133. Intenção Sincera
Clarice saiu do cemitério e se teleportou pra casa. Ela entrou na mansão pela porta da frente. Ela quer normalizar a presença dela na casa e quer que a empregada saiba que ela voltou pra ficar de vez.
"Luna, seu marido ainda não tá em casa. Eles foram no cemitério pra ir no enterro da Viviana," a empregada avisou.
Clarice sorriu. "De boa. Eu só quero ver meu "Filho". Onde ele tá?" ela perguntou.
"Lá em cima, no quarto dele," a empregada respondeu.
"OK. Eu vou lá ver ele." Clarice foi em direção às escadas.
"Vou preparar uns lanchinhos, Luna," a empregada falou animada.
"Sim, por favor. Suco de limão e uns biscoitos tá bom," Clarice respondeu com um sorriso.
"OK. Vou levar lá pra cima depois que eu terminar de preparar," a empregada respondeu, indo pra cozinha.
Clarice subiu as escadas e foi pro quarto do seu "Filho", mega ansiosa pra ver ele.
Ela entrou no quarto do "Filho" dela e sorriu de orelha a orelha. "Oi, meu "Filho". A "Mãe" voltou!"
""Mãeeeee"! Você voltou!" Caden gritou de felicidade, feliz pra caramba em ver a mãe dele de novo. Ele voou pros braços dela, radiante.
Clarice abraçou o "Filho" dela forte, enchendo o rosto dele de beijos. "Senti tanta saudade de você, "Filho"," ela falou. Lágrimas de felicidade brilhavam nos olhos dela.
"Eu também senti saudade, "Mãe". Quando você vai ficar aqui em casa todo dia? Por que você sempre vai embora? Por que você não pode ficar aqui comigo e com o "Papai"?" Caden perguntou, confuso.
Clarice suspirou. Ela não pode contar pro "Filho" dela que ela e o pai dele não estão bem ainda. Eles ainda precisam resolver os problemas deles antes que as coisas voltem ao normal. Ela não quer jogar o "Filho" dela na bagunça, então ela vai se esforçar pra parecer feliz na frente dele. ""Filho", por favor, me escuta. A "Mãe" ainda tem umas coisas pra fazer fora de casa. Depois que eu terminar meu trabalho, eu vou ficar do seu lado e nunca mais vou embora. Então, seja um bom menino e obedeça o seu "Papai", tá?" ela falou com os olhos marejados, beijando as bochechas rechonchudas dele.
"Sim, "Mãe"," Caden respondeu, entregando o caminhão de brinquedo dele pra mãe. "Vamos brincar!" ele falou, sorrindo feliz.
"Ok. Eu vou brincar com você só por duas horas. Depois disso, a "Mãe" vai trabalhar." Clarice não tinha a intenção de ficar em casa até a noite.
"Você vai ficar pro jantar, "Mãe"?" Caden implorou com olhos de cachorrinho. "Por favor?"
Clarice suspirou, balançando a cabeça. "Tudo bem, porque eu te amo muito, eu vou ficar pro jantar."
Caden pulou pra cima e pra baixo de tanta alegria, feliz com a resposta da mãe. "Viva! A "Mãe" vai ficar em casa hoje à noite!"
Eles voltaram a brincar com os brinquedos espalhados no chão.
O quarto tava cheio de risadas gostosas deles.
Alfa Callum e os amigos dele tinham acabado de chegar em casa.
A empregada tava parada perto da porta. "Alfa, Luna Clarice voltou pra casa," ela informou.
Os caras se olharam.
"Onde ela tá?" Alfa Callum perguntou, com os olhos indecifráveis.
"No quarto do seu "Filho", se divertindo com ele," a empregada respondeu.
"OK." Alfa Callum balançou a cabeça.
Os caras sentaram no sofá na sala.
""Filho", por que você não se junta à sua família e se diverte com eles?" Vovô Eliezer sugeriu.
"Sim, se divirta com eles, Alfa. Dê um tempo pra família," Beta Amir entrou na conversa.
Alfa Callum olhou pro vaso de flores na mesa do centro por uns segundos, depois balançou a cabeça devagar. "Ah, não, dessa vez não. Deixa eles se divertirem. Eu tenho um monte de coisa pra fazer no meu escritório," ele falou, se levantando.
Vovô Eliezer e Beta Amir se olharam sem esperança. Eles ficaram tristes porque o casal ainda não tava pronto pra deixar o orgulho e o ego de lado.
Alfa Callum se dirigiu ao assistente dele. "Vem comigo pro meu escritório. Temos coisas pra fazer," ele ordenou.
"Copiado, Alfa." Beta Amir se levantou e olhou pro Vovô Eliezer antes de ir em direção às escadas.
Vovô Eliezer tava muito preocupado com a situação do casal, que tava piorando. Tem alguma coisa que ele pode fazer pra resolver a briga crescente deles?
Não. Não tem nada que ele possa fazer. O casal precisa resolver os problemas deles o mais rápido possível! Mas quando?
A frieza deles um com o outro vai ser sentida por todo mundo na casa, e não vai ser uma experiência agradável pra ninguém.
A empregada, segurando uma bandeja cheia de lanchinhos, subiu as escadas, indo pro quarto do Caden.
Vovô Eliezer decidiu se juntar à mãe e ao "Filho" pra bater um papo.
Ele chegou no quarto e anunciou a presença dele. "Posso me juntar a vocês?" Ele pediu permissão.
Clarice sorriu. "Claro, Pops."
Depois de comer os lanchinhos gostosos deles, Vovô Eliezer falou com a Clarice. "Eu não quero atrapalhar o seu tempo com seu "Filho", querida. Eu só queria te fazer umas perguntas. Espero que não se importe."
Clarice balançou a cabeça. "Manda ver, Pops."
"Foi você quem terminou com ela?" ele perguntou. "Você sabe de quem eu tô falando?"
"Você quer dizer, V?" Clarice falou. Ela não conseguia falar o nome da Viviana na frente do "Filho" dela.
Vovô Eliezer balançou a cabeça. "É."
"Sim. Fui eu," ela respondeu sem remorso.
"Tudo bem, já passou. Eu não vou te condenar por isso. Agora, minha próxima pergunta é, quando você vai ficar aqui de vez pra ficar com sua família? Já passou da hora de você voltar. Esse é o seu lugar. Você pertence aqui," ele falou.
Clarice suspirou. "Eu sei, Pops. Me dá um tempo. Eu tenho umas coisas pra resolver do outro lado. Mas pode ter certeza que eu tô trabalhando nisso. Me dá uns dias e eu vou tentar o meu máximo pra restaurar tudo ao normal do jeito que era antes do meu sumiço."
"Que bom saber, querida." Vovô Eliezer ficou contente com a sinceridade que ele viu nos olhos dela. "Você ainda ama seu marido?" ele perguntou.
Lágrimas encheram os olhos da Clarice na hora. "Eu preciso admitir que eu fico chateada que meu marido e eu não conseguimos resolver nossas diferenças ainda. Mas a partir de hoje, eu vou trabalhar duro pra fazer as coisas darem certo pra minha família de novo. Não vai ser fácil. Pode demorar, mas eu não vou desistir da minha família. Eu amo meu "Filho" e eu amo meu marido. Nada mudou em relação aos meus sentimentos pelo meu marido."
Vovô Eliezer sorriu. "Fico feliz em saber disso, querida. Se precisar de alguma coisa, não hesite em pedir minha ajuda. Eu tô disposto a te ajudar a resolver as coisas entre você e seu marido."
"Muito obrigada pela sua ajuda e apoio, Pops. Eu agradeço muito," ela respondeu grata.
"Espero que suas outras responsabilidades não te impeçam de se reunir com sua família," ele falou, procurando informações.
"Eu tenho outras responsabilidades do outro lado, mas elas não vão tomar muito do meu tempo. Tudo o que eu preciso é equilibrar o meu tempo. Eu vou garantir que minha família não sofra por causa dos meus outros trabalhos. Eu vou vir aqui todo dia pra me inserir na minha família aos poucos," Clarice garantiu.
"Fico feliz em ouvir isso, querida," ele falou em euforia. "Então, o que sua mentora vai pensar? Ela não vai ficar brava? Ela concorda que você vai voltar pra sua família?" ele perguntou.
"Sim. Ela não tem problema com isso. Ela vai se aposentar mês que vem, e eu vou estar livre pra fazer qualquer coisa com o meu tempo. As coisas vão ficar mais fáceis e melhores daqui pra frente," Clarice falou otimista.
"Ah, que bom. Eu tava preocupado que sua mentora ia controlar suas ações como se fosse um mestre marionetista," ele falou.
Clarice balançou a cabeça. "Não, não funciona assim. Minha mentora é muito compreensiva."
"Entendi. Fico feliz que você tenha encontrado uma mentora que é compreensiva e que acredita nas suas capacidades," ele falou animado.
Clarice sorriu. "Nosso caminho tava escrito pra se cruzar, e eu fico feliz que as coisas deram certo mais do que eu esperava."
"Fico feliz em ouvir isso, querida. Eu finalmente posso ter paz de espírito sabendo que tudo vai dar certo no final," Vovô Eliezer falou, se levantando. "Eu vou indo pra você continuar aproveitando com seu "Filho".
"Pops, por favor, diz pro meu marido que eu vou ficar pro jantar hoje à noite," ela falou.
"Claro, eu vou falar pra ele. Ele vai ficar feliz com certeza." Vovô Eliezer sorriu, saindo do quarto super animado. Todas as preocupações dele sumiram aos poucos.
Clarice continuou brincando com o "Filho" dela. Um nó se formou na barriga dela, sentindo ansiedade sobre o que o marido dela ia pensar sobre ela ficar pro jantar hoje à noite.
Enquanto isso...
Vovô Eliezer foi pro escritório. ""Filho", eu tenho boas notícias pra você!" ele falou entusiasmado no momento em que entrou na sala.
Alfa Callum levanta a cabeça. "Que boas notícias, Pops?"
"Eu acabei de sair do quarto do seu "Filho". Tive uma conversa rápida com sua esposa, e ela pediu pra eu te falar que ela vai ficar pro jantar hoje à noite. Incrível, né?" Vovô Eliezer sorriu feliz.
Alfa Callum ficou quieto por um momento. Ele não sabia como reagir à notícia inesperada.
"E não só isso, ela me disse que ia vir aqui todo dia pra ficar com você e com o Caden. E a melhor parte, ela me disse que ainda te amava, "Filho". Espero que você dê uma chance pra ela," Vovô Eliezer implorou.
Os olhos de Alfa Callum brilharam com emoção.
"É só isso. Eu vou descer pra avisar a cozinheira pra preparar pratos deliciosos pro jantar de hoje à noite. Vamos comemorar!" Vovô Eliezer falou alegremente, indo em direção à porta.
"Eu vou com você, Vovô. Eu preciso beber água porque não consigo conter minha emoção." Beta Amir correu pra porta e saiu.
Alfa Callum foi deixado sozinho na sala, olhando pra parede, chocado que sua esposa teimosa ia ficar pro jantar hoje à noite.
Inacreditável!