19
Nova York, Mia
Acordei cedo pela manhã, o dia da minha consulta de ultrassom. Sebastian tinha ligado na noite anterior, e eu tinha falado pra ele sobre a programação de hoje. Ele tinha gentilmente se oferecido pra me buscar, e agora era hora de me arrumar. Limpei o sono dos meus olhos e fui pro banheiro. Um banho rápido e minha rotina de cuidados com a pele depois, coloquei um vestido floral rosa claro.
Bella já tinha ido pro trabalho, deixando o apartamento quieto e vazio. Entrei na cozinha, com a intenção de preparar uma tigela rápida de cereal quando meu telefone tocou. A mensagem do Sebastian avisava que ele já estava esperando lá fora. Arrumei apressadamente minha bolsa pra consulta e saí.
Entrando no carro, cumprimentei Sebastian com um caloroso "Bom dia."
"Bom dia", ele respondeu, oferecendo um sorriso amigável. "Nervosa?" ele perguntou enquanto ligava o carro.
"Na real não", eu respondi, minha confiança impulsionada pelos vídeos do YouTube que eu tinha assistido. O procedimento da ultrassom não parecia tão assustador com base no que eu tinha visto.
Dirigimos pro hospital em silêncio amigável, e ao chegar, saímos do carro. Sebastian estendeu a mão pra mim, e entramos juntos no centro médico.
"Bom dia", cumprimentou a enfermeira na recepção.
"Thornton", Sebastian afirmou prontamente.
Corrigi-o rapidamente, "Anderson. Mia Anderson, tenho uma consulta de ultrassom hoje."
A enfermeira assentiu e checou seus registros. "Sim, Senhorita Anderson. Pode me seguir."
A seguimos por um corredor até uma sala, onde ela fez um sinal pra que eu deitasse na cama branca e estéril. Ela sorriu gentilmente. "Hoje, vamos descobrir como o bebê Anderson está."
"Thornton", Sebastian resmungou de novo, me fazendo rir. Sua determinação em ter seu nome associado a essa consulta era tão engraçada.
A enfermeira começou a ultrassom, sua atitude calma e suave me tranquilizando. Enquanto ela movia o transdutor sobre meu abdômen, ela explicou cada etapa do procedimento e apontou as características do bebê no monitor.
"O bebê está bem", ela disse, tranquilizando. 'Crescendo, feliz e saudável."
Eu não pude deixar de sorrir com suas palavras. Saber que meu bebê estava prosperando dentro de mim era a melhor notícia que eu podia pedir.
A enfermeira continuou sua explicação, apontando o batimento cardíaco do bebê, dedinhos e dedos dos pés. Ela mediu seu tamanho e explicou como tudo estava progredindo como deveria ser. Cada detalhe que ela compartilhou me encheu de admiração e alegria.
Depois que a ultrassom foi concluída, agendamos nossa próxima consulta e saímos do hospital. Meu estômago roncou alto, me lembrando da fome que vinha crescendo desde o café da manhã.
"Tô com fome", eu admiti, meu desejo por comida ficando mais forte a cada minuto.
Sebastian sugeriu McDonald's, mas balancei a cabeça. "Sem fast food."
"Salada, então?" ele ofereceu.
"Não tô de dieta", eu ri.
Ele pareceu um pouco exasperado, mas persistiu. "O que você quer, Mia?"
Soltei um suspiro, me sentindo indecisa. "Não sei."
Sebastian ponderou por um momento antes de sugerir, "Croissant? Um croissant de chocolate, talvez?"
Meu rosto se iluminou. "Oui."
Ele riu do meu entusiasmo e nos levou à pastelaria mais próxima. Ao voltar, ele me entregou um croissant com uma aparência deliciosa e uma caixa de macarons coloridos. Não resisti e os devorei avidamente.
Aproveitando a última mordida, Sebastian pigarreou, e notei uma expressão séria em seu rosto.
"Preciso te contar uma coisa", ele começou, seu tom sombrio.
Sentei-me direito e olhei pra ele com preocupação. "O que foi?"
"Meus pais querem te conhecer", ele afirmou.
A revelação de Sebastian me deixou chocada, minha mente correndo com pensamentos e perguntas. Gaguejei, "Tipo, de verdade?"
Ele assentiu, sua expressão séria. "Sim, eles querem ver, hum, a mãe do neto deles."
Soltei um suspiro, tentando processar essa reviravolta inesperada. "Acho que é possível. Quando?"
Sebastian sugeriu, "Talvez no fim de semana? Posso te levar na sexta, e você pode voltar no domingo."
Considerei a proposta. Os pais de Sebastian moravam em Los Angeles, e uma viagem de fim de semana me permitiria conhecê-los sem atrapalhar muito minha programação de trabalho. "Isso deve dar certo", eu respondi.
Não pude deixar de me perguntar se os pais de Sebastian tinham certas expectativas ou preocupações sobre nossa situação. "Eles esperam algo de mim?" perguntei cautelosamente.
Sebastian suspirou, reconhecendo o elefante na sala. "Eu te disse que eles são religiosos, então provavelmente vão tentar te convencer a casar comigo. Eles viram as notícias e a fofoca. Eles sabem que somos basicamente completos estranhos."
Recostei no banco do carro, sentindo o peso da situação afundar. A perspectiva de discutir casamento com pessoas que eu nunca tinha conhecido antes era intimidadora, para dizer o mínimo. "Quer dizer, se você não quiser, não precisa ir. Invento alguma desculpa", Sebastian ofereceu.
Balancei a cabeça, a determinação tomando conta. Era hora de confrontar meus problemas e encarar a realidade da situação. "Não, eu vou. É hora de encarar a realidade de tudo isso."
Enquanto Sebastian me deixava no meu apartamento, meus olhos pousaram em um carro estacionado na entrada. Olhei pra ele por um momento, tentando entender por que parecia tão familiar. Então, percebi.
"Aquele é o carro dos meus pais", eu disse incrédula, uma sensação de inquietação se instalando em mim.