Capítulo 72: Virando o jogo
As três damas já foram com aquelas indiretas, tipo, "Ai, a gente não te trouxe aqui pra isso, né? A gente veio jogar Mahjong na tua casa."
"Agora vocês sentam do lado da Miss Martinez, tipo guarda-costas dela. Tão com medo da gente levar toda a grana?"
**Benjamin Walker** tava super nobre, como se nada que acontecesse com ele fosse surpreender ou chatear ninguém. Em vez disso, a galera só conseguia pensar em como o **Benjamin Walker** era gato.
Até as três damas não conseguiram evitar de ficar chocadas. Por que, entre os humanos, o **Benjamin Walker** era tipo, muito mais gato que todo mundo?
E desde que o **Benjamin Walker** apareceu, parecia que tinha uma parada inexplicável rolando entre ele e a **Martina Martinez**. Tipo, uma mudança nas almas deles, deixando todo mundo de boca aberta.
**Benjamin Walker** arrumou o cabelo da **Martina Martinez** de boas. Depois, o olhar dele foi indo devagar pras outras, sem pressa, nem devagar demais. "Meninas, não precisam se preocupar comigo. Continuem aí, não liguem pra mim."
De qualquer forma, como ignorar aquela sensação forte de pressão que rolou desde que o **Benjamin Walker** apareceu? Parecia que todo mundo ali tava morrendo de medo, né?
Mas, pensando na identidade do **Benjamin Walker**, eles não ousaram falar muito. No máximo, descarregavam a frustração por dentro, com aquela cara de sorriso.
A **Elizabeth Walker** tava meio que sem saber o que fazer, meio constrangida. Expor a situação na frente de tanta gente, ela só conseguiu baixar a voz e perguntar, com cuidado, "Filho, por que você voltou de novo? Não ia ficar ocupado no trabalho, na empresa? Voltar tão cedo pode não ser uma boa ideia. Alguém pode ficar chateado."
Mesmo que algumas pessoas ficassem chateadas, não iam ousar fazer nada pro **Benjamin Walker**. Então, tanto faz pra ele.
**Benjamin Walker** olhou pra mãe dele, tipo, tanto faz, e falou: "Posso trabalhar em casa também."
Depois, deu um tapinha de leve no ombro da **Martina Martinez**.
A **Martina Martinez** ficou na dela, do começo ao fim. Agora, depois do tapinha, ela só conseguiu dar uma olhada de desprezo e falou: "Que cê tá fazendo? Para de me encher, tô jogando aqui."
Então o **Benjamin Walker**, sentou ali sem falar nada, parecendo obediente a ponto de dar desconfiança.
Todo mundo sabia direitinho que tipo de pessoa era o **Benjamin Walker** — uma pessoa que não se questiona, alguém que causa muito medo.
E, tipo, lá tava ele, obedecendo o que a **Martina Martinez** falou. Chocou todo mundo, fazendo os olhos arregalarem de descrença.
Até as três damas que tavam jogando Mahjong esqueceram o jogo por um tempinho e focaram a atenção no **Benjamin Walker** e na **Martina Martinez**.
Era inacreditável. Tinham ouvido da galera mais nova que a **Martina Martinez** não era muito querida nessa casa.
Até o **Benjamin Walker** parecia que tava nem aí pra ela. Mas agora, parecia que as coisas não eram como diziam. Realmente, boatos não dá pra confiar!
Pela situação agora, parecia que a **Martina Martinez** não só era super amada pelo **Benjamin Walker**, como também já tinha conquistado a sogra!
Era o caso perfeito da garota comum e ingênua que dá a volta por cima depois de casar com um cara rico. Era completamente diferente do que eles imaginavam.
Infelizmente, essas três damas eram inteligentes, então não ousaram falar nada direto. No máximo, tremeram por dentro.
O jogo de Mahjong continuou, e a **Martina Martinez** tava errando de propósito, dando as peças pros outros. Logo, os outros ganharam de novo.
Como o **Benjamin Walker** não ia perceber que a **Martina Martinez** tava fazendo de propósito? Afinal, ela já tinha mostrado antes que sabia jogar Mahjong.
Agora, ela tava dando as peças pros outros toda hora, mesmo já tendo descartado as peças. Se não era de propósito, ninguém ia acreditar.
As três damas se divertiram rapidinho com a carinha de boba e fofa da **Martina Martinez** mais uma vez.
"Ah, jogar Mahjong com alguém como a Miss Martinez é a coisa mais interessante! Se tiver tempo livre, pode vir jogar com a gente. As portas tão abertas!", uma das damas falou.
Afinal, jogar com o estilo suicida da **Martina Martinez** era tipo, sem precedentes pra elas.
Se jogassem mais vezes com a **Martina Martinez**, talvez conseguissem até uma graninha!
De qualquer forma, quem ia reclamar de ter muita grana? As três damas ali não eram exceção.
O coração da **Martina Martinez** continuou calmo, e ela tava planejando continuar perdendo.
Afinal, ela não ia ganhar de jeito nenhum, então, se pudesse se divertir um pouco, ia ser demais.
Quem ia esperar que, no segundo seguinte, o **Benjamin Walker** pegou outra peça e jogou. "Nove cracks."
A jogada inesperada do **Benjamin Walker** surpreendeu a **Martina Martinez**, e ela esqueceu a próxima reação por um tempinho.
O olhar dela tava fixo na mão grande e bem definida do **Benjamin Walker**, e, por um tempo, ela esqueceu do próximo passo.
As mãos do **Benjamin Walker** eram particularmente atraentes, tipo ele como pessoa, impossível de achar algum defeito.
As três damas não conseguiram evitar de murmurar baixinho quando viram o **Benjamin Walker** fazendo a jogada. "Por que até o **Benjamin Walker** tá entrando nessa? Ele tá planejando nos sacanear?"
**Benjamin Walker** sorriu de leve, com uma expressão super tranquila no rosto. Mas só quem conhecia o **Benjamin Walker** bem conseguia sentir que ele tava meio chateado.
Ele respondeu, tipo, tanto faz: "Meninas, não precisam se preocupar. Pra ser sincero, eu também não sou muito bom em jogar Mahjong."
Talvez por consideração ao **Benjamin Walker**, ou talvez porque não ousaram resistir, o jogo continuou.
Mas, desde a aparição do **Benjamin Walker**, a situação mudou radicalmente. A **Martina Martinez** não perdeu mais tão rápido como antes, e até ganhou todas as rodadas.
No final, a grana que as três damas tinham ganho antes foi quase toda embora.
A **Elizabeth Walker** tava meio boba. Não esperava que o filho dela fosse ótimo no trabalho, mas também bom em jogar Mahjong.
Foi totalmente inesperado. Se ela tivesse as mesmas habilidades que o filho, não ia precisar se preocupar em ser passada pra trás no futuro.
Mas o **Benjamin Walker** não teve tempo de jogar Mahjong com a mãe dele. As ações dele eram só pra impedir que aquelas três damas se unissem contra a **Martina Martinez**. Era impossível que as manhas daquelas três damas escapassem dos olhos dele.
Por causa da presença do **Benjamin Walker**, o jogo acabou rapidinho, com uma nota estranha. As damas esfregaram a testa, uma por uma, enquanto inventavam desculpas pra sair rapidinho. "Ah, eu acabei de perceber que minha filha volta mais tarde, então tenho que ir!"
Outra dama falou: "Acho que deixei o gás ligado em casa. Preciso correr pra ver..."
"Eu... eu tô sentindo um pouco de dor de barriga de repente. Preciso encontrar um médico!"
Na real, as intenções delas já tavam claras, e a **Elizabeth Walker** não impediu. Em vez disso, trocou umas palavras educadas com as três damas. "A gente continua outra hora, se tiver chance. Se cuidem e tenham um bom dia."