Capítulo 225: Herança de Família
Tipo, a Martina não era muito fresca com comida, mas se pudesse comer algo bom, ela, tipo, não ia querer comer nada sem graça, né?
Enquanto ela tava curtindo a comida deliciosa, ela sentiu que o humor dela deu uma baita melhorada. E ao mesmo tempo, ela tava pensando que tinha fechado duas parcerias hoje, ganhando uma grana preta, o que deixou ela mais feliz ainda.
No momento, a Martina era financeiramente independente e conseguia se virar sozinha, sem precisar de ninguém. Ela podia, inclusive, dar uma força pro pai dela quando ele fosse morar com ela. A ideia da conta bancária dela, que ia bombar com o trampo dela, enchia ela de alegria. A vibe dela era tão positiva que tava contagiando todo mundo.
O Benjamin tava ligado na mudança de humor da Martina. Ver ela toda felizona animou ele também.
Enquanto isso, a única pessoa que tava sofrendo pra comer era a Elizabeth. Se ela não tivesse MUITA fome, talvez nem conseguisse dar uma garfada.
O Jack, por outro lado, tava curtindo a refeição, e no meio dela, ele fez um sinal pro Nathan com um olhar discreto. O Nathan saiu e voltou pro quarto do Jack por uns minutinhos. Como essa parada não chamou a atenção de ninguém, ninguém perguntou o que ele tava aprontando.
O Jack resolveu puxar um assunto, ele mesmo: "Martina, há quantos anos você tá com a nossa família?"
Na hora, a Martina ficou chocada, meio que travou. O corpo dela deu uma tremidinha enquanto ela pensava na pergunta, já que veio do Jack.
"Uns seis anos e três meses, mais ou menos", a Martina estimou o tempo certinho, até os meses.
O Jack balançou a cabeça: "É, já faz mais de seis anos. Mais de seis anos... até os membros da família já deviam estar acostumados."
A Martina não tava sacando o que o Jack queria dizer com aquilo e decidiu ficar na dela, esperando pra ver qual era.
O Benjamin, por outro lado, pareceu entender a intenção do pai dele na hora. Os olhos dele brilharam, e como ele era inteligente, ele geralmente entendia as intenções das pessoas de boa. Mas ele não falou nada e continuou lá sentado como se nada tivesse acontecendo, só dando umas olhadas na Martina de vez em quando.
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No meio dos olhares curiosos e atentos dos outros, o Jack continuou devagar: "Isso aqui é um presente meu pra você. Considera como uma lembrança."
A Martina viu uma caixa toda bonitona aparecer na frente dela e ficou pensando no que podia ter ali dentro. Só que ela não podia recusar a gentileza do Jack.
Vendo o Jack abrir a caixa, ela encontrou uma pulseira toda trabalhada lá dentro. Era feita de jade esculpida, com uns desenhos super elaborados e vazados. Os desenhos eram estranhos pra ela, mas pareciam MUITO bonitos. E, tipo, parecia ser bem cara.
A Martina nunca tinha visto algo parecido antes, e além de saber que era MUITO caro, ela não tava pensando em mais nada. Mas as pupilas do Benjamin, de repente, deram uma dilatada.
Até a Elizabeth ficou encarando o presente, com os olhos arregalados, como se quisesse pegar a caixa pra ela na hora. Pra família deles, esse item tinha um significado gigante, ia além de ser só uma pulseira; era uma herança de família, valiosa pra caramba.
Mas, não importa o quanto o presente parecesse importante, a Martina se sentiu meio desconfortável aceitando. Ela tentou explicar o que tava sentindo meio sem jeito: "Jack, acho que essa pulseira é valiosa demais. Eu realmente não posso aceitar. Eu sei que você tá fazendo isso pra me ver bem, pra me fazer feliz. Mas acho que não precisa. Eu agradeço a sua intenção."
Só que o Jack, de repente, fez uma cara séria e falou: "Aceita. Eu insisto. E eu já te dei. Não é certo dar um presente e depois pedir de volta. Você tá dizendo que não gostou?"
A Martina balançou a cabeça rapidinho: "Claro que não. E você é tão gentil comigo."
O Jack continuou: "Então aceita. Não é tão valioso assim; o valor mesmo tá no trabalho artesanal. Se você aceitar, eu vou ficar feliz."
A Martina não sabia mais como recusar. Ela não podia, de jeito nenhum, recusar a gentileza de um mais velho.
Ela olhou pro Benjamin, meio que instintivamente, esperando que ele pudesse ajudar ela nessa situação. Pra surpresa dela, ele fez que sim com a cabeça, indicando que ela devia aceitar a pulseira.
Meio sem graça, a Martina não teve outra escolha a não ser focar no Benjamin, que parecia ser a única pessoa que podia ajudar ela. Ela engoliu seco e aceitou a pulseira, meio a contragosto.
Depois, a Martina pensou que tanto fazia. Se ela fosse embora no futuro, ela podia deixar a pulseira pra trás. Ela tava só guardando por um tempo pro Jack, afinal.
O Benjamin, no entanto, não tava ligado nos pensamentos da Martina. Se ele soubesse, com certeza ia se arrepender das escolhas dele, já que uma vez ele teve que correr atrás dela no crematório, que nem um trouxa.
A Martina falou: "Já que é uma gentileza sua, eu aceito por enquanto. Vou guardar por um tempo. Muito obrigada."
Quando ela realmente aceitou o presente, a Elizabeth não conseguiu mais se segurar.
"Jack, como você pode fazer isso? Essa pulseira representa a posição de chefe da família Walker, e é uma herança! Eu tô na família Walker há tanto tempo e nunca ganhei. Por que vai parar nas mãos da Martina?" A Elizabeth tava quase chorando.
Ela queria saber por quê, por que a Martina sempre ganhava essas coisas maravilhosas, uma atrás da outra, de boa, enquanto ela se matava pra conseguir o que queria e nunca conseguia.
O Jack, meio puto, deu uma bronca na Elizabeth: "Você veio jantar, não foi? Por que tá falando tanto?"
Morrendo de medo, a Elizabeth ficou quieta. Mas a Martina, naquele momento, se ligou que o significado da pulseira era mais do que ela imaginava no começo. Não era só cara, tinha um significado profundo.
Agora, ela não podia aceitar. Ela não tava planejando ficar com o Benjamin, e pegar a pulseira ia passar a mensagem errada. Então, ela empurrou a pulseira de volta pela metade e falou: "Jack, eu realmente não posso aceitar."