 'filho'? Isso não é o que ela imaginava ver.
Marina ficou surpresa ao ver sua prima entrar na barraca. Alfa Callum ficou do lado de fora da barraca por causa do espaço apertado lá dentro.
Clarice correu para o lado de sua prima. "Marina, o que aconteceu com Caden?" ela perguntou ansiosamente, notando o rosto pálido de seu 'filho'. Ele estava dormindo no momento.
Lágrimas brilharam nos olhos de Marina. "Ele está com febre alta agora. Já faz uma semana. Sua febre é intermitente. Geralmente é muito alta à noite. Eu não sei o porquê. Já demos remédio a ele, mas ele ainda está com febre. Não podemos levá-lo ao hospital porque não temos dinheiro. Perdemos tudo na enchente", ela chorou em desespero.
Clarice abraçou sua prima, compadecendo-se de sua situação terrível. "Não se preocupe mais, estamos aqui para ajudar e tirar você dessa miséria. Vou cuidar do meu 'filho' a partir de agora", disse ela, levantando a forma adormecida de seu 'filho' em seus braços e plantando um beijo em sua testa quente. Uma mistura de preocupação e alívio tomou conta de seu coração.
"Caden está dormindo agora, ele vai acordar mais tarde", disse Marina, com os olhos marejados.
Clarice deu alguns passos em direção a Callum e colocou Caden em seus braços. "Segure nosso 'filho' para mim. Só preciso conversar com minha prima por um minuto", disse ela.
"Por que o corpo dele está quente? O que há de errado com nosso 'filho'?" ele perguntou preocupado.
"Ele teve febre alta e, apesar do remédio que eles deram a ele, ele não está melhorando. Uma semana de febres altas recorrentes está me preocupando. Precisamos levá-lo ao hospital mais próximo antes que sua febre se torne séria", disse Clarice ansiosamente.
Alfa Callum plantou um beijo na testa de seu 'filho'. "'Filho', de agora em diante, vamos cuidar de você. Vamos mantê-lo seguro, longe do perigo", ele sussurrou, suas palavras transbordando de amor pelo 'filho' que finalmente conheceu e segurou carinhosamente em seus braços. Por um momento, suas preocupações e medos derreteram, e ele se alegrou. Segurar seu 'filho' em seus braços fez seu coração se encher de orgulho.
De volta à barraca, as duas mulheres podem ser vistas conversando entre si.
Clarice abraçou sua prima com força. "Pare de chorar, não fique mais triste. Viemos para ajudar você e seu marido, então não se preocupe mais. A propósito, onde está Carlos?" ela perguntou quando não conseguiu encontrá-lo dentro da barraca.
"Ele está tentando encontrar um veículo para que possamos levar Caden ao hospital", respondeu Marina, com lágrimas nos olhos.
Clarice suspirou. "Não se preocupe mais, temos tudo sob controle. Compramos mantimentos para você e também lhe daremos dinheiro, para que você possa começar de novo. Ajudaremos você a construir sua casa. Voltaremos aqui depois de levar Caden ao hospital, ok?"
"OK. Muito obrigado!" Marina balançou a cabeça, muito aliviada.
"Quem é aquele cara? Eu nunca o vi antes?" Marina perguntou curiosa, olhando para o cara que segurava Caden em seus braços com carinho.
"Ele é o pai de Caden. Ele é aquele de quem eu te falei antes", respondeu Clarice.
Marina sorriu. "Finalmente! Estou feliz por você, prima."
As mulheres se abraçaram.
"Muito obrigado por cuidar bem do meu 'filho' por tanto tempo. Eu realmente agradeço", disse Clarice, grata.
"De nada. Caden é um bom menino. É um prazer criá-lo. Vá agora e leve-o ao hospital para que sua febre alta finalmente pare. Estou profundamente preocupada com sua febre intermitente, que parece nunca parar", disse Marina, preocupada. "Contarei sobre você para Carlos quando ele voltar."
"Tudo bem, estamos saindo agora. Mas você tem que vir conosco para o carro porque vamos te dar os mantimentos e o dinheiro", disse Clarice.
"OK." Marina seguiu sua prima até o veículo.
Clarice tirou cinco sacolas de mantimentos do porta-malas do carro e as colocou no chão na frente de sua prima. Então ela pegou o envelope grosso cheio de dinheiro de sua bolsa e o deu para Marina. "Este dinheiro pode ajudar você e Carlos a recomeçarem suas vidas."
Marina aceitou alegremente o dinheiro porque precisava muito dele. "Muito obrigado pela ajuda, prima. Eu a agradeço muito."
"OK. Estamos saindo agora, indo para o hospital mais próximo para que Caden finalmente possa receber o remédio certo para sua condição." Clarice olhou para sua acompanhante.
Alfa Callum caminhou em direção a Marina e disse: "Obrigado por cuidar do nosso 'filho'. Agradecemos sua gentileza e trabalho duro em criar nosso 'filho' em nosso nome", disse ele sinceramente.
Marina sorriu. "O prazer é meu, senhor. Caden é uma alegria de criar", disse ela. "Pessoal, vão agora para o hospital mais próximo", disse ela urgentemente, preocupada com a piora da condição de Caden.
O casal embarcou em seu veículo.
Alfa Callum deu partida no motor.
"Voltarei em alguns dias para informá-los sobre a condição de Caden", disse Clarice, acenando para sua prima pela janela do carro.
Marina balançou a cabeça. "Até breve. Cuidem-se e dirijam com segurança, pessoal."
Alfa Callum dirigiu o carro, acelerando no caminho de volta para a rodovia, deixando a Vila Lashpar para trás.
"Para onde vamos agora? Para o hospital mais próximo ou de volta à fazenda e deixar o 'Vovô' tratar a febre do nosso 'filho'?" Clarice perguntou a Callum.