Capítulo 11
E então, bem quando a Sarah achou que não aguentava mais a agonia, o Bobby deu outra rasteira, pegando ela sem permissão. De novo, ela se viu no consultório do médico, encarando a mesma realidade triste da qual tinha esperança de escapar.
Rolou uma rebeldia na Sarah quando o médico se preparou pra fazer o procedimento pela segunda vez. Ela não tinha como voltar no tempo ou apagar a dor e a agonia que o Bobby causou. Mas, ela tinha como se defender e não deixar ele estraçalhar o espírito dela de novo.
A Sarah endireitou os ombros e encarou o médico, determinada agora. "Eu me nego a fazer isso", ela respondeu, com a voz firme. "Você não pode tirar meu filho de mim de novo. Não agora."
As palavras dela fizeram os olhos do médico arregalarem de surpresa, e a postura dele começou a amolecer com simpatia. Ele falou baixo, "Sra. Duke, eu sei como isso deve ser difícil pra você. Mas seu marido deixou claro que não vai aceitar nada menos que cooperação."
Só que a Sarah foi irredutível e não ia deixar as ameaças e intimidações do Bobby a pararem. A voz dela continuou firme enquanto ela respondeu, "Eu não me importo com o que ele quer." "É meu corpo, minha decisão. E eu decido ter meu filho, independente das consequências."
A Sarah sentiu uma onda de esperança subir nela enquanto o médico ficou em cima do muro, dividido entre a compaixão pela Sarah e a devoção ao Bobby. Talvez, só talvez, ainda existisse uma chance dela escapar, recuperar a liberdade e o respeito próprio do controle dele.
O médico hesitou, a compaixão dele pela Sarah entrando em conflito com a lealdade ao Bobby, até que finalmente ele decidiu. Ele pegou o telefone, sabendo que tinha que contar pro Bobby sobre a decisão da Sarah de não fazer a cirurgia, e fez isso com o coração pesado.
A voz forte e exigente do Bobby explodiu no telefone. Ele gritou, "Que porra é essa?" no telefone, a frustração dele óbvia.
O médico respirou fundo, a garganta seca, pronto pra engolir a reação inevitável do Bobby. Ele respondeu, "Senhor, eu entendo sua frustração", escolhendo as palavras com cuidado. "Mas preciso lembrar que a Sra. Duke tem direitos como paciente, e a decisão final de prosseguir ou não com o procedimento é dela."
A angústia do Bobby era evidente mesmo pelo telefone, a voz dele pegando fogo de ódio. Ele gritou, "Eu não dou a mínima pros direitos dela", num tom rancoroso. "Ela vai me obedecer porque é minha esposa. Vou falar com você agora, doutor. Você vai dar um jeito de persuadi-la a fazer o que tem que ser feito, se souber o que é melhor pra você. Caso contrário, vai se arrepender."
A ameaça mal disfarçada do Bobby fez o coração do médico afundar, e os pensamentos dele correram enquanto ele considerava as alternativas. Ele sabia que ir contra o Bobby ia custar caro, mas também não suportava colocar a Sarah em ainda mais dor e sofrimento, desobedecendo a vontade dela.
"Dr. Duke, por favor, saiba que estou fazendo todo o possível para lidar com essa situação com cautela", o médico disse, com a voz firme apesar do terror que o consumia por dentro. "Mas a Sra. Duke tem a palavra final. Imploro que pense na saúde dela e lide com essa situação com empatia e compreensão."
Houve um momento tenso enquanto o Bobby, na outra ponta do telefone, fervia de raiva mal controlada, a respiração pesada e forte. A cada respiração, o médico esperava a resposta do Bobby, sem saber o que esperar dele em seguida.
Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, a voz fria e profissional do Bobby respondeu ao telefone. Ele respondeu friamente, "Muito bem, doutor", o tom dele enviando calafrios pela espinha dele. "Mas não se engane. Se minha esposa continuar a me desafiar, haverá consequências. E você vai sofrer as consequências. Vou lidar com ela sozinho."
Com esse aviso sombrio, o Bobby desligou a ligação, deixando o médico tremendo de medo e incerteza. Ele sabia que os próximos dias seriam repletos de perigo e tensão, e só podia esperar que a Sarah encontrasse forças para resistir à ira do Bobby e se defender, não importando o custo.
O Bobby desligou a ligação imediatamente, deixando o médico se sentindo desconfortável e nervoso com o que ia acontecer, com aquele aviso assustador pairando no ar.
A Sarah, enquanto isso, se preparou para a raiva esperada do Bobby e esperou impaciente no consultório do médico, o coração batendo forte no peito. Ela sabia que desobedecê-lo teria consequências, mas não ia mais deixar o medo a controlar.
Enquanto ela se preparava para o confronto iminente, o Bobby entrou furioso na sala, com os olhos cheios de raiva enquanto caminhava direto para ela. Ele gritou, "Que porra você acha que tá fazendo?" enquanto a voz dele ecoava nas paredes limpas da sala.
A Sarah não recuou diante da raiva dele; em vez disso, ela se manteve firme. Com um tom alto de desprezo, ela disse, "Eu não vou fazer isso, Bobby. Eu não vou deixar você tirar meu bebê de mim de novo."
O Bobby se aproximou dela, o rosto escurecendo enquanto as feições dele se contorciam de raiva. Ele cuspiu, "Sua ingrata", as palavras dele cheias de ódio. "Você tem noção do que fez?"
Apesar dos avisos dele, a Sarah permaneceu firme em sua decisão e não recuou. "Eu me recuso a ser sua marionete daqui pra frente, Bobby", ela retrucou, mantendo um tom firme apesar do desconforto na barriga. "Eu não vou mais deixar você me controlar."
O Bobby, enfurecido pela desobediência dela, ficou sobre ela e avançou, as mãos se fechando em punhos. A respiração dele bateu no rosto da Sarah, ele rosnou, "Você vai se arrepender, Sarah. Vou garantir isso."
O Bobby encarou a Sarah enquanto ela se recusava a ceder às exigências dele, e um sorriso malicioso brincou em seus lábios. O tom dele era duro e cheio de ódio quando ele disse, "Você acha que pode me desafiar e sair impune, Sarah? Está muito enganada."
A Sarah encontrou os olhos dele diretamente, se preparando para qualquer punição que ele tivesse reservado, o coração batendo forte no peito. Com uma pitada de nojo na voz, ela disparou, "Eu não vou mais deixar você me controlar, Bobby. Eu não vou sacrificar meu filho pelos seus desejos egoístas."
O sorriso do Bobby sumiu, substituído por uma expressão fria e calculista quando ele deu um passo mais perto dela, os olhos brilhando com ameaça. "Você parece ter esquecido seu lugar, Sarah", ele disse, a voz baixa e perigosa. "Mas deixe-me lembrar. Você me pertence. E se ousar me desafiar de novo, vou garantir que sua querida irmã pague o preço."
O sangue da Sarah gelou com as palavras dele, a ameaça à irmã dela enviando um calafrio pela espinha. "Você não faria isso", ela sussurrou, a voz tremendo de medo.
Os lábios do Bobby se contorceram em um sorriso cruel enquanto ele se inclinava, a respiração quente no ouvido dela. "Tenta a sorte", ele sussurrou, as palavras dele enviando um arrepio pela espinha dela.
Com uma sensação de pavor na boca do estômago, a Sarah percebeu que não tinha escolha a não ser cumprir as exigências do Bobby. Se ela se recusasse, a vida da Olivia estaria em grave perigo, e ela não suportava arriscar a segurança da irmã.
Resignada ao destino, a Sarah abaixou o olhar, os ombros caindo em derrota. "Tudo bem", ela murmurou, a voz mal audível. "Eu vou fazer isso."
O sorriso do Bobby se alargou em um sorriso satisfeito quando ele se endireitou, os olhos brilhando de triunfo. "Era isso que eu queria", ele disse, o tom dele cheio de satisfação. "Agora, vamos garantir que você faça o que mandarem."
Com o coração pesado, a Sarah seguiu o Bobby para fora do consultório do médico, a mente dela correndo com culpa e desespero. Ela sabia que, ao cumprir as exigências dele, estava sacrificando não apenas a própria felicidade, mas também a vida do filho que ainda ia nascer. Mas a ideia de perder a Olivia era mais do que ela podia suportar, e não podia arriscar a segurança da irmã em prol da sua própria liberdade.
Enquanto eles caminhavam para a sala de procedimentos, os pensamentos da Sarah eram consumidos por um sentimento de profunda tristeza e resignação. Ela sabia que estava presa em um pesadelo feito pelo Bobby, forçada a suportar sua crueldade e manipulação a cada passo.
Enquanto o médico se preparava para fazer o procedimento pela segunda vez, o coração da Sarah apertou de tristeza e desespero. Ela se sentia como uma marionete, forçada a dançar ao som do Bobby contra a vontade, cada movimento ditado pelos caprichos de um homem que a via apenas como um peão em seu jogo distorcido.
Mas mesmo com as lágrimas escorrendo pelas bochechas e o coração gritando de angústia, a Sarah jurou a si mesma que um dia, ela se libertaria das regras do Bobby, que um dia, ela recuperaria sua autonomia e sua dignidade, não importando o custo.
E até que esse dia chegasse, ela se apegaria à esperança de que um dia, de alguma forma, ela encontraria forças para desafiá-lo e traçar um novo caminho para si mesma, livre das amarras do controle dele.