Capítulo 27
O Bobby Duke tava botando os últimos retoques no plano dele pra destruir a T&T e derrubar ela de vez, enquanto a Sarah e o Derrick tavam lidando com a traição da Betty e com a ameaça do Bobby, sem sacar o plano secreto e sinistro.
O Bobby tava sentado numa sala mal iluminada, focado nas tarefas dele na mesa, com a luz da tela do computador brilhando na cara dele. Sorrindo, ele finalizou o plano dele com alegria, curtindo a ideia de se vingar da empresa que tinha rejeitado ele por tanto tempo.
Enquanto se preparava pra ir pra próxima parte do plano dele, o telefone dele tocou do nada e ele recebeu uma ligação. O Bobby pareceu irritado quando atendeu o telefone e fez uma careta. "Que que é?" ele rosnou.
A voz fria e ameaçadora do Marshal Briggs ecoou pelo telefone do outro lado da linha. "Bobby, precisamos conversar," ele disse, no tom dele não dava pra discutir.
O sangue do Bobby gelou com a voz do pai dele. Ele sabia que quando o Marshal Briggs ligava, era treta.
"Que que você quer, Dad?" ele perguntou.
O Marshal Briggs não perdeu tempo pra ir direto ao ponto. "Tô ouvindo uns boatos sobre os seus planos de atacar a T&T," ele falou, a voz dele parecendo gelo. "É verdade?"
A mente do Bobby correu, tentando processar a reação inesperada do pai dele. Ele esperava raiva e oposição, não incentivo. "Sim, Dad, é verdade," ele admitiu. "Eu finalmente vou derrubar a empresa que arruinou nossa família."
A voz do Marshal Briggs suavizou, com aprovação. "Bom," ele falou, o tom dele cheio de orgulho. "Eu sempre soube que você tinha isso em você, Bobby. Agora vai lá e nos deixa orgulhosos."
O Bobby ficou com medo quando ouviu as palavras do pai dele. Ele sacou que peitar o Marshal Briggs era perigoso, porque ele podia sofrer consequências sérias se atrapalhasse os planos dele.
O Bobby sentiu um alívio depois de ouvir as palavras do pai dele. Sabendo que tinha o apoio do Marshal Briggs, ele acreditou que finalmente podia se vingar da T&T como queria. Desligando a ligação, ele voltou a planejar com a certeza de que nenhum obstáculo podia parar ele.
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Ao mesmo tempo, a Sarah e o Derrick tavam sentados na lanchonete mal iluminada, tentando processar a notícia chocante da deslealdade da Betty e das intenções malignas do Bobby. Eles sabiam que o tempo tava acabando pra impedir ele, então precisavam agir rápido pra salvar o que eles amavam.
"Derrick, precisamos acabar com ele," a Sarah exclamou, a voz dela mostrando uma determinação forte. "Não podemos deixar o Bobby escapar das consequências das ações dele."
O Derrick assentiu, mostrando a determinação forte dele com a mandíbula travada. "Eu entendo, Sarah," ele disse, num tom firme. 'Mas, é preciso ter um plano. Não podemos simplesmente entrar sem uma estratégia e esperar que tudo dê certo."
A Sarah suspirou, passando a mão no cabelo com frustração. Ela perguntou: "Eu entendo, mas que outras opções nós temos?"
O Derrick respirou fundo, tentando controlar o turbilhão de emoções dentro dele. "Precisamos coletar provas," ele disse, com um tom pensativo na voz. "Se conseguirmos provar que o Bobby tá por trás de tudo, podemos derrubar ele legalmente."
A Sarah concordou com a cabeça, os pensamentos dela passando por várias possibilidades. "Mas, como podemos fazer isso?" ela perguntou, o tom dela cheio de dúvida.
O Derrick olhou ao redor da lanchonete, procurando qualquer sinal de vigilância. "Precisamos agir com cautela," ele sussurrou, a voz dele quase inaudível. "Não podemos avisar o Bobby dos nossos planos até reunirmos provas suficientes pra incriminá-lo."
A Sarah concordou, sentindo uma determinação forte no coração dela. "Estamos dispostos a fazer tudo o que for necessário," ela disse firmemente. "Não vamos deixar ele vencer. De novo."
'Podemos adicionar o meu vovô, o seu Dad, todo mundo que conhecemos que pode nos ajudar." A Sarah interveio de novo.
'É. Pode dar certo." disse o Derrick.
Eles ficaram quietos por um tempo. O Derrick olhou pra Sarah. Ele percebeu as mudanças. Ela tava mais bonita do que na última vez que ele viu ela. Ele não conseguia esquecer a noite deles. A noite em que o amor deles chegou no auge.
'Como você tem estado de verdade?" o Derrick perguntou.
Antes que ela pudesse responder, o telefone dela tocou. Quando ela olhou, viu que era o avô dela ligando. Ela atendeu.
'E aí, véio" ela brincou.
'Que bom vindo de alguém que eu tô cuidando dos filhos." o Sr. Black retrucou, fazendo uma voz de criança.
'Considerando que eles também são seus bisnetos, não acho que seja babá, mas você é velho. Não te culpo por não saber" A Sarah provocou mais, rindo.
'Vou te pegar em breve. Você parte meu coração um bocado" o Sr. Black brincou.
'Desculpa, mas corações foram feitos para serem partidos, véio" A Sarah brincou mais. 'Como estão as crianças?"
A curiosidade do Derrick surgiu quando ouviu falar em crianças. Filhos de quem a Sarah tava falando? Ela tava cuidando dos filhos de alguém? Eram filhos dela?
'Eles estão bem. Nem sentindo sua falta. Mas volte logo. Não sei como fazer fórmula infantil e tá quase acabando" disse o Sr. Black.
A Sarah riu. 'Tá bom. Eu chego logo. Tchauzinho." Depois que o Sr. Black falou tchau, ela desligou a ligação.
A Sarah desligou o telefone, um sorriso brincalhão ainda pairando nos lábios dela. O Derrick observou ela, uma faísca de curiosidade brilhando nos olhos dele.
"Crianças?" ele perguntou, a voz dele quase um sussurro.
O sorriso da Sarah vacilou um pouco, substituído por um momento fugaz de tristeza. "É, meus filhos," ela disse, a voz dela suave.
O Derrick sentiu uma pontada de algo parecido com ciúmes agarrá-lo. Ele não tinha percebido que ela tinha seguido em frente, começado uma família. Mas uma parte dele, uma parte minúscula e esperançosa, se perguntou se aquelas crianças…
"Quem são…?" ele começou, a pergunta pairando pesada no ar.
A Sarah suspirou, o olhar dela caindo pra mesa. "Eles são seus, Derrick."
A revelação atingiu ele como um raio. Filhos dele? Ele tinha filhos? O mundo pareceu inclinar-se sobre o eixo, quando um milhão de perguntas invadiram a mente dele.
"O quê?" ele gaguejou, a voz dele tremendo. "Como… quando?"
A Sarah respirou fundo, se preparando para a conversa difícil. "Eu tava grávida, Derrick. Dos seus gêmeos."
O coração dele se partiu. Gêmeos. Seus filhos. Uma onda de emoções – alegria, raiva, arrependimento – o inundou.
"Por que você não me contou?" ele perguntou, a voz dele cheia de mágoa que ele não conseguia explicar direito.
Os olhos da Sarah se encheram de lágrimas. "O Bobby descobriu," ela sussurrou, a voz dela tremendo. "Ele… ele me ameaçou. Ele disse que se eu não me livrasse deles, ele ia…" ela engasgou com um soluço, incapaz de terminar a frase.
A revelação deixou o Derrick com raiva. O Bobby, o próprio irmão dele, tinha ameaçado a Sarah, a mulher que ele amava, e seus filhos ainda não nascidos.
"Por isso você foi embora," ele sussurrou, a voz dele tensa com a compreensão que começava a aparecer.
A Sarah assentiu, as lágrimas escorrendo pelo rosto dela agora. "Eu precisei protegê-los, Derrick. Eu precisei me proteger."
O Derrick estendeu a mão pela mesa, pegando a mão dela na dele. O calor do toque dela enviou uma descarga por ele, uma lembrança da conexão que eles tinham uma vez.
"Você fez a coisa certa, Sarah," ele disse, a voz dele baixa e reconfortante. "Mas você não precisa protegê-los sozinha mais."
Uma faísca de esperança se acendeu nos olhos da Sarah. Será que ela podia confiar nele de novo? Será que eles podiam enfrentar isso juntos, como uma família?
"Eu…" ela começou, a voz dela tremendo. "Meu avô tá cuidando deles agora. Mas…"
O Derrick apertou a mão dela gentilmente. "Mas você quer que eu os veja, não é?" ele completou o pensamento dela, um sorriso de compreensão brincando nos lábios dele.
A Sarah assentiu, uma lágrima escorrendo pela bochecha dela. "Mais do que tudo," ela confessou.
Respirando fundo, o Derrick tomou uma decisão. "Então, vamos," ele disse, a voz dele cheia de determinação e tristeza por não ter estado presente durante o nascimento deles. "É hora de você me apresentar aos meus filhos."
A viagem pra casa do Sr. Black foi preenchida com um silêncio tenso. A mente da Sarah era um turbilhão de emoções – empolgação, nervosismo e medo.
O Derrick tava tentando entender a mudança repentina na vida dele, o peso da paternidade já se estabelecendo sobre ele.
Quando eles entraram na garagem, a Sarah apontou pra janela do segundo andar. "Aquele é o quarto deles."
Seguindo o olhar dela, o Derrick viu uma luz filtrando pelas cortinas, uma pequena amostra da vida que ele tinha perdido sem saber.
A Sarah respirou fundo e guiou ele para dentro. O Sr. Black recebeu eles na entrada, usando um sorriso que mostrava que ele tava sabendo de alguma coisa. Duas carinhas idênticas estavam espiando atrás dele, na esquina.
"Você por aqui, Sarah," o Sr. Black disse, a voz dele morna. "E esse deve ser o Derrick."
O Derrick ofereceu um sorriso hesitante. "Olá, senhor."
O Sr. Black riu. "Sem formalidades, filho. Entre, entre. Os meninos estão loucos pra te conhecer."
Quando a Sarah e o Derrick entraram na sala de estar, os dois garotinhos, Ethan e Leo, se aproximaram com cautela. Os olhos deles estavam arregalados de curiosidade, os rostos deles uma mistura perfeita das feições da Sarah e do Derrick.
A Sarah se ajoelhou, com os braços estendidos. "Meninos, esse é o pai de vocês, Derrick."
O Ethan e o Leo trocaram um olhar, então se moveram lentamente em direção à Sarah. Eles estenderam a mão e tocaram na mão do Derrick, os olhos deles cheios de timidez.
O coração do Derrick derreteu. Ele se abaixou pra altura deles, fazendo contato visual com eles. "Olá, parceiros," ele cumprimentou, falando com uma ternura que ele nunca tinha percebido que tinha.