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Los Angeles, Sebastian
Eu tava sentado no quarto do hospital, que agora virou meu escritório em casa, tipo, participando de mais uma reunião no Zoom. Os negócios continuavam rolando, mesmo depois de tudo que aconteceu nas últimas semanas. Minha mão, ainda doendo do acidente, tava sarando aos poucos, mas a dor era tipo um lembrete constante dos perigos que tão por aí, sabe?
Enquanto eu tava focado na agenda da reunião e na tela cheia das caras dos meus colegas, minha atenção às vezes ia pra outra tela que eu tava vendo. Nessa tela, a Mia tava no sofá, com a reunião dela rolando. Só de olhar pra ela, meu coração aquecia e um sorriso brotava nos meus lábios.
Não tinha como não ser muito grato por ela estar ali. O apoio inabalável da Mia e o fato de que ela tava ali, comigo, na mesma casa, era uma parada que me dava conforto e segurança. No meio das nossas reuniões e responsabilidades, eu achava um alívio saber que ela tava segura, e que a gente tava junto.
A ideia de que a Mia não tava mais longe, que ela não tava mais em Nova York, trouxe um alívio que eu nem consigo botar em palavras. As ameaças e os perigos que tavam nos assombrando eram uma fonte constante de preocupação quando ela tava a quilômetros de distância. Mas agora, a presença dela era tipo um escudo de proteção, uma defesa contra o desconhecido.
Minha mão podia tá sarando, mas o verdadeiro remédio pros meus problemas era a própria Mia. A nossa ligação era uma força que ia além de todas as paradas que a gente tava passando. Ver ela no sofá, ligada na reunião dela, era tipo uma confirmação visual do amor e da parceria que definem nosso relacionamento.
Do outro lado dos nossos desafios tava meu irmão, Patrick, que continuava firme e forte, tentando descobrir quem era a pessoa ou as pessoas responsáveis pelas ameaças que tavam nos atormentando. Enquanto eu tocava meus negócios no Zoom, o Patrick tava fazendo a própria investigação, decidido a acabar com essa perseguição que tava bagunçando a nossa vida.
Mesmo com a dor na mão, o peso da investigação rolando e as demandas do nosso trabalho, eu não conseguia parar de sentir uma gratidão profunda. A bagunça e o perigo que antes nublavam nossos dias deram lugar a um senso de união, de propósito e de determinação.
Enquanto as reuniões virtuais continuavam, eu me pegava dando umas olhadas pra Mia. Não era só a presença física dela que me enchia de alegria, mas a sensação de parceria e união que define nosso relacionamento. Ela era minha rocha, minha âncora em águas turbulentas, e eu era grato demais pelo apoio inabalável dela.
No meio das conversas virtuais e do barulho dos teclados, eu sabia que a gente não tava sozinho. A dedicação do Patrick na investigação, o compromisso dos meus colegas com o trabalho e o amor que ligava eu e a Mia eram os pilares da nossa força.
A incerteza que nos assombrava ainda tava ali, e a ameaça que continuava sem ser identificada pesava nas nossas mentes. Mas, enquanto eu assistia a Mia na tela dela, a determinação dela, a paixão pelo trabalho dela e o apoio inabalável dela por mim eram lembretes de que, mesmo diante da adversidade, o amor e a união podem vencer.
A reunião no Zoom continuou, cheia de discussões e apresentações. Eu não conseguia parar de pensar em tudo que a gente passou, nos desafios que enfrentamos e na força que descobrimos dentro de nós mesmos.
Minha mão podia doer, mas meu coração tava cheio. A batalha contra o desconhecido tava longe de acabar, mas eu sabia que com a Mia do meu lado e a determinação inabalável do Patrick, a gente tava pronto pra encarar qualquer parada que viesse.
Quando a reunião virtual finalmente acabou, uma onda de expectativa me invadiu.
Ao mesmo tempo, eu percebi que a reunião virtual da Mia também tava chegando ao fim. Parecia que a gente tava em sintonia não só nos horários, mas também na vontade de almoçar. Com um sorriso, eu fiz um sinal pra ela, convidando pra gente almoçar junto, pelas telas.
A comida do hospital era famosa por não ser muito saborosa, e eu já tinha virado fã de pedir pro meu assistente arrumar umas paradas de fora. O almoço de hoje era uma combinação deliciosa de macarrão com brócolis e frango suculento. Podia não ser a opção mais saudável, mas era inegável que tava uma delícia.
Sentado na minha mesa, eu puxei assunto com a Mia. "E aí, como foi sua reunião?" perguntei, querendo saber de verdade sobre a parada dela.
"Foi boa. Produtiva, digamos assim. As atualizações e as discussões de sempre."
Eu dei uma risadinha e balancei a cabeça, tipo, entendendo. "Igualzinho", respondi. "Minha reunião também foi de boa."
Enquanto a conversa gostosa rolava no almoço, eu e a Mia não conseguimos evitar de apreciar a simplicidade de dividir a comida e trocar uma ideia leve. Era um intervalo precioso das paradas sérias da vida, um lembrete de que, mesmo diante da adversidade, tinha espaço pra rir e pra camaradagem.
Com uns suspiros de satisfação, a gente se encostou nas cadeiras, e o eco das nossas risadas ainda tava no ar. O conforto da nossa conexão preenchia o espaço, criando uma sensação de união e de experiências compartilhadas.
Enquanto eu sorria pra Mia, não pude deixar de falar: 'Sabe, Mia, é incrível como, mesmo nesses momentos difíceis, a gente consegue achar um alívio numa parada tão simples como dividir uma refeição e trocar uma ideia."
Os olhos da Mia brilharam com aquele olhar maluco de sempre. 'Com certeza, Sebastian. Esses momentos criam um santuário do caos de fora, uma lembrança de que, não importa as circunstâncias, a gente tá junto nessa."