Capítulo 11: Ela parecia uma adolescente?
Agora que ela tava lá, **Martina Martinez** não podia simplesmente vazar. Sorte que ela nunca tinha visto um show desses, então ela tava levando na boa, tipo, pra dar uma distraída.
Esses dançarinos eram super profissionais e botaram pra quebrar no palco e fora dele. E a galera tava gritando e pirando por eles.
Um deles até focou na **Martina Martinez**, tipo se tivesse achado um tesouro raro. No segundo seguinte, ele chegou perto da **Martina Martinez** e falou com uma voz baixa e sexy: "Senhorita, quer subir no palco e dançar comigo?"
A cara da **Martina Martinez** ficou dura, sentindo um monte de gente olhando pra ela, e ela, na hora, balançou a cabeça pra dizer não. "Não, obrigada."
Mas o cara foi insistente e não largou o osso. "Raramente vejo uma mulher tão bonita como você. Não seja tímida. É uma chance e tanto."
A cara da **Martina Martinez** ficou mais dura ainda. Bem na hora que a **Elena Rodríguez** ia falar alguma coisa, rola um barulho sinistro vindo de trás!
"Parados! Todo mundo! Desliga a música! Somos a polícia!"
Com os berros da polícia, a cena finalmente foi controlada. Um monte de gente na hora quis correr, mas as portas da frente e de trás, as janelas, tudo fechado, sem saída.
Mesmo que quisessem correr, tinham que ver se tinham asas primeiro.
A **Martina Martinez** também tava numa boa, principalmente porque tava sendo puxada pelo braço pelo dançarino que tinha chamado ela antes.
Essa cena foi logo mal interpretada pela polícia.
Não demorou muito e levaram todo mundo pra delegacia. Alguém interrogou a **Martina Martinez** sozinha: "O que você tava fazendo na boate?"
A **Martina Martinez** tava com a cara de paisagem. "Assistindo o show."
"Qual é a sua relação com aquele dançarino? Você sabe que ele é suspeito? Ele é muito suspeito de usar a admiração das garotas pra estuprar várias mulheres, incluindo menores de idade."
A **Martina Martinez** não conhecia ele de nada.
Ela ficou meio chocada, mas achou que tava com sorte. "Não sabia antes, mas agora sei", ela falou.
Mesmo sendo interrogada várias vezes, a **Martina Martinez** se recusou a admitir qualquer ligação com essas pessoas.
A polícia continuou perguntando: "Mostre sua identidade. Precisamos fazer um registro e investigar melhor suas informações. Quando tudo estiver claro, devolvemos sua identidade e você pode ir embora por enquanto."
A **Martina Martinez** concordou, pronta pra cooperar, mas de repente percebeu que tinha esquecido a identidade dela na correria pra sair. "Esqueci minha identidade. Vocês acreditam em mim, policial?" ela perguntou com um olhar meio envergonhado.
O policial não acreditou nela. Afinal, a **Martina Martinez** já tava meio "envolvida" com aquela galera, e agora não tinha identidade, o que fez a polícia desconfiar ainda mais.
A **Martina Martinez** entendeu a expressão e o tom do policial e falou meio sem esperança: "Então... quer dizer que não posso voltar pra casa?"
O policial tava quase respondendo, quando parece que se comoveu com a expressão sincera e fofa da **Martina Martinez** e suavizou um pouco o tom.
"Ou talvez você possa pedir pra sua amiga trazer sua identidade, aí você pode voltar", sugeriu o policial.
A **Martina Martinez** franziu a testa com força. Nessa cidade grande, a **Elena Rodríguez** era a única amiga próxima dela. Mas agora, ela também tinha sido levada pra lá. Quem mais podia ajudar ela?
Outro policial novinho tava desconfiado e falou: "Moça, por que você tá tão hesitante? Será que você não tem 18 anos e tá com medo?"
A **Martina Martinez** ficou sem palavras. Afinal, ela parecia bem novinha. Mesmo se dissesse que tinha menos de 18 anos, um monte de gente ia acreditar.
"Então, por que você não liga pra sua família? Nós, policiais, entendemos", falou o policial.
A **Martina Martinez** ficou mais sem esperança ainda.
O pai dela tava tão longe de LA, como ia aparecer lá? Era pura ilusão!
Mas, além do pai dela, quem podia provar a identidade dela?
A **Martina Martinez** segurou uma ponta de esperança: "A **Elena Rodríguez**, que foi trazida pra cá comigo, é minha amiga. Ela pode testemunhar por mim! Ou talvez ela possa me ajudar a pegar minha identidade também."
Infelizmente, a polícia já tinha decidido que a **Martina Martinez** era uma adolescente e tinha até se metido numa boate? Que irresponsabilidade.
Por isso, sem dizer nada, eles levaram a **Martina Martinez** pra um "banheiro" grande.
Tinha um monte de convidados ou artistas da boate reunidos ali.
Entre eles, o **Adam Paloma**. Ela não fazia ideia do que ele tava fazendo ali.
Assim que viu a **Martina Martinez**, a expressão dele mudou na hora.
"E aí, não é a **Martina Martinez** azarada que se lascou agora?" o **Adam Paloma** zoou.
A **Martina Martinez** revirou os olhos de saco cheio e falou: "Você não se lascou também?"
O **Adam Paloma** zombou: "Você não entende. Eu posso ir embora agora!"
Como num passe de mágica, um policial falou educadamente com o **Adam Paloma**, dando a entender que tudo era um mal-entendido e que ele podia ir.
"Me pergunto o quanto o **Benjamin Walker** ia ficar feliz se te visse nesse estado deplorável", o **Adam Paloma** zombou da **Martina Martinez**. "**Martinez**, você pode ficar aqui esperando! Não vou mais brincar com você!" ele adicionou antes de ir embora com o grupo de amigos dele.
Faz sentido, afinal. A família do **Adam Paloma** tinha um histórico importante e poderoso.
Embora não fosse comparável à família **Walker**, não podia ser subestimada. Como ele ia se afogar na sarjeta por causa disso?
Ao contrário, ela era quem não podia voltar pra casa agora.
A única coisa boa era que a **Elena Rodríguez** não tava ali. A **Martina Martinez** perguntou pra polícia e eles disseram que ela já tinha ido embora.
A **Elena Rodríguez** provavelmente ia conseguir trazer a identidade dela logo e resgatar a **Martina Martinez**.
Com esse pensamento, a **Martina Martinez** parou de se preocupar e encontrou um cantinho na sala pra se agachar no chão. Ela abraçou as pernas com força e enterrou a cabeça nos braços.
O que aconteceu hoje foi de repente, mas uma coisa levou a outra, e as emoções da **Martina Martinez** ficaram agitadas mais uma vez. Será que a desgraça nunca vem sozinha?
No entanto, só pra assistir um show especial, ela podia encontrar inesperadamente investigações por práticas comerciais ilegais ou até casos de estupro. Ela tava com uma baita azar!
Muitos adolescentes também foram presos com eles.
Vários policiais criticaram eles um por um, avisando pra se protegerem e evitar ir a esses lugares o máximo possível pra não se machucarem.
Até a **Martina Martinez** foi xingada direto.
A **Martina Martinez** não pôde evitar um sorriso amargo e não ficou com raiva, mas achou que era tão estranho.
Enquanto isso, o **Benjamin Walker** tirou o casaco com uma expressão fria, sentado no sofá da sala.
Olhando pra casa cada vez mais vazia e a falta de qualquer sinal da **Martina Martinez**, o humor dele piorou.
Ele puxou a gravata com impaciência e olhou pro **Simon Lee**, dizendo: "Vai checar e descobrir o que aconteceu, e liga pra família **Rodríguez**."
Segurando o telefone na mão, o **Benjamin Walker** fez inúmeras ligações, mas ninguém atendeu do lado da **Martina Martinez**.
O que ela tava fazendo?
Ela tava ignorando de propósito, ou --?
A **Martina Martinez** nunca tinha sido assim antes, será que ela ainda tava brava com ele?