77. Busca Sem Fim
Alfa Callum chega numa casa de fazenda vazia. Não tinha ninguém por perto, então ele botou as malas no canto e sentou no sofá, esperando o vô chegar.
Enquanto esperava, ele ficou imaginando de novo o que aconteceu com as férias dele no cruzeiro com a esposa.
Não importava o que os outros diziam, ele não acreditava que a Clarice tinha pulado no oceano por vontade própria. Alguém tinha jogado ela na água. A esposa dele estava feliz com ele. Ela nunca ia se matar porque eles tinham um casamento cheio de amor e paz e tinham um "Filho" juntos.
Depois de revistar o navio de cima a baixo, ele finalmente desistiu da ideia de que a Clarice tinha chamado a atenção de um serial killer e tinha sido sequestrada a bordo.
A Clarice com certeza caiu na água porque não tinha como ela sumir do cruzeiro sem deixar nenhum rastro.
Ele tava pensativo quando a porta abriu e o Vovô Eliezer entrou na casa. Ele ficou chocado de ver o Alfa Callum na casa dele com essa cara. Ele soube na hora que tinha dado ruim com as férias do casal no cruzeiro. "O que aconteceu, "Filho"?", ele perguntou preocupado, correndo pro lado dele.
"Vô, a Clarice sumiu sem deixar rastro nas nossas férias no cruzeiro. O capitão e eu procuramos no navio inteiro, mas não achamos ela. Ela se foi!", o Alfa Callum falou com dor, desabando como uma criança nos braços do avô, mostrando a vulnerabilidade dele.
"Mas por quê? Como isso aconteceu?" o Vovô Eliezer perguntou, visivelmente abalado com a notícia chocante.
"Eu só deixei ela sozinha no meio da noite no nosso lugar favorito do navio pra pegar um café no restaurante, mas quando eu voltei pra onde eu tinha deixado ela, ela não tava mais lá. Ela sumiu sem deixar rastro. A gente não conseguiu achar ela em nenhum lugar do navio depois de uma busca completa. O barco que refez nosso caminho também não achou o corpo da Clarice boiando na água. Ela simplesmente sumiu misteriosamente no meio da noite", o Alfa Callum explicou com a voz tremendo de dor e tristeza.
O Vovô Eliezer engasgou. "Isso não é real!" ele disse em negação.
"É real, Vô, eu não estaria aqui sozinho se a Clarice ainda estivesse comigo. Eu vim direto pra você porque você é a primeira pessoa com quem eu preciso conversar. É demais pra mim aceitar isso. Eu não sei o que aconteceu com a minha esposa. A câmera de segurança que tinha naquela área onde a Clarice estava não funcionou direito, e não gravou nada. Ninguém consegue me explicar o que aconteceu exatamente depois que eu deixei a minha esposa sentada sozinha naquela cadeira. O que aconteceu com ela me deixa de cabelo em pé", o Alfa Callum falou desanimado.
Chocado, o Vovô Eliezer ficou sem palavras. A cabeça dele tava em pane. Ele só conseguiu abraçar o neto pra confortá-lo.
"É tudo culpa minha, eu não devia ter deixado ela sozinha!" o Alfa Callum continuou, se culpando pela tragédia que tinha acontecido com a esposa dele.
"Shhh, cala a boca agora. Para de se culpar. Não é sua culpa. Você nunca faria mal pra sua esposa. A Clarice nunca ia pular na água se não tivesse um motivo, e você pode estar certo, alguém deve ter orquestrado a queda dela, mas o problema é que a gente não sabe quem é. Já que não tem nenhuma prova concreta que possa mostrar o que realmente aconteceu com a Clarice, a gente tá encarando a escuridão em completa confusão e perplexidade", o Vovô Eliezer respondeu com tristeza.
"Eu não sei como explicar isso pro nosso "Filho". Ele nunca vai entender por que a mãe dele sumiu sem deixar rastro", o Alfa Callum falou miserável.
"Sinto muito pela sua perda, "Filho". Vamos torcer pra que a Clarice ainda esteja viva, e o corpo dela chegue na praia em segurança. Se isso acontecer, ainda tem chance dela voltar pra gente viva", o Vovô falou otimista.
"Eu espero que sim, Vô. Mas eu não consigo ficar esperando ela voltar sem fazer nada. Eu preciso fazer alguma coisa pra achar ela!" o Alfa Callum falou com uma determinação feroz vibrando no tom de voz dele.
"O que você vai fazer, "Filho"?" o Vovô Eliezer perguntou.
"Eu preciso organizar uma equipe de busca pra voltar pro oceano, pro lugar e horário exatos em que a Clarice sumiu. Eu vou procurar naquele oceano imenso pra achar ela. Eu preciso deixar a Lorey e o Caden sob seus cuidados enquanto eu estiver ocupado com a busca", o Alfa Callum respondeu.
"Ok, eu vou com você pra mansão pra pegar eles", o Vovô Eliezer concordou, ansioso pra ajudar.
Os homens não perderam tempo e se teleportaram pra mansão.
Depois de uma breve explicação pra Lorey sobre o desaparecimento da Clarice, a Lorey, arrasada, arrumou o Caden e as malas deles pra irem junto com o Vovô Eliezer.
Depois que a Lorey e o Caden saíram da mansão com o Vovô Eliezer, o Alfa Callum explicou pro Beta Amir o que tinha acontecido com a esposa dele. Depois que ele terminou de explicar, ele falou: "Eu preciso que você cuide dos assuntos do bando e da casa por mim enquanto eu estiver ocupado procurando minha esposa no oceano".
"Pode deixar, Alfa. Não se preocupa com o bando e com a casa. Eu vou cuidar deles. Eu vou fazer o meu melhor pra cuidar de tudo enquanto você estiver fora", o Beta Amir falou tranquilizador. Ele queria participar da busca, mas sabia que as boas intenções dele não iam ser aprovadas. Ele percebeu que podia ajudar o Alfa dele melhor só cuidando de tudo por ele, pra que a busca pela Luna Clarice fosse tranquila como o planejado.
"Bom, me mantenha informado de tudo que acontecer por aqui", o Alfa Callum falou.
"Pode deixar, Alfa. Tomara que você ache a Luna Clarice logo, viva e bem", o Beta Amir falou sinceramente, ainda em choque. Ele tava muito triste com a tragédia inesperada que atingiu a família linda do Alfa Callum.
"Eu vou pro meu quarto pra planejar a busca", o Alfa Callum falou e foi pro quarto dele.
Uma vez dentro do quarto principal, o Alfa Callum contatou o amigo dele que tinha contato com uma equipe de motoristas profissionais que podiam ser contratados pra busca. Então ele também entrou em contato com o capitão do navio e pediu as coordenadas, explicando pra ele que ele tava organizando uma equipe de busca pra procurar a esposa dele desaparecida no mar.
O capitão respondeu rápido ao e-mail dele com as coordenadas exatas da localização do navio três horas antes do Alfa Callum declarar que a esposa dele tava desaparecida.
Uns minutos depois, o amigo do Alfa Callum respondeu que conseguiu montar três equipes de mergulhadores profissionais com quatro motoristas pra cada equipe, e eles também forneceram seus próprios iates pra busca.
Depois de concordar com o pagamento adiantado, a equipe de busca vai se reunir em Port Hill em cinco horas pra começar a busca.
Ele precisa achar o corpo da esposa dele, morta ou viva!
Cansado de tudo que aconteceu, as pálpebras dele pesando muito, o Alfa Callum decidiu tirar um cochilo pra se preparar mentalmente e fisicamente pra busca exaustiva que ia acontecer em breve. Ele programou o despertador pra ele poder acordar uma hora antes da reunião combinada.
Feito tudo, ele finalmente deitou na cama e pegou no sono em poucos minutos.
O sono dele foi profundo. Ele sonhou com a Clarice no sono dele. Ele sonhou com os momentos felizes deles na fazenda com o "Filho". Lembranças felizes do passado deles passaram no sonho dele como cenas de filme.
As horas passaram rápido.
O despertador tocou, e o Alfa Callum acordou do sono dele. Ele entrou em ação e tomou um banho na hora. Depois do banho, ele colocou umas roupas e coisas pessoais na mochila dele. Ele tá pronto pra ir.
Uns minutos depois, ele se despediu do Beta Amir e dirigiu o carro dele pra Port Hill.
Três horas depois, a equipe de busca se reuniu em Port Hill e a busca de um mês pela Clarice no oceano imenso começou.