Capítulo 171: Por Favor, Investigue.
Falando nisso, a parada bateu com o que a Martina tava pensando, mó surpresa.
A Martina nem tava a fim de esconder nada, desde o começo. Resolveu abrir o jogo com a Elena, porque tava rolando um bagulho estranho que não dava pra ignorar.
"É tipo isso mesmo, impossível uma coincidência dessas acontecer, a não ser que alguém fez de propósito", a Martina continuou.
Demorou um tempão pra Elena responder, acho que tava tentando montar as palavras, sabe? Tava mó perdida, sem saber o que falar.
"Como assim? Tá rolando algo de errado mesmo? Não tô entendendo nada. Mesmo entendendo cada palavra, quando junto tudo, não faz sentido!!" Finalmente, depois de um tempo, ela perguntou.
Se a Martina tivesse com a Elena naquele momento, ia ver a cara dela de chocada, tipo 'what?'
A Martina nem ligou, mandou um emoji de boa. Parecia que ela tava falando do assunto mais complicado, mas com a maior tranquilidade. Pra ela, já não tinha mais nada muito difícil de aceitar, então tava numa boa, sem se abalar muito.
"Eu sei o que você quer dizer, e por coincidência, tenho uma parada pra te contar. Quando aqueles caras arranjaram briga hoje, eles gritaram meu nome. Acho que não foi por acaso", respondeu a Martina.
A Martina deu uma pausa, como se tivesse lembrando da cena, e confirmou que tava tudo certo na memória dela. Ela não tinha bebido hoje, e se não lembrasse disso, nem ia dizer que era uma jovem de vinte e poucos anos!
Sem saber o que a Elena ia falar, a Martina continuou, focando no que tava pensando. Porque às vezes a Elena fica meio 'oi?', e aí a Martina tinha que dar uma força.
"Elena, pensa comigo. Se fosse só um cara aleatório no bar, como ele ia saber meu nome? A não ser que eles tivessem vindo aqui pra me procurar, e usaram qualquer desculpa pra causar. Pode até parecer, mas é tudo mentira. Tentar enganar assim não ia ser tão fácil."
A parada da Martina bateu forte na Elena, que ficou sem saber o que fazer. Mesmo pelo telefone, dava pra sentir o coração dela acelerando, mó nervosa. Ela tava sentindo que a parada não era tão simples!
Na maior confusão, a Elena nunca tinha passado por isso, nem tinha pensado nessa possibilidade. Porque ela sempre foi mimada, e tratava todo mundo com carinho. A não ser que alguém armasse pra ela, ela nunca ia provocar ninguém.
Vendo como as coisas foram hoje, a Elena achou que aqueles caras eram só uns idiotas chatos, por isso agiram assim. Mas nunca tinha pensado que as paradas podiam não ser coincidência, e sim, armadas por alguém.
De qualquer jeito, a Elena não tava entendendo nada e só podia conversar com a Martina: "Quem ia ter coragem de fazer isso? Eles não sabem quem a gente é, qual nossa relação?"
Se alguém tava aprontando, tinha que saber das paradas de cada uma, por isso a Elena fez aquelas perguntas. Mas, por mais que pensasse, não conseguia entender, e isso deixou ela curiosa e querendo saber o que rolou.
A Martina revelou a principal suspeita: "Eu acho que pode ser a Amy, mas não tenho provas concretas."
Depois de um tempo pensando, respirou fundo e continuou: "Então, queria que você me ajudasse a investigar. O ideal seria descobrir quem tá por trás disso tudo, pra eu me preparar."
Aí a Elena entendeu, e quase na hora tomou uma decisão, mó raiva por dentro! Faltou pouco pra ela partir pra cima! Se não fosse a falta de provas e gente pra ajudar, já tinha feito.
"Beleza, pode deixar comigo. Vou investigar e descobrir a verdade. Se for ela, não vai escapar!" respondeu a Elena, com uma determinação forte.
"Não precisa ser tão radical", a Martina deu uma risada, "Só precisa mandar alguém investigar, com calma. Do resto, eu cuido."
A Elena conhecia bem a personalidade da Martina, esperta, decidida e forte. De criança pra adulta, a parada só mudava na frente do Benjamin, porque ela amava ele. Mas, em tudo na vida, ela mandava muito bem.
No momento, era 'toma lá, dá cá', e a Martina não perdoava quem provocava ela. Até o Benjamin tinha que baixar a guarda, imagina os outros.
Pensando nisso, a Elena nem hesitou e concordou: "Tá, então eu cuido da investigação, o resto é com você."
"Se for verdade, vou fazer aquela mulher pagar caro. Que falta de vergonha!! A gente não foi atrás dela, e ela que quer brigar com você. O povo da família Paloma já nasce sem vergonha?"
...
Depois de desligar o telefone, a Martina finalmente conseguiu dar uma relaxada. Ela achava que ia ter resultados em breve.
Nessa hora, a Amy saiu do bar. Antes disso, na hora que ela viu o Benjamin, ela queria muito ver ele, mas pra não se entregar, teve que se controlar e esperar o Benjamin ir embora, pra não chamar a atenção dele, e só depois sair com calma.
A Amy tava mais esperta agora, nas atitudes. Pelo menos não tava mais impulsiva, e começou a usar um pouco o cérebro. Talvez fosse isso que chamam de aprender com os erros.
Ela aprendeu umas lições por causa da Martina. Agora, pra ter cuidado, ela ia ter que ser mais esperta nas paradas, pra se proteger, e evitar qualquer consequência ruim.