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Nova York, Sebastian
A onda de raiva que tava correndo pelas minhas veias era tipo... diferente de tudo que eu já tinha sentido. Minhas mãos viraram punhos enquanto eu joguei as provas na mesa na minha frente, tipo, a raiva toda, sabe? Era isso.
"Não me diz que isso é verdade, Patrick!" eu falei, tipo, com os dentes cerrados, a voz cheia de descrença. "Nossa mãe?!"
Patrick soltou um suspiro pesado, dava pra ver o cansaço no olhar dele. "Foi exatamente assim que eu me senti, irmão, quando eu descobri."
A parada foi quase demais pra aguentar. Eu podia esperar essa trairagem do Gavin Campbell, o ex-marido *pilantra* da Mia, mas a real é que minha própria mãe, Elena Vonderschut Thornton, tava no meio de tudo, orquestrando essa palhaçada toda de perseguição. Ela me criou, cuidou de mim e, tipo, acima de tudo, era pra me proteger.
Meu coração tava batendo tipo, descontrolado no peito, e tudo que eu conseguia ver era vermelho – uma névoa de raiva e choque que embaralhava tudo. Parecia que meu mundo tinha virado de cabeça pra baixo, e a traição doeu mais do que qualquer outra coisa que eu já tinha sentido. Só de pensar que minha mãe tinha sido capaz de uma maldade dessas, já era quase demais.
Mia, sempre calma, tentou me acalmar, botando a mão no meu braço. Mas minha cabeça tava tipo uma tempestade, e naquele momento, eu não queria que ninguém me acalmasse. Só queria botar pra fora a raiva que tava fervendo dentro de mim.
A sala pareceu diminuir enquanto minhas emoções quase saíam do controle. A revelação do Patrick tinha desenterrado uma teia de mentiras que pegou todo mundo, e a real da situação era chocante. Era quase demais pra aguentar, e a parada da minha mãe estar envolvida no sofrimento que a gente passou foi um negócio difícil de engolir.
Me levantei da cadeira, a raiva me obrigando a fazer alguma coisa, e comecei a andar de um lado pro outro. Meus punhos cerrados tremiam com a força das minhas emoções, e eu tava quase tendo um treco. A parada de que minha mãe tinha participado do tormento da mulher que eu amo e o potencial de machucar nosso filho que ainda ia nascer foi uma traição que me abalou.
"Não acredito nisso", eu murmurei baixinho, a voz tensa. "Minha própria mãe… Como ela pôde?"
Minha cabeça era uma tempestade de confusão e raiva, e eu senti que não podia confiar em ninguém. A parada da minha mãe estar envolvida no sofrimento que a gente passou me abalou muito. Enquanto eu tentava entender a verdade chocante, me perdi numa névoa de descrença.
Meu irmão Patrick tentou me acalmar, e a postura calma dele só aumentou minha frustração. "Como você consegue ficar tão calmo?" eu perguntei, a voz cheia de descrença.
"Eu já mostrei minha raiva antes de você chegar", explicou Patrick, com um tom medido. "Por isso eu não pude te contar por telefone. Eu sabia que você ia reagir forte, e a gente não quer essa reação filmada pelos paparazzi."
Tentei respirar fundo, mas minhas emoções eram tipo uma tempestade dentro de mim. Tudo que eu conseguia ver era vermelho, e meus pensamentos eram cheios de raiva, traição e o desejo de justiça.
"Se acalma, Sebastian", a voz calma da Mia cortou a bagunça, e a presença dela foi tipo uma boia no meio da tempestade das minhas emoções. Ela era a única constante que eu podia me agarrar, a pessoa que conseguia acalmar a tempestade dentro de mim.
"Prende eles", eu sussurrei, a voz tremendo de raiva. Eu não podia imaginar deixar o Gavin Campbell, o ex-marido traidor da Mia, e a Elena Vonderschut Thornton, minha própria mãe, escaparem das consequências da dor e do sofrimento que eles causaram.
Patrick chegou mais perto de mim, os olhos grudados nos meus. "O quê, irmão?" ele perguntou, como se estivesse pedindo confirmação.
"Prende eles!" eu berrei, a voz cheia de determinação. O único jeito de acabar com esse pesadelo era garantir que os responsáveis pagassem pelas suas ações.
Mesmo que a responsável fosse quem me deu a luz.