Capítulo 60
"Você", ela apontou pra **dalia**. "Foi você que fez isso, né? Sua idiota, quem te deu o direito de mexer nas minhas coisas? É por isso que você veio pra essa casa? Quem você pensa que é pra mudar a arrumação dos meus móveis?" Ela gritava com ela, sem poder ir pra cima porque sabia que o **muhsin** ia impedir. "Aí, é melhor você maneirar nas palavras, eu já disse. E fui eu que dei permissão pra ela fazer isso, porque, se você esqueceu, essa é a minha sala, a minha casa, não a sua", ele retrucou, furioso. A **amira** mudou o olhar pra trás dele. "Sai da minha casa", ela cuspiu pra ela.
"Onde você pensa que vai? Fica aí parada", ele a parou quando ela começou a andar em direção à porta. Ela recuou devagar e se escondeu atrás dele antes que a **amira** pudesse pensar em bater nela. O corpo todo dela tremia de medo do que a **amira** faria com ela se ela voltasse.
"**Muhsin**? O que você tá fazendo? Então você tá apoiando ela pra continuar me desrespeitando?" Ela perguntou, incrédula de como ele estava gritando com ela por causa de uma garota da vila. "Não tem nada de desrespeito aqui, diferente de você que me responde depois de vagar pela cidade sem minha permissão." O rosto dele parecia calmo como sempre, mas no fundo, ele estava de saco cheio dela. "Mas... eu... como você pode deixar essa garota local tocar nas nossas coisas... você não deveria..."
"Por que você não fica em casa e faz tudo se não quer que outra mulher toque nas suas coisas, como você diz?"
"Então você tá tentando colocar tudo na minha conta agora, né? Por causa dessa... dessa...",
"Nunca mais chame ela assim, wallah **amira**, tô me segurando pra não gritar com você. Se você não quer que ninguém toque nas suas coisas, então fica. em. casa. e faça tudo sozinha! Por que você não senta a bunda em casa e cuida da sua casa, como você vive dizendo que é sua, você tem que ter alguém pra fazer isso por você, não tem vergonha na cara não?" A paciência dele tava igual dinamite, quando as faíscas começavam a faiscar, sobrava pouco tempo pra se abaixar e se proteger. Ela sabia que devia só ficar quieta ou ir embora e esperar a tempestade passar, mas não conseguiu, não na frente daquela... daquela gata barata que ele tava defendendo.
"Beleza, chega! Cansei dessa sua palhaçada! Se você quiser arrumar outra mulher, eu não ligo mais, acabou. Acabou! Eu não sou sua empregada, e sou muita areia pro seu caminhão, se você não consegue viver assim, então vai arrumar outra mulher pra fazer a limpeza pra você, eu não tô nem aí!"
Ele soltou uma risadinha de raiva. Era só o que ele precisava ouvir. "É isso? Então eu vou mostrar que sou o homem da casa. **Dalia**, vamos." Ele saiu calmamente da casa com a **dalia** seguindo ele.
No dia seguinte, ele se vestiu com um conjunto de kaftaan e foi pro escritório do pai, sabendo que ele estaria no escritório mesmo sendo sábado.
Ele esperou na recepção antes de ser levado pro escritório. "Salamu alaikum", ele murmurou enquanto fechava a porta atrás dele. "Wa'alaikumus Salam, **muhsin**. Quantas vezes eu vou ter que dizer pra você vir direto pro meu escritório quando vier? Não precisa se estressar passando por todo esse processo antes de me ver." **Muhsin** abaixou a cabeça e sorriu. "In sha Allah não vou repetir isso de novo. Bom dia, pai. Como vai o trabalho?" Ele o cumprimentou.
"O trabalho tá ótimo, Alhamdulillah. Como vai a empresa agora? Espero que não tenha nenhum problema em relação à empresa." **Muhsin** balançou a cabeça, "não, pai, tudo está ótimo agora..."
"Como vai a **amira** e tudo mais? Espero que não tenha nenhum problema." Ele balançou a cabeça de novo. Ele sentiu o nervosismo aumentando enquanto pensava em como começar a abordar o pai da esposa com o que estava em sua mente. "Não, pai, estamos todos bem. Mas..." Ele deixou as palavras no ar enquanto respirava fundo. Ele estava aterrorizado. Tava quente ali? Ele sentiu que ia sufocar. Ele olhou pro pai, que estava checando alguma coisa no computador. Então ele olhou pro **Muhsin** e tirou os óculos.
O pai ofereceu a ele um sorriso agradável antes de falar, "por favor, fale, meu filho. O que você precisa?" Ele perguntou para **muhsin**. Ele coçou a parte de trás da cabeça, talvez não fosse uma boa ideia. Ele nem sentia vergonha de ir encontrar a esposa do pai pra pedir uma coisa dessas? Todas as razões pra não fazer isso se chocavam e ele não tinha saída. Ele já estava no escritório e o homem claramente estava esperando que ele falasse.
Ele reuniu coragem e começou a falar, esperando que o pai entendesse. "Eu queria falar com você sobre... **Dalia**..." então ele pausou. "O que foi que aconteceu com ela?" O pai perguntou pra ele. O coração dele bateu tão forte que ele achou que o pai podia ouvir. Suas mãos tremiam de medo, o que o pai ia pensar dele? Uma pessoa egoísta? "Eu tenho observado a garota já faz algum tempo e, por Allah, eu realmente admiro a garota e a coisa certa a fazer é pedir a mão dela em casamento, por isso vim pedir permissão a você." O pai fez uma cara séria enquanto ouvia seu genro antes de mudar para um sorriso brilhante.
"Masha Allah, Masha Allah. Estou muito feliz com isso, **muhsin**. E estou muito orgulhoso de você por me abordar com essa conversa. Mas tenho que entrar em contato com o tio dela primeiro e conversar com ele sobre isso. Mas você já conversou com ela sobre isso?" Foi aí que o medo de verdade começou. Como ele ia começar a dizer isso pra ela, sendo que ela morria de medo da esposa dele? Por que ele não falou com ela antes de vir pro pai? Cabeça de vento, ele se xingou. "Bem, não temos nenhum problema in sha Allah. Eu só vim aqui pra pedir permissão primeiro."