Capítulo 236: Deu-lhe Liberdade
Porque a Elizabeth não conseguia superar essa parada emocional e queria de volta a atenção dos outros, ela fingia de propósito que não estava com apetite, achando que ia mudar o que os outros sentiam por ela. Mas essa tática deu ruim, e ninguém pareceu ligar. Com o tempo, ela parou com isso, mas perdeu a dignidade no processo.
Agora, quando ela ouvia os outros falando essas coisas, já era difícil pra ela manter a pose. Ela não conseguia dizer mais nada.
"Ah, entrem. Hoje é o aniversário do Jack, e eu aposto que ele tá feliz que vocês vieram. Mais tarde, a gente vai comer bem e se divertir. Provavelmente tem outras atividades planejadas também", disse a Elizabeth com um sorriso, apesar de não saber muito sobre os detalhes desses eventos e procedimentos, porque ela não participava de nada. Ela só trocou umas gentilezas.
Os outros convidados balançaram a cabeça e cumprimentaram a Elizabeth antes de entrar. Sorte que a mansão era bem espaçosa e cabia fácil um monte de gente, tipo, milhares, sem ficar lotado.
A galera que veio na mansão naquele dia era toda da alta sociedade, escolhida a dedo, e era quase uma pessoa por família, então não ficou tão cheio.
Quando a Martina acabou de entregar o presente e saiu do quarto do Jack, ela percebeu que já tinha um monte de gente do lado de fora, e o Benjamin tinha sumido pra algum lugar. Ainda era cedo, mas muita gente preferia chegar um pouco antes.
Todo mundo tava na esperança de deixar uma marca no coração do Benjamin ou do Jack. Talvez pudesse levar os negócios deles pra um novo nível. De qualquer jeito, cada um tinha suas ideias, por isso tanta gente chegou cedo.
Essas pessoas também notaram a presença da Martina rapidinho e mostraram a mesma curiosidade que tiveram quando o Benjamin e o Jack apareceram mais cedo. Todo mundo tava se perguntando quem era a Martina, e alguns até começaram a conversar baixinho, fofocando sobre vários assuntos.
A Martina ficou de boa, sem nenhuma reação especial. No máximo, ela deu uma olhadinha casual e depois desviou o olhar.
De repente, como mágica, o Benjamin apareceu atrás da Martina. A presença deles juntos na hora chamou mais atenção, e quem tava olhando ficou ainda mais curioso pra saber quem ela era. Como ela podia ser tão próxima do Benjamin?
Os outros sabiam que o Benjamin era meio nojento, quase não deixava ninguém chegar perto dele. Tirando as pessoas mais íntimas, a maioria ficava na dele. A personalidade dele era um fator importante nisso. Ele não gostava de socializar e ficava na dele.
Então, o fato dessa mulher receber esse tratamento deixou todo mundo surpreso e incrédulo, principalmente no aniversário do Jack. Era inacreditável e difícil de entender.
"Quem é essa mulher, afinal? Ela parece estranha. Nunca vi ela antes."
"Será que ela é neta do Sr. Jack Walker? Mas eu não lembro dele ter netas..."
Mesmo o Jack tendo filhos, ele não tinha netas. Essa pode ser uma das razões dele gostar tanto da Martina. Relações assim eram muito raras, e ele naturalmente gostava mais dela.
Mas isso era mais especulação na cabeça de todo mundo. Ninguém conseguia saber a verdadeira identidade dela.
Nessa hora, o Jack ainda não tinha aparecido; ele continuava no quarto e ia sair quando todo mundo estivesse reunido. Assim, ele não precisava interagir muito com os outros convidados e não corria o risco de parecer desrespeitoso.
O Benjamin deu uma palmadinha no ombro da Martina, e ela tomou um susto quando se virou pra ver ele. Mas ela se recompôs rapidinho.
"Onde você tava agora pouco? Não te vi por aí", perguntou a Martina. Ela realmente tinha procurado, mas não achou o Benjamin.
Agora que o Benjamin apareceu de surpresa, não era à toa que a Martina fez essas perguntas.
O olhar do Benjamin amoleceu quando caiu sobre a Martina. Só ela podia ter um tratamento tão especial. Se fosse qualquer outra pessoa, provavelmente nem ousaria pensar nisso.
"Eu tava resolvendo uns assuntos. Fui atender uma ligação no jardim dos fundos", respondeu o Benjamin. "Tá ficando cheio aqui. Se você não estiver confortável, por que não vai pro jardim dos fundos um pouco?"
A Martina até pensou nisso também. Ficar sozinha ali com certeza ia atrair mais fofoca. A presença dela no evento hoje tinha um motivo principal - ela queria comemorar o aniversário do Jack com ele. O mais importante era fazer o Jack feliz, e o resto não importava muito.
Depois de ouvir o que o Benjamin falou, ela concordou, porque não tinha nada de mais. "Claro, vamos esperar no jardim dos fundos por enquanto. A gente pode conversar quando todo mundo estiver reunido."
A Martina foi em direção à porta dos fundos sem olhar pra trás, indo direto pro quintal. A maioria das pessoas não ia saber dessa porta dos fundos, que permitia eles curtirem um pouco de paz e sossego.
O Benjamin seguiu a Martina até o quintal, e eles ficaram quietos perto de uma fontezinha. A água jorrava de vez em quando, fazendo um barulho relaxante.
A Martina ficou lá parada, sem dizer nada, mesmo sentindo a presença do Benjamin. Os dois estavam curtindo a brisa suave batendo no rosto deles.
O Benjamin raramente se sentia à vontade, mas agora ele tava. Ele tava ocupado com o trabalho há um tempo e nem sempre conseguia ficar atrás da Martina, apesar de pensar em adiar o trabalho. Mas, vendo a situação, parecia que deixar o trabalho de lado não ia dar certo. Então ele decidiu dar um espaço pra Martina, já que ela tinha falado que queria liberdade e um cantinho dela. Ela não queria ser vigiada toda hora.
Mesmo as palavras da Martina sobre liberdade e espaço pessoal terem sido meio por cima, o Benjamin levou a sério. Se dar um espaço pra ela pudesse ajudar ela a se recompor e dar uma chance pra ele, ele tava mais do que a fim.
Bom, na real, era difícil dizer se ele tava a fim ou não.