CAPÍTULO QUATORZE
CAPÍTULO QUATORZE: A TENTAÇÃO COMEÇA
PONTO DE VISTA DO ETHAN
A Rose jurou me dar um chute nas bolas, então eu já esperava por isso. Já tô pronto pra pegar no joelho dela. A Rose bêbada olha pra mim com uma tristeza nos olhos e aponta com uma pontinha pro meu peito.
Não sei por que deixei ela ficar chapada em primeiro lugar, sabendo que ela ia ficar ainda mais errática e liberada depois de tomar uns gorós. No caminho pra cá, eu dou uma olhada na mulher despreocupada que ela era quando a mãe dela era uma garota que não tava nem aí pras convenções sociais ou o que as pessoas achavam dela.
Ela pergunta, sem tentar tirar os pulsos da minha mão, "Por que você sabe que eu gosto de preto?"
"Você acha que só porque eu fui embora, eu esqueci?"
Ela fecha os olhos com força antes de falar, "Você deveria. É assim que tem que ser."
Antes de abrir de novo. As pálpebras inferiores dela tão molhadas dessa vez. Eu limpei os olhos dela com o dedo, pegando as lágrimas dela pra mim. Tudo o que ela tem agora vai ser meu, até a raiva dela, as lágrimas e a teimosia.
Quase meti um tiro no Min Hao assim que vi ele botando uma arma na testa dela. Por um tempinho, eu perdi o foco no meu objetivo e na necessidade de continuar vivo pra que meu plano desse certo. Eliminar os dois líderes mais fortes, cujas organizações não pensariam duas vezes em se vingar, não me beneficiaria em nada.
Enquanto ele tava tentando tocar nela, eu precisava de olhos sem vida ainda mais naquele momento. E isso não foi de propósito.
"Eu nunca esqueci nada sobre você, Princesa."
Não importa o quanto eu tente, a Rose sempre vai ser uma memória que não sai da minha cabeça. É tipo ter uma coceira que você não consegue coçar, mas não sabe onde é.
'Mentiroso. Otário."
Ela faz punhos com as mãos e ameaça me bater se tivesse as mãos livres.
Eu coloco minha mão livre em volta do pescoço dela e falo, "Eu tô de boa com isso, mas sabe com o que eu não tô de boa?" com um tom na voz. 'Se você for direto pra isso de novo como fez hoje, eu vou te punir por se colocar em risco."
Eu não percebo como a voz chapada dela abaixa na palavra punir, "Você... você não pode me punir."
Eu aperto a mão no pescoço dela, não tão forte a ponto de sufocá-la, mas firme o suficiente pra mantê-la focada em mim.
"Você não deixa outros caras chegarem perto de você. Você não toca neles, age de forma amigável perto deles ou fala com eles mais do que o necessário. Ah, eu posso muito, e vou se você continuar a ter tão pouco respeito pela sua p*rra de segurança. Também."
Ela fala hesitante, "Ou o quê? Você vai me punir?"
"Eu vou."
"Como?"
'Tenho meus procedimentos."
"Por que você não me mostra?" Eu perguntei.
A pergunta "Mostrar pra você?"
Ela ri e diz em voz baixa, como se não quisesse que ninguém mais ouvisse,
"É... Me pune."
F*deu.
A vontade de tirar a roupa íntima vagabunda dela e forçá-la na cama com tanta força que ela vai se lembrar de mim por dias é o que faz meu pau bater contra as calças. A pele clara dela vai ter rastros das minhas mordidas e provas da linhagem dela.
A bebedeira dela é a única coisa que me impede de fazer isso. Eu posso ser antiético, mas não cometi estupro. Sabendo dos episódios dela, ela não vai se lembrar de muita coisa disso na manhã seguinte. Ela não vai me associar ao fato de que eu f*di ela quando ela tava bêbada.
Além disso, eu quero ela totalmente envolvida no ato comigo e tenho certeza absoluta de que quero que ela se lembre de mim pela manhã. Não é nem um pouco agradável quando ela não grita, afinal.
Ela empurra contra a cama, mas eu consigo segurá-la no lugar apertando minha mão em volta do pescoço dela e perguntando, "Por que você não tá fazendo isso?" Ela geme, o esforço fazendo as bochechas dela esquentarem.
"Você já fez isso."
"Quando?"
Nas núpcias.
A resposta é "Não, eu não fiz."
Ela levanta a cabeça e fala, "Sim, você fez. Assim." Eu dei um pouco de espaço pra ver o que ela ia fazer. A Rose me beijou nos lábios. Antes de tentar reclinar de volta, tem um beijo rápido, quase como um selinho. Eu permito, mas não deixo os lábios dela se afastarem dos meus. Como fiz no altar, eu me deliciei com ela, lambendo e mordiscando. Ela fecha os lábios por um breve momento antes de abri-los com um suspiro e me permitir devorá-la por inteiro.
Enquanto dou a ela um beijo forte e duro, os olhos dela deslizam pra trás. Eu não paro pra dar a nenhum de nós a chance de respirar. Quando ela chora baixinho, eu não paro, e o corpo dela cai embaixo de mim.
Eu beijo ela como se fosse nossa primeira e última vez juntos, me privando disso pelo resto da minha vida, que provavelmente tenho. Por que diabos eu não beijei ela antes?
Leva cada grama de autocontrole que eu tenho pra tirar minha boca da dela. Ela tá arfando e me olhando com as pálpebras pesadas, o que é pedir problema, o que eu tô mais do que feliz em dar.
Eu solto o pescoço dela pra poder agarrar a pele fina da garganta dela.
Os lábios da Rose soltam gemidos pequenos e famintos enquanto as costas dela se curvam pra fora da cama. Eu só ouvi a excitação dela pela primeira vez, e que droga se isso não é excitante.
Eu a ataco mais rápido, lambendo e mordendo simultaneamente, fazendo ela suspirar e gemer como se não tivesse certeza de qual resposta é apropriada.
A pele dela tem gosto de morango. Eu fiquei chapado por ela por causa das fragrâncias dela, que incluíam cítricos alcoólicos e rosas.
A fera em mim se levanta e implora pra brincar quando o gosto e a fragrância dela me atingem em cheio no cérebro. Enquanto imagino como seria controlar totalmente cada parte do corpo dela agora.
O grito dela com meu nome me atinge no cérebro também, como um duplo golpe. Então ela age de uma forma que uma Rose com moderação nunca faria. Ela cuidadosamente, quase sedutoramente, move a barriga dela pra cima e pra baixo no meu pau enquanto se esfregava em mim.
Santo. F*da-se. Eu posso ter chegado aqui parecendo um adolescente.
Ela mantém um ritmo constante e continua a subir e descer. A Rose perguntou, "Você vai me punir?"
Eu rosnei na garganta dela, "Sim, eu vou."
A voz insegura dela quando ela pergunta, "Agora?"
Eu relutantemente solto a pele dela e me afasto dela, o que faz com que ela pare de se esfregar depois de uma última lambida no pescoço dela. Perto demais de tomar uma decisão final e irreversível.
A Rose pisca pra mim enquanto o corpo dela parcialmente nu ainda está esticado na minha frente, atraindo tanto ela quanto eu pra beira da insanidade. Eu a descubro completamente removendo os lençóis debaixo dela.
Ela não esconde a tristeza no tom de voz quando pergunta, "E a minha punição?"
'Não tô sentindo isso."
Ela fecha os olhos e chora, uma lágrima escorrendo pela bochecha, "Vai se f*der."
Ela logo começa a respirar normalmente e solta um gemido doloroso. Enquanto eu deito ali, eu enxugo as lágrimas dela e a puxo pro meu lado. Ela chora baixinho quando a panturrilha dela se enrola na minha assim que meus beijos tocam a testa dela.
"Vou levar um tempo pra possuir e punir você, Princesa."
Porque não vai ter volta quando isso acontecer.