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Los Angeles, Mia
Enquanto eu tava sentada no quarto do hospital com o Sebastian, as notícias que ele me deu pesavam no meu coração. Parecia que mesmo no meio da recuperação dele, as sombras do perigo e da incerteza continuavam nos assombrando.
Sebastian começou a contar os detalhes da nova ameaça que tava perturbando ele, uma revelação que me deu um arrepio na espinha. Foi um lembrete forte de que, apesar das nossas esperanças de paz e segurança, ainda tinha gente tramando pra bagunçar nossas vidas.
Enquanto o Sebastian falava, eu tava ouvindo com atenção, meu coração afundando a cada palavra. A ameaça, a razão pela qual ele se sentiu obrigado a ir na ponte vermelha, era um lembrete assustador dos perigos que rondavam a gente. A sensação de vulnerabilidade era demais, e eu não conseguia evitar de sentir uma crescente sensação de desconforto.
O medo pela segurança do Sebastian, e pela minha também, tava me corroendo. A gente tinha achado que o drama e o perigo já tinham ficado pra trás, que a gente finalmente ia poder seguir em frente com as nossas vidas. Mas essa nova revelação destruiu nossa sensação de segurança, deixando a gente num estado de turbulência.
"Você encontrou alguma pista?" Sebastian perguntou, com a voz cheia de preocupação, virando pro irmão dele, o Patrick. A gente tava todo mundo ligado na importância de desvendar essa ameaça e dar um fim ao perigo que pairava sobre nós.
A resposta do Patrick foi séria, balançando a cabeça. "Ainda não. Estamos trabalhando nisso, Sebastian. Vamos fazer de tudo pra chegar no fundo disso."
Depois da nossa conversa no hospital, eu decidi ir na casa do Sebastian pegar mais coisas pessoais dele. Era pra ele ficar no hospital por dois dias, e eu queria ter certeza que ele tinha tudo o que precisava durante a estadia. O peso dos eventos recentes tinha me dado uma profunda sensação de responsabilidade pra cuidar dele.
Chegando na casa do Sebastian, eu me movi com urgência, decidida a arrumar os pertences essenciais dele. A casa dele, que geralmente era um lugar de conforto e aconchego, agora parecia vazia sem a presença dele. Peguei roupas, produtos de higiene e itens pessoais, garantindo que eu arrumasse tudo o que ele ia precisar durante a estadia dele no hospital.
Quando eu voltei pro hospital e tava no meio de desfazer as malas, teve uma batida na porta, e eu fiquei surpresa de ver o pai do Sebastian ali parado. A preocupação nos olhos dele refletia o desconforto que tinha tomado conta das nossas vidas nos últimos dias.
"Sr. Thornton, eu não esperava te ver aqui", eu falei, saindo da frente pra ele entrar.
Ele entrou no quarto com uma expressão sombria. "Mia, eu queria visitar o Sebastian e ver como ele tá. Mas também queria oferecer minha ajuda de qualquer forma que eu pudesse. Precisamos descobrir quem tá causando todos esses problemas."
A vontade dele de nos apoiar foi tranquilizadora, e eu não consegui evitar de sentir uma sensação de gratidão pela participação dele. Juntos, a gente conversou sobre as ameaças recentes e o perigo que tinha acontecido com a gente. O Sr. Thornton tava comprometido em nos ajudar de todas as formas possíveis, e a presença dele foi um lembrete de que a gente não tava sozinho nessa batalha.
Enquanto eu continuava arrumando as coisas do Sebastian, a assistente dele ligou, com a voz cheia de preocupação. Ela perguntou se ela devia remarcar todas as reuniões do Sebastian, dadas as circunstâncias. Eu sabia que tava sendo uma época difícil, e eu não queria sobrecarregar ele ainda mais.
Eu virei pro Sr. Thornton, pedindo a opinião dele. Ele concordou com a sugestão da assistente, entendendo a importância de priorizar o bem-estar do Sebastian.
"Sim, por favor, remarque as reuniões", eu falei pra assistente do Sebastian. "O Sebastian precisa de tempo pra se recuperar e recuperar suas forças."
No entanto, a voz do Sebastian veio do fundo, e ele interrompeu: "Não, não remarque nada, Mia. Vou participar das reuniões via Zoom. Eu não posso me dar ao luxo de deixar essa situação atrapalhar nossos negócios ainda mais."
A determinação dele era evidente, mesmo diante da adversidade. O comprometimento do Sebastian com o trabalho dele e as responsabilidades que ele carregava era inabalável. Eu não consegui evitar de admirar a resiliência dele, mesmo enquanto ele enfrentava uma recuperação assustadora pela frente.
Eu passei a decisão dele pra assistente, que pareceu hesitante, mas no final concordou em seguir com as reuniões marcadas. A dedicação inabalável do Sebastian ao trabalho dele era admirável e preocupante. Eu sabia que ele tava disposto a aguentar o peso das responsabilidades dele, mas eu também entendi a importância de deixá-lo focar na recuperação dele.
Com as coisas do Sebastian arrumadas e prontas, eu saí da casa dele com um senso de propósito. O hospital esperava, e eu tava decidida a voltar pro lado dele, pra estar lá por ele durante a estadia dele, e pra apoiá-lo de qualquer forma que eu pudesse.
A enfermeira chegou com a janta, uma bandeja de comida de hospital que deixava muito a desejar. O Sebastian, que nunca foi de esconder nada, imediatamente descartou. "Eu tô te falando, Mia, comida de hospital tem gosto de plástico", ele comentou com um sorriso irônico.
Eu não consegui evitar de revirar os olhos pra ele. A aversão dele à culinária do hospital era bem conhecida, e era só mais uma das muitas manias que faziam o Sebastian ser, bom, o Sebastian.
"Claro que tem", eu retruquei brincalhona. "Vou ver o que eu posso fazer sobre isso."
Decidida a garantir que o Sebastian tivesse um jantar mais satisfatório, eu decidi tomar as rédeas. Eu sabia que as papilas gustativas dele mereciam algo melhor do que a comida sem graça do hospital. Eu tava bem ciente das preferências dele, e uma delas era um sanduíche específico do Subway.
Saindo do quarto do hospital rapidinho, eu fiz uma viagem rápida pro restaurante Subway ali perto. Com um sanduíche de um pé e uma garrafa de suco de maçã refrescante na mão, eu voltei pro quarto do Sebastian.
"Tã-dã!" Eu anunciei, apresentando a comida como se eu estivesse revelando uma obra-prima culinária. "Comida de hospital, conheça sua rival."
Os olhos do Sebastian brilharam de alegria quando ele viu o sanduíche do Subway e o suco de maçã. "Viu, é por isso que eu te amo", ele declarou com um sorriso, apreciando o esforço que eu tinha feito pra satisfazer os gostos dele.
Eu não consegui evitar de revirar os olhos de novo, mas dessa vez, veio com um sorriso carinhoso.