40. Espalhe Bondade
Uns dias depois, Alfa Callum cumpriu a promessa dele. Ele e Beta Amir voltaram pra Vila Lashpar por teletransporte, levando mantimentos e ajuda pra galera que sobreviveu à enchente.
Eles chegaram na quadra de basquete onde Marina e o resto da família estavam.
A Marina ficou super feliz com os mantimentos e a ajuda que ela e os sobreviventes receberam das pessoas.
A Marina apresentou o marido dela pro Alfa Callum. "Esse é meu marido. O nome dele é Carlos", ela falou.
Os caras se cumprimentaram com um aperto de mão.
"Muito obrigado mesmo, senhor, pela ajuda. Minha esposa e eu agradecemos muito", o Carlos falou, agradecido.
"A gente que agradece por poder ajudar vocês e os outros sobreviventes", respondeu o Alfa Callum, super feliz.
"E o Caden? Ele ainda tá no hospital? Já tá tudo bem com ele?", a Marina perguntou, preocupada.
"Sim, ele tá bem agora. A gente não levou ele pro hospital. Meu avô é curandeiro e deu um remédio de ervas pro meu filho pra curar a febre que ele tava tendo. No dia seguinte, ele não teve mais febre", o Alfa Callum explicou.
"Que bom! Nossa, tô muito aliviada agora", a Marina sorriu, feliz com a notícia de que o filhote dela tava completamente curado da febre chata.
O Alfa Callum pigarreou. "Eh, gente, eu tenho uma proposta pra vocês, só se vocês concordarem. Se vocês não tiverem onde construir a casa de vocês aqui na área, eu queria oferecer pra vocês se mudarem pra terra do meu avô, que tem 10 hectares. O lugar não alaga, é cercado por montanhas, árvores enormes e uma vegetação linda. A terra é fértil, e o lago fica longe da casa. Vocês podem ficar na casa do meu avô. É grande o suficiente pra três pessoas, e ele adora companhia. Se vocês concordarem com a minha proposta, a gente pode levar vocês pra fazenda amanhã de manhã."
O casal se olhou, pensando nas opções.
"A terra é fértil e ganhar a vida não vai ser problema. Meu avô tá planejando transformar a terra em produtora de alimentos, e ele precisa de uma mãozinha, então vocês podem ganhar uma grana pra se sustentar. Essa é a minha garantia. Ficar na casa é de graça, e a comida também. Vocês não precisam se preocupar com nada. Essa é a nossa forma de agradecer vocês por criarem nosso filho", o Alfa Callum falou, pensativo.
"A gente pode conversar sobre a sua proposta primeiro?", o Carlos perguntou.
"Claro", o Alfa Callum respondeu. "Eu volto pra te dar a resposta em meia hora", ele falou, e saiu da barraca do casal, indo pra casa do líder da vila pra conversar com eles sobre a ideia de doar material de construção pra construir casas de madeira pros sobreviventes.
No meio do caminho, ele encontrou o beta dele. "E aí? Como tá indo?", ele perguntou.
"O líder da vila tá feliz com a nossa intenção de ajudar. Eu falei pra eles que vamos doar material de construção pras casas novas, e eles tão super animados com a nossa promessa", o Beta Amir explicou.
"Que bom. A gente não vai doar dinheiro porque eles podem ser tentados a usar pra coisas pessoais", o Alfa Callum falou, esperto.
"Alfa, e o casal? Eles aceitaram a sua oferta?", o Beta Amir perguntou.
"Eles pediram uns minutinhos pra decidir, então eu deixei eles na barraca. Eu volto depois pra saber a decisão deles", o Alfa Callum falou. "Vamo voltar pro carro. Eu preciso te contar uma coisa importante."
"O que é, Alfa?", o Beta Amir perguntou, ansioso.
"Me acompanha até o carro", o Alfa Callum mandou.
Eles foram pro carro que tava estacionado perto da estrada e entraram no veículo.
Ficou um silêncio tenso dentro do carro.
O Beta Amir tava ficando nervoso. "Alfa, por favor, fala logo. Eu tô morrendo de vontade de saber essa coisa importante que você quer me contar. Vai me demitir?", ele finalmente perguntou, com medo da resposta.
O Alfa Callum balançou a cabeça. "Não. Por que você acha que eu vou te demitir?"
O Beta Amir sorriu, aliviado. "Ufa, ainda bem. Achei que ia ser demitido."
O Alfa Callum respirou fundo. "Presta atenção, uma grande mudança vai acontecer em breve", ele falou, sério.
"Tô ouvindo, Alfa", o Beta Amir respondeu, calmo, ouvindo com atenção, curioso pra saber qual era a grande mudança.
"Eu vou me divorciar da minha esposa", o Alfa Callum declarou.
"O quê!?", os olhos do Beta Amir quase saltaram da cara. "Alfa, v-você tá falando sério?", ele perguntou, sem acreditar.
O Alfa Callum olhou pro beta dele, com raiva. "Hã? Eu tô com cara de quem tá brincando?", ele rosnou.
"Entendi, Alfa", o Beta Amir respondeu, coçando a cabeça. "Eh. Posso saber qual é o motivo de você tá se divorciando da Luna Viviana?"
"Por causa da Clarice e do nosso filho. Com eles, eu encontro a minha felicidade. Eu não amo a minha esposa do jeito que eu amo a minha companheira, a Clarice. Eu vivo num casamento sem amor com a Viviana há muitos anos. Chegou a hora de acabar com o nosso casamento pra que nós dois possamos ser felizes. Ela tá livre pra encontrar a felicidade dela depois do divórcio", o Alfa Callum explicou.
O Beta Amir só conseguiu balançar a cabeça. "Eu entendo, Alfa. Mas, pra ser sincero, a sua esposa vai ficar maluca se você se divorciar dela."
"Eu sei... por isso você precisa designar pessoas discretas pra vigiar cada passo dela, ela não pode se tornar um perigo pra outras pessoas, e ela não pode colocar a vida dela em risco por causa do divórcio", o Alfa Callum enfatizou, deixando claro o que ele queria.
"Em resumo, vamos designar guarda-costas pra acompanhar a Luna Viviana em todos os lugares pra monitorar as ações dela 24 horas por dia, 7 dias por semana", o Beta Amir falou, entendendo.
O Alfa Callum concordou com a cabeça. "Sim, exatamente."
"Anotado, Alfa", o Beta Amir falou, apreensivo.
"Mais uma coisa, eu preciso que você ligue pro dono da casa de férias que a gente alugou, porque precisamos alugar aquele lugar de novo. Vamos alugar por alguns meses até encontrarmos uma casa perfeita pra Clarice e pro Caden morarem. A Lorey vai acompanhar eles também. Eu quero uma casa que seja perto da escola pro meu filho estudar no futuro", o Alfa Callum instruiu.
"Entendido, Alfa. Mais alguma coisa?", o Beta Amir fez uma lista mental de tudo o que o Alfa queria pra não esquecer nada.
"Eu vou comprar um carro novinho em folha pra Clarice e pro meu filho e também pro Vovô", o Alfa Callum falou.
"Anotado", o Beta Amir respondeu. "Mais alguma coisa?"
"Acho que é só por enquanto", o Alfa Callum respondeu. "Vamo voltar pra barraca pra ver o casal. Acho que eles já decidiram."
"OK", o Beta Amir falou, saindo do carro.
Os caras voltaram pra barraca do casal. O Carlos e a Marina já estavam esperando eles do lado de fora da barraca.
"E aí, qual foi a decisão de vocês, gente?", o Alfa Callum perguntou.
"Nós vamos aceitar a sua oferta, senhor", o casal respondeu, em uníssono.
"Que bom", o Alfa Callum ficou feliz com a decisão deles.
"Eh, a gente pode ir embora depois de três dias? Ainda temos algumas coisas pessoais pra resolver antes de sair daqui. Por favor?", a Marina pediu.
"Claro, sem problemas. Meu assistente, o Beta Amir, vai voltar aqui pra trazer os materiais de construção e também pra buscar vocês em três dias. Então, se preparem até lá", o Alfa Callum falou, numa boa.
"Obrigada, senhor", a Marina e o Carlos falaram, juntos.
Depois de conversar por alguns minutos, o Alfa Callum finalmente se despediu do casal. Os caras foram embora da vila, seguiram pela estrada e se teletransportaram de volta pra mansão, bem a tempo da Luna Viviana ligar.