Capítulo 224: Tragam-lhe um Conjunto de Utensílios
Depois de entender tudo isso, Jack sentiu uma vontade ainda maior de consertar as coisas, mesmo que fosse pelo neto dele.
"Gary, deixa eu te falar, se nosso lance for afetado por uma pessoa de fora, o problema é meu. Mas aquela moça, pra mim, não é de fora", disse Jack com uma carranca. "Martina é minha nora escolhida. Tirando ela, ninguém mais casa com meu neto, nem mesmo a sua neta!"
Depois de falar isso, Jack perdeu a paciência de vez. Deu um olhar significativo pro Nathan, e depois saiu de fininho, sem olhar pra trás. Não tava nem aí pras reações do Gary e do Adam.
Demorou um tempão depois que o Jack foi embora pra que os dois homens, o avô e o neto, finalmente reagissem.
A cara do Gary ficou toda escura. Mesmo agora, ele não achava que tava errado. Devia ter um jeito de dar a volta por cima nessa situação, e ele ia achar uma solução.
...
Quanto mais o Jack pensava, mais puto ele ficava. A pressão dele tava quase explodindo. Se não fosse o Nathan dando uns toques e oferecendo remédios no fundo, podia ter dado problema de saúde de verdade.
O Nathan perguntou baixinho lá de trás: "Sr. Jack Walker, não esquenta. Pra onde a gente vai agora? Vamos pra casa direto ou...?"
O Jack pensou um pouco, e aí conseguiu controlar as emoções. A cara dele finalmente voltou pro jeito simpático de sempre.
"Vamos pra casa. Preciso me preparar pro que vem por aí. Nunca imaginei que as pessoas de fora iam ver minha nora desse jeito", respondeu ele. "Parece que vou ter que fazer alguma coisa pra mostrar pra elas que a Martina é a única nora que eu reconheço."
...
Logo, já era de noite, e a Martina nem fazia ideia do que tinha rolado na casa do Jack. Depois de terminar o trabalho, ela voltou pra casa.
Nesse tempo, ela não tinha falado com o Benjamin, porque tava super ocupada e nem tinha pensado nele.
Irônico, o Benjamin mandou uma mensagem pra Martina antes de voltar pra casa. Infelizmente, a Martina só viu quando chegou na porta e nem se deu ao trabalho de responder.
Chegando em casa, ela viu que o Benjamin e o Jack já tavam sentados na sala de jantar, mas nenhum dos dois tinha encostado na comida.
A Elizabeth ainda não tinha aparecido, talvez porque tava se sentindo estranha depois do que rolou mais cedo. Ela tinha ficado um dia inteiro sem comer. Será que o estômago dela não sabia o que era fome?
De qualquer jeito, a Martina não queria se preocupar com os sentimentos dos outros no momento. Ela só queria comer e beber até não poder mais.
Quando os dois homens viram a Martina, já foram fazendo um sinalzinho pra ela vir, do jeito deles. O Jack falou: "A gente tava morrendo de saudade, vem cá, gatinha".
A Martina concordou com a cabeça e foi mais rápido pra sentar do lado do Jack, perguntando: "Só passou um dia, vocês sentiram tanto assim a minha falta mesmo?"
O Jack concordou com a cabeça com uma cara sincera, como se tivesse com medo da Martina não acreditar nele. "Lógico, você é muito querida pra gente. Sem você, não teria o meu garoto fedorento, que agora é um cara influente. Você é uma heroína na nossa família", disse o Jack.
Pensando nas experiências passadas, a Martina não conseguiu não se sentir um pouco amarga. Ela falou: "Eu não fiz muita coisa. Só fiz o que deu. Não precisa falar disso."
O Benjamin juntou os lábios, provavelmente refletindo nas experiências do passado e se sentindo pior ainda por causa disso. Como ele não tinha percebido como as atitudes dele eram inadequadas naquela época, que fizeram a Martina ficar desesperançosa e querer ir embora toda hora?
Agora, ele queria consertar as coisas, mas consertar não era moleza. Infelizmente, não tinha cura pra arrependimento, e por mais que ele se arrependesse das atitudes dele, não ia conseguir mudar a situação. A única coisa que ele podia fazer era tentar consertar e fazer a Martina se apaixonar por ele de novo.
O Jack deu uma bicuda no Benjamin por baixo da mesa. "Seu inútil! Sua mulher voltou, e você nem pensa em pegar os talheres pra ela?"
O Benjamin já se levantou, parecendo que ia fazer alguma coisa, mas a Martina negou rapidinho.
Ah, qual é, se o Benjamin fizesse isso, ela ia ser motivo de chacota dos outros?
A Martina foi mais rápido e chegou na cozinha, falando: "Eu mesma faço. Você não precisa fazer isso."
Nessa hora, a Elizabeth, que não tinha comido o dia inteiro, finalmente não aguentou mais. Ficar sem comer um dia era muito desconfortável mesmo, e quando ela tinha passado por uma humilhação dessas?
Vendo a mesa cheia de coisas gostosas, incluindo dois pratos que ela gostava muito, a fome dela superou qualquer outro sentimento. Ela foi rapidinho pra mesa de jantar e olhou pro Jack com uma expressão de desculpas. "Jack, me desculpa mesmo. Sei que eu tava errada."
O Jack não queria ver nada de ruim acontecer com a Elizabeth e acenou com a mão, falando: "Ah, senta e come. Se você quiser fazer greve de fome por causa dessas coisas de novo, não vou nem ligar se você morrer de fome."
A Elizabeth concordou com a cabeça sem jeito, sentou e de propósito sentou um pouco longe dos outros, provavelmente porque ainda tava se sentindo desconfortável.
Aí a Martina trouxe os talheres. Vendo as atitudes da Elizabeth, ela ajudou, pegando mais dois jogos de talheres. Foi só um ato de gentileza, uma coisa que ela fez por causa do Jack.
Quanto mais o Jack olhava pra Martina, mais satisfeito ele ficava. Que menina gentil!
O Jack falou com a voz grossa: "Beleza, agora que tá todo mundo aqui, vamo comer. Também tenho uma coisa pra falar depois."
Em silêncio, todos sentaram na mesa, cada um com seus pensamentos, mas ninguém revelou nada.
A Martina, vendo os pratos favoritos dela na mesa, não conseguiu evitar a vontade de comer. Ela sabia que os chefs que o Benjamin geralmente contratava eram incrivelmente habilidosos. Deixando de lado outros fatores, a expertise culinária deles era impressionante, e eles conseguiam criar pratos únicos todo dia.
De vez em quando, ela não conseguia não questionar a pressão mental nos chefs. Só a contemplação diária desses pratos devia ter sugado uma boa parte da força mental deles.