Capítulo 104
Ela olhou para a Karima dos pés à cabeça antes de voltar para a sala de estar, toda despreocupada, e se sentar perto do seu bebê. Ela focou os olhos na TV, fingindo que a Karima não estava lá. A Karima percebeu que ela não era bem-vinda. Mas mesmo assim, ela não ia desistir, não antes de fazer o que pretendia fazer. "Parece que esta sala ganhou uns toques novos." A Karima olhou em volta da sala, fazendo uma careta de ciúmes que não conseguiu esconder.
A Amira nem olhou para ela quando falou. "Sim, cortinas novas, TV nova." A Karima virou o olhar para a Amira e zombou silenciosamente. "Amira, o que aconteceu entre nós? Você parou de vir na minha casa desde que me disse que aquela garota finalmente foi embora. Ou eu não sou mais útil?" Foi aí que a Amira finalmente olhou para ela, mas de uma forma irritante. "Você sabe que agora estarei muito ocupada com o bebê, já que não tenho ninguém para ajudar e tenho as tarefas de casa para fazer."
A Karima queria muito segurar a risada, mas não conseguiu. Quando ela escapou, a Amira olhou para ela e sibilou. "Olha, se você não tem nada de útil para me dizer, é melhor sair da minha casa, porque você sabe que meu marido me avisou sobre você, não uma, nem duas vezes." A Karima arregalou os olhos para ela, pois as palavras a atingiram no peito, mas ela não se mexeu. Ela foi quem se meteu ali, então não tem o direito de reclamar.
"Ok, desculpa. Mas é realmente chocante que a Amira que eu conheço esteja falando sobre tarefas domésticas, tão surpreendente, sabe. De qualquer forma, eu vim aqui para pedir um favor. Tipo, algo em troca das coisas que eu fiz por você também, certo?"
A Amira olhou rapidamente para ela e sibilou antes de desviar o olhar. A Karima balançou a cabeça, sorrindo; ela vai dar uma lição para essa garota. "Eu preciso de um pouco de dinheiro seu, por favor, quero pagar o meu aluguel. E já passou da hora de você me comprar um carro, Amira. Pelo amor de Deus, olhando para os carros que você tem. Olhe para sua casa, e nunca passou pela sua cabeça que, como sua melhor amiga, eu mereço um carro seu."
A presença da Karima parecia zumbir ao seu redor como uma mosca que ela nunca conseguiria afastar. Cada palavra, movimento e respiração que ela fazia parecia enfurecer a Amira até o fim.
"Ei, espera! Quando você se tornou minha melhor amiga? Quem te disse que eu te considero assim? Ah, então você está de olho na riqueza do meu marido porque tem ciúmes dela, certo? Ou você está atrás dele. Eu sempre soube que você ia ser burra a ponto de vir me pedir isso, eu sabia. Você sempre esteve atrás da minha riqueza, não é? Onde está o emprego que você me disse que tem? Onde estão os homens com quem você tem dormido por aí? Então você é tão barata que dorme com eles sem ser paga?" A Amira riu no final. Ela estava esperando para dizer isso, para acabar com sua amizade doentia porque a Karima não tem sido nada além de uma má amiga. Ela tem que cortá-la se quiser se concentrar em seu marido.
"Olha, você deveria se respeitar e parar de vir na minha casa. Fique longe de mim. Se eu não for te procurar, não venha me procurar. Mesmo sabendo que essa amizade acabou. Por favor, saia antes que eu peça aos seguranças para te humilharem."
A Karima olhou para ela, mantendo uma expressão estoica, mas no fundo ela ficou magoada com as palavras da Amira. No entanto, era verdade. A única coisa que a Amira ainda não tinha descoberto era que ela jurou arruinar o casamento dela e a Amira lhe deu mais um motivo para destruí-lo. Sem uma palavra ou um olhar para trás, a Karima se levantou e saiu da casa, enquanto a Amira a seguia de volta com um olhar fulminante.
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A Dalia entrou no quarto da mãe. Ela desabou na cama com um suspiro antes de fechar os olhos cansada. A Amina olhou para ela, "o que o médico disse?" Ela perguntou. A Dalia abriu os olhos e os fixou na mãe. "Mãe, foi só febre. Eles me receitaram alguns remédios. Eu já comprei."
A Amina balançou a cabeça. "Que Allah te conceda uma rápida recuperação. Agora vá para o seu quarto e descanse um pouco, ok? Eu vou mandar a Amrah com seu almoço." A Dalia se levantou e saiu do quarto para o dela.
Desabando na cama, ela pegou o telefone na bolsa e ligou de volta para a Hamida. A Dalia riu até mesmo antes que a Hamida pudesse começar a reclamar por não atender suas ligações. "Onde você esteve, Dalia? Eu estava na sua casa mais cedo, mas aquela sua suposta co-esposa nos expulsou. É assim que você vive com ela? Ela é demais."
Seu coração palpitou, batendo forte. "Ela te disse alguma coisa?" A Dalia perguntou. "Não, ela só nos expulsou dizendo que você não mora aqui. Muito estranho." Seu coração fez um tango quando a Hamida terminou de falar. Ela riu suavemente, "não se importe com ela, por favor. Ela pode ser muito irritante. Eu fui ver a mãe, já que terminamos o semestre e não a vejo há um tempo, mas confie em mim, não há nada de errado."
A Hamida deu de ombros antes de mudar o assunto para algo mais interessante.