Capítulo 100
Ele tomou um banho rápido antes de se arrumar pra noite. Ele desceu as escadas, e ela ainda tava lá, estudando. "Quando começam as provas?" Ele se pegou perguntando pra ela. Ela levantou a cabeça e olhou pra ele com os olhos cansados. 'Por que você se importa com os meus estudos?' Ela queria MUITO falar isso, mas a última coisa que ela precisava era brigar com ele. Ela fixou os olhos de volta no livro na frente dela. "Amanhã." Ele ficou encarando ela por um momento antes de ir pra área de jantar pra jantar.
Do jantar, ele chamou o nome dela. Ela hesitou antes de responder. Ela se levantou e entrou na área de jantar. "Me chamou?" Ele olhou pra ela, com uma expressão séria. "Sim, chamei, senta." Ele fez um gesto pro lugar do lado dele. Ela olhou pra ele, perplexa. "Senta, vamos comer... juntos." Ele desviou o olhar e abriu o aquecedor.
Ela se sentou do lado dele sem dizer uma palavra. Ela encarou ele e a comida que ele estava servindo. Ela não conseguia se lembrar da última vez que o viu comendo a comida dela, quanto mais comendo juntos. Ele empurrou o prato pro lado dela e apoiou os cotovelos na mesa, com os nós dos dedos no queixo. "Come", ele pediu pra ela. Ela olhou pra ele. "Não tô com fome. Tenho muito pra estudar antes de amanhã." Ela tentou sair de perto, mas ele foi mais rápido e segurou a mão dela. A pele dela formigou com o toque dele, e a respiração dela ficou mais curta e rápida.
Ela soltou a mão dele devagar. "Então senta, se não quer que eu te toque de novo." Ela sentiu vontade de sibilar ou pelo menos revirar os olhos pra ele, mas não ousou. Ela suspirou antes de sentar de novo. Ela pegou a colher e olhou de relance pra ele. Se ela quisesse comer, olhar pra ele definitivamente ia fazer ela perder o apetite. Agora que ele estava sentado muito perto dela, a situação piorou.
Ela pegou umas colheradas e largou a colher de volta no prato. "Por que parou?" Ele perguntou pra ela. "Porque eu te falei que não tava com fome." Ela se levantou rapidamente e deixou ele lá. Ele deu de ombros e encostou as costas na cadeira. Ele pegou o celular da mesa e olhou pro prato de dar água na boca, mas ele já tinha jurado que não ia comer a comida dela de novo, pelo menos não agora. A barriga dele roncou, fazendo ele sibilar. Ele gemeu e se levantou.
Ele entrou na sala pra ver que tava vazia. Ela não conseguia ficar perto dele. Ele olhou ao redor, sorrindo de canto. Ele expirou e balançou a cabeça antes de sair de casa.
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"Olha, eu já te falei, mesmo que ela tenha sido a culpada, já passou da hora de parar com essa palhaçada e resolver as coisas com a sua esposa, já que você agora é pai. Não foi isso que causou tudo isso em primeiro lugar?" Muhsin desviou o olhar do computador pra Yusuf, que tava tagarelando sobre a Dalia pelos minutos que ele não se importava de contar. "É como se vocês não entendessem. Vocês tão falando tudo isso porque não são vocês que tão passando por isso. Quer dizer, ela é meu primeiro amor e depois me traiu, como vocês esperam que eu lide com a dor? Tudo veio de uma vez e eu não consegui lidar."
Yusuf não conseguiu evitar sorrir. "Como eu disse, mesmo que ela tenha sido a que abortou o bebê, já passou da hora de esquecer isso e resolver as coisas antes que seja tarde demais. Aceita ou deixa."
"Eu não tô nem aí. Até ela confessar e pedir desculpas, a gente continua vivendo assim." Ele voltou a atenção pro trabalho, enquanto o primo dele olhava pra ele em choque. Yusuf balançou a cabeça antes de se levantar. Ele se despediu antes de sair do escritório.
E, como ele disse, eles continuaram vivendo daquele jeito, sem nenhum progresso entre eles. Muhsin tava mais na casa dos sogros, não por causa da Amira, mas pra ver a filha dele.
Uma semana antes da Amira voltar pra casa, depois da isha, Muhsin entrou em casa e encontrou a sala impecável vazia. Ele coçou a parte de trás da cabeça, ansioso, antes de entrar na cozinha. Ele fez café antes de sentar no banquinho.
Ele segurou a caneca com um suspiro. Meu coração se contorceu e afundou com os nervos, enquanto ele esfregava os olhos com os dedos, se perguntando se ele conseguiria fazer o que tinha em mente ou não. Ele não aguentava mais a pressão e sabia que não tinha como esperar pela Amira.
Ele terminou de tomar o café e se levantou antes de sair da cozinha e ir pro quarto dele. Depois de tomar banho, ele se vestiu só com um short e saiu do quarto, pensando em qualquer jeito de abordar ela. E se... e se ela não cooperar com ele, com o que ele precisa? Ele afastou os pensamentos, ela não ia ousar fazer isso com ele.
Ele ficou na porta, com vários pensamentos na cabeça. Ele gemeu baixinho, encostando a testa na porta. Ele hesitou antes de finalmente abrir a porta e entrar na sala dela. Tava escuro, o que significava que ela tava no quarto dela. Ele achou o interruptor e acendeu as luzes antes de ir direto pro quarto dela, sem pensar duas vezes.
Ela virou a cabeça pra porta, rapidamente. Ela soltou um suspiro depois de ter certeza de que era ele. Ele olhou pra ela de onde ela tava, perto do espelho do camarim. Ela tava com um top cropped e um short que quase não chegava nas coxas. Ele apertou os olhos pra ela através dos olhos endurecidos que um dia tinham sido a salvação dela, mas agora só traziam acusações de um amante traído.