34. Boas Notícias!
Alfa Callum pensou na pergunta da Clarice por uns segundos. "Vamos levar ele pra fazenda. Acho que o Vovô Eliezer consegue curar ele rápido", ele falou com confiança.
"É, acho que sim", Clarice concordou.
"Vamos pra lá agora", Alfa Callum disse.
"Mas a viagem é bem longa", ela protestou preocupada, super preocupada com a condição fraca do seu filho. O corpo do Caden tava esquentando mais nos braços dela.
Alfa Callum sorriu. "Você esqueceu que eu consigo te teleportar de volta pra casa da fazenda em só alguns minutos", ele lembrou ela.
"Ah, quase esqueci. Que que a gente tá esperando? Bora fazer isso agora!" ela falou com urgência.
"Espera um pouquinho, vou estacionar o carro na beira da estrada antes da gente se teleportar pra casa da fazenda", ele falou, manobrando com cuidado o carro pra uma clareira pequena do lado da estrada.
"Por que você não nos teleportou pra Vila Lashpar? Pra que essa trabalheira toda de uma viagem longa?" ela perguntou.
"Porque minha habilidade de teletransporte tem limites, "Querida". Eu não consigo me teleportar pra um lugar que eu nunca fui antes, por isso", ele falou com uma piscada.
"Ah, tá bom. Então o que a gente vai fazer agora?" ela perguntou depois que o carro já tinha parado de se mover. "Vamos deixar o carro aqui? E se alguém roubar ele enquanto a gente estiver fora?"
"Relaxa, eu consigo trazer o carro com a gente também", ele falou numa boa, como já tinha feito várias vezes no passado.
"Sério?" ela perguntou incrédula.
"Assiste só", ele disse. "Só fecha os olhos, e a gente vai estar de volta na fazenda antes que você perceba", ele adicionou.
"OK, tô fechando os olhos agora", ela disse, ouvindo o Callum saindo do carro.
"Boa, continua com os olhos fechados", ele instruiu, e fechou a porta. "Tô teleportando a gente pra fazenda agora", ele disse. Ele iniciou o processo de teletransporte na mente dele enquanto segurava firme o para-choque do carro com as duas mãos.
Nenhum carro tava passando na rodovia escura naquele momento. E quando o veículo sumiu da estrada solitária e deserta, ninguém viu o espetáculo.
Uns minutos depois, o carro do casal apareceu fora da casa da fazenda. Teletransporte feito com sucesso.
Alfa Callum abriu a porta do carro. ""Querida", a gente chegou em casa e tá de volta na fazenda", ele anunciou.
"Obrigada, "Deusa da Lua"!" Clarice falou aliviada.
A porta da casa se abriu. Vovô Eliezer e Lorey estavam na porta.
"Galera, voltamos!" Alfa Callum anunciou animado, pegando o Caden nos braços da Clarice. "Trouxemos nosso "Filho" de volta, mas ele tá com febre alta agora. Vovô, você precisa tratar ele O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!" ele falou urgentemente.
Vovô Eliezer olhou pro menino nos braços do Callum e sorriu, sem nenhuma preocupação. "Deixa ele comigo. Eu trato todo tipo de doença. Febre em criança é fácil de lidar. Tragam ele pro meu quarto", ele ordenou.
"Copiado, Vovô." Alfa Callum subiu as escadas com um passo largo e chegou no quarto em só alguns segundos. Ele colocou o filho dele na cama com cuidado.
As mulheres tão tentando entrar no quarto de uma vez pra oferecer ajuda pro Vovô.
"Meninas, fiquem do lado de fora, por favor, a gente tá tipo sardinha aqui. Só o médico e o paciente ficam dentro do quarto", ele falou, botando elas pra correr. "Preparem a bacia e a toalha e esperem lá fora pras próximas instruções. Vou começar a curar o menino agora."
Alfa Callum mandou todo mundo sair do quarto, inclusive ele mesmo. Ele olhou pra Clarice, "Vamos esperar aqui pacientemente. Nosso "Filho" tá em boas mãos agora."
"OK", Clarice falou. Ela prefere estar dentro do quarto pra estar com o "Filho" dela, mas não é possível agora. A única coisa que ela pode fazer é rezar pra "Deusa da Lua" pela recuperação rápida do "Filho" dela pra que eles finalmente possam ser libertados do estresse associado com a doença dele.
Alfa Callum suspirou pesado, olhando pra porta fechada.
"Essa devia ser uma reunião feliz entre a gente e nosso "Filho", mas a gente tem outro problema pra se preocupar. Eu espero que a febre do nosso "Filho" finalmente passe. Se o Vovô não conseguir curar o Caden a gente precisa levar ele pro hospital", ela falou apreensiva, olhando pro Callum com lágrimas brilhando nos olhos.
Alfa Callum abraçou a Clarice, esfregando as costas dela suavemente. "Vai ficar tudo bem, "Querida"," ele sussurrou calmamente nos ouvidos dela.
"Tomara", ela respondeu em lágrimas.
Lorey voltou, segurando a bacia cheia de água.
Uns minutos depois, Vovô Eliezer abriu a porta. "Gente, boas notícias. Eu terminei a avaliação completa, o pulso do Caden tava estável, o coração dele tava batendo normalmente. A condição dele não é séria. Eu já dei pra ele meu comprimido de cura milagroso. Ele vai acordar a qualquer momento. Vou avisar vocês se ele abrir os olhos. Por enquanto, vocês podem descansar nos quartos de vocês e esperar até eu chamar vocês. É só isso por agora", ele falou, dispensando o casal. Ele faz sinal pra Lorey entrar no quarto e trazer a bacia cheia de água.
"Valeu, Vovô!" Alfa Callum falou agradecido. Ufa, que alívio!
"Obrigada, Vovô! Isso significa muito pra gente", Clarice falou. Lágrimas de alívio brilharam nos olhos dela.
O casal se olhou significativamente. Um alívio enorme tomou conta deles. O peso pesado foi finalmente tirado dos ombros deles, eles finalmente podiam relaxar. Eles foram pra baixo e se sentaram no sofá.
"Ah, a gente ainda não jantou", Clarice soltou depois que notou o relógio na parede. "Já são 8 da noite. Meu estômago tá roncando. Tô com fome", ela falou, acariciando a barriga.
Alfa Callum se levantou. "Beleza, vamos pra cozinha e procurar alguma coisa pra comer."
"OK." Clarice se levantou e seguiu ele pra cozinha.
Quando Alfa Callum abriu a panela não tinha sobra.
Clarice abriu o armário e pegou dois pacotes de miojo de carne apimentada e pão fatiado. "Isso vai servir", ela falou com um sorriso e foi botar água pra ferver.
Alfa Callum assentiu. "Mandem brasa, eu não sou exigente", ele falou, sorrindo, enquanto abria o miojo.
Depois de ferver a água, Clarice colocou água quente no miojo, aí eles esperaram uns minutos antes de devorar o delicioso rango de carne apimentada.
"Esse miojo tá uma delícia", Alfa Callum comentou. "Eu normalmente não como essas coisas, mas são úteis quando a gente tá com pressa e quer comer alguma coisa que leva só alguns minutos pra preparar."
Clarice sorriu e deu um joinha pra ele. "Você tá certo."
O casal terminou a refeição deles em só alguns minutos e jogou o lixo deles no lixo. Sem nada pra fazer, eles voltaram pra sala e sentaram no sofá, discutindo o que eles podiam fazer pra ajudar a Marina e o Carlos, já que eles não podiam mais voltar pra casa antiga perto do rio.
"Qual o seu plano pra eles?" Clarice perguntou.
"A gente vai dar material de construção pra eles pra que eles possam construir a casa deles rápido. Vamos pagar tudo porque a gente deve muito pra eles. Criar nosso "Filho" ao longo dos anos não é fácil, então eles precisam ser recompensados pelo trabalho duro deles", Alfa Callum respondeu num tom sério.
Clarice balançou a cabeça. "Concordo com seu plano."
"Se eles não quiserem mais ficar na Vila Lashpar, eles podem ficar aqui na fazenda. Esse lugar é enorme. Tenho certeza que o Vovô não vai se importar em ter outras pessoas morando com ele", ele falou com um sorriso.
"Obrigada, "Querida", por ajudar minha prima", ela falou, muito grata pela consideração e generosidade dele.
"Qualquer coisa por você, meu amor." Alfa Callum plantou um beijo na testa dela.
Lorey desceu as escadas e falou, ""Luna", o Vovô quer trocar a roupa do Caden porque ele tá suando."
"OK. Vou pegar umas roupas no meu quarto." Clarice se levantou e foi pro quarto dela com a Lorey.
Depois de dar as roupas pra Lorey, Clarice voltou pra sala.
O casal tava quase começando a discutir a situação da Marina e do Carlos quando o Alfa Callum recebeu um link mental do beta dele. 'E aí?' ele perguntou.
'Alfa, eu só quero te avisar que a "Luna Viviana" tava te ligando no seu celular, mas não conseguiram falar com você. Ela falou pra mim que queria falar com você. Ela vai ligar de novo em um minuto', Beta Amir falou.
'Beleza. Entendi', Alfa Callum respondeu e acabou o link mental com o beta dele.
"Quem é?" Clarice perguntou.
"Eu tive uma conversa de link mental com o Beta Amir, me avisando que minha mulher tava tentando me ligar, mas não conseguiram falar comigo no meu celular. Eu tenho que ir pra casa pra atender a ligação dela lá. Já volto depois que eu terminar de falar com ela", ele falou pensativo. "Desculpa por isso", ele falou pedindo desculpa.
"Não precisa pedir desculpa, eu entendo totalmente", Clarice falou calma, mas lá no fundo ela tava irritada porque a ligação da "Luna Viviana" veio na hora errada. Suspiro.
"Obrigado, "Querida"," Alfa Callum falou e plantou um beijo na cabeça dela. "Eu vou indo agora." Ele iniciou o teletransporte na mente dele rapidinho.
Uns minutos depois, Alfa Callum sumiu da sala.
Clarice suspirou pesado, segurando as lágrimas pra não caírem. É hora de comemorar porque a família dela agora tá completa, mas a "Luna Viviana" destrói o clima.
Ela devia sorrir e não deixar a negatividade tomar conta dela. Ela se levantou e foi pro segundo andar pra dar uma olhada no "Filho" dela, mesmo que por alguns segundos.